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YOGA X PILATES: QUAL O MELHOR?
Muita gente ainda confunde a Yoga com o Pilates, visto que as duas práticas trabalham concentração, consciência corporal, autocontrole e respiração por meio de exercícios lentos, com poucas repetições. Porém, há diferenças – e não são poucas!
“A Yoga é uma modalidade muito antiga, originária da Índia, que trabalha o corpo – promovendo a flexibilidade – e também estimula o equilíbrio mental e espiritual, essencial para quem busca o autoconhecimento”, comenta Luiz Ribeiro, professor da Academia Byotech. A prática envolve desde movimentos, posturas, exercícios respiratórios e meditação até mudanças no estilo de vida, por exemplo, na alimentação.
Por sua vez, o Pilates fortalece a musculatura através do realinhamento da postura, preparando o corpo para o desempenho de outras atividades físicas. “Além disso, apresenta ótimos resultados na reabilitação de lesões e desvios posturais”, conta Isaias Leme, professor da Bio Ritmo. Em outras palavras, enquanto a Yoga trabalha o corpo como um todo, priorizando a conexão entre a mente e o físico, o Pilates exercita músculos específicos e tem como objetivo a saúde e a boa forma. Mais uma diferença? Ao contrário da Yoga, o Pilates necessita do acompanhamento de aparelhos específicos para a sua prática.

Continua em dúvida sobre qual modalidade tem a sua cara? Analise quais são seus objetivos! A Yoga é indicada para quem busca a sensação de bem-estar e equilíbrio, que se reflete, inclusive, na redução do estresse e da ansiedade do dia a dia. Já com o Pilates você conquista músculos fortalecidos e tonificados. No entanto, seja qual for sua escolha, lembre-se de que ambas as práticas exigem força e energia. Tome um copo de AdeS antes de fazê-las e ganhe mais pique e disposição!
OS RISCOS DA OBESIDADE INFANTIL
Gordurinhas a mais, apesar de comuns na infância, indicam perigo. Descubra como dar ao seu filho um futuro mais leve e saudável
Segundo dados de 2010 da Organização Mundial da Saúde, cerca de 42 milhões de crianças com até 5 anos, em todo o mundo, apresentam excesso de peso. Só aqui no Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE em 2009, 30% das crianças entre 5 e 9 anos sofrem com esse problema. A situação é grave e deve ser levada a sério!

“Os quilos extras podem trazer prejuízos à saúde física e psicológica”, alerta Fernanda Ceragioli, nutróloga da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Fatores genéticos e hormonais, assim como a depressão e a ansiedade, podem causar o problema. Porém, a falta de exercícios e a alimentação inadequada são os maiores culpados pelos quilos a mais. “Os pais são os responsáveis pelos hábitos dos filhos, e precisam dar o exemplo, consumindo alimentos saudáveis e praticando atividades físicas”, explica Fernanda.
Um dos fatores essenciais no combate ao excesso de peso é o estímulo à alimentação saudável e nutritiva dentro de casa. “Sirva frutas, legumes e verduras desde pequenas, para que elas logo se acostumem com seus sabores. E ofereça lanches ricos em nutrientes, como frutas, iogurte e bebidas à base de soja, em vez de frituras e guloseimas”, aconselha a especialista. No supermercado, opte pelos alimentos com o selo Minha Escolha, que são mais saudáveis por identificarem os produtos com níveis controlados de gordura saturada, gordura trans, açúcar e sal.

Impactos na autoestima
A atividade física nem sempre agrada a criança acima do peso. E obrigá-la a fazer esportes é uma péssima saída. “Para incentivá-la, proponha algumas opções, como natação ou futebol, mas deixe que ela decida qual praticar. Assim, aprenderá que fazer exercícios é um prazer, e não uma obrigação”, orienta a psicóloga infantil Tarsila Magalhães. Nos finais de semana, façam passeios em família, com atividades como andar de bicicleta ou passear com o cachorro. “Brinquem na praça, joguem bola, pega-pega ou queimada, para que gastar energia seja divertido”, sugere Tarsila.
Quem sofre com excesso de peso não gosta da imagem que vê no espelho e, geralmente, tem problemas emocionais, como a baixa autoestima, ansiedade e depressão. “Se o seu filho for excluído das brincadeiras ou se tornar motivo de gozação na escola, alerte a professora”, avisa a psicóloga. Para ajudar o pequeno a emagrecer, recomenda-se que os pais não tenham em casa alimentos calóricos, como balas e chocolates. “E, em vez de dizer que ela não deve comer doce porque está gordinha, ofereça uma fruta e explique que, além de deliciosa, vai deixá-la mais forte e saudável!”.
O excesso de peso pode trazer, também, graves problemas para a saúde da criança, tais como diabetes, colesterol alto, doenças cardíacas e complicações ortopédicas. “Por isso, os pais devem encarar a situação com seriedade e procurar ajuda profissional o quanto antes”, alerta Fernanda.
CIGARRO: O GRANDE VILÃO DA SAÚDE
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Com o objetivo de sensibilizar a população do planeta sobre os males causados pelo cigarro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1988, o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. Para a presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) Jaquelina Ota, esse alerta é fundamental, pois o índice de doenças e mortes causadas pelo cigarro é altíssimo.
Dados da OMS mostram que, hoje, o fumo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo – cerca de 5 milhões de pessoas morrem por ano, vítimas de doenças relacionadas ao cigarro. “Se não adotarmos medidas urgentes, em 2030 serão 8 milhões de mortes ao ano que poderiam ser evitadas com o abandono do cigarro”, alerta Dra. Jaquelina. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde responsável por coordenar e executar o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil, aproximadamente 200 mil mortes por ano são decorrentes do fumo.
Combate ao tabagismo no Brasil
O Ministério da Saúde está extremamente engajado nesta causa. Para se ter uma ideia, em 2011, cerca de R$ 45 milhões serão investidos no tratamento para pessoas que desejam parar de fumar, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, 163 cidades mantêm projetos sobre tabagismo na rede de promoção da saúde apoiada pelo MS.
Não podemos nos esquecer, é claro, das medidas já adotadas, como a proibição da propaganda de tabaco, o aumento de impostos e as advertências nos maços de cigarro, que contribuíram - e muito – para a diminuição do número de fumantes no país. “Eu digo sempre que temos de acabar com o hábito de fumar, porque tem gente que fuma um ou dois cigarros por dia e diz que isso não é vício. Fumar um cigarro que seja já é prejudicial à saúde e essa pessoa precisa ser ajudada a parar”, alerta o Ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Algumas dicas para abandonar o vício
- Passe o maior tempo possível em lugares onde é proibido fumar.
- Beba bastante água e suco de frutas para desintoxicar o organismo.
- Evite álcool, café e doces, pois eles aumentam a vontade de fumar.
- Se sentir vontade de segurar o cigarro entre os dedos, substitua-o por uma caneta ou outro objeto.
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Tenha sempre em mente o quanto o cigarro é prejudicial à sua saúde. Se antes de acendê-lo você se lembrar que, atualmente, o fumo é responsável por 30% das mortes por câncer, 90% por câncer de pulmão e 25% por doença coronariana ou cerebrovascular*, com certeza irá pensar duas vezes antes de fazer essa mal ao seu organismo.
ÁGUA: NÃO DÁ PARA VIVER SEM ELA!
Além de essencial para o bom funcionamento do organismo, ela ainda é uma das maiores aliadas da saúde e da beleza
Cerca de 70% do corpo humano é constituído por água. Contudo, parte desse líquido é eliminada naturalmente, através da respiração, do suor e da urina. Por isso, é preciso estar sempre atento para repor o que foi perdido. “A água é responsável pelo transporte de nutrientes para o interior das células e pelo controle da temperatura corporal, além de ser indispensável para o processo digestivo e circulatório”, explica João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Unifesp.
A falta desse líquido precioso pode trazer sérias consequências. Tontura, fraqueza, dor de cabeça e fadiga são sinais de desidratação. “Para manter o corpo bem hidratado, consuma, no mínimo, 2 litros de água por dia”, aconselha o médico.
Agora, entenda por quais razões a água é essencial para sua beleza e a saúde do organismo.
Ela regula a temperatura corporal
Durante a prática de exercícios físicos ou até mesmo nos dias de calor, a transpiração aumenta, eliminando, sobretudo, água. Essa é uma reação natural do corpo para manter a temperatura estável. “É preciso ingerir líquidos para repor a perda”, alerta o especialista.
Ela auxilia na digestão
A água ajuda na produção das enzimas, substâncias que participam das reações químicas no organismo durante a digestão. “Ela contribui, também, na produção do suco gástrico e da saliva, que auxiliam na digestão. Além disso, o consumo de água favorece o bom funcionamento do intestino”, explica a nutricionista Paula Gandin, diretora do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.
Ela fortalece as defesas do organismo e diminui o inchaço
Quando o corpo está bem hidratado, a circulação sanguínea aumenta. Assim, o transporte de ferro e de outros nutrientes chega rapidamente às celulas, protegendo o organismo de infecções. “O corpo hidratado consegue eliminar sódio, responsável pela retenção de líquidos e inchaço”, observa o endocrinologista.
Ela garante a absorção dos nutrientes
A hidratação correta garante o volume ideal de sangue, responsável por transportar os nutrientes até as células.
Ela previne a celulite
As toxinas presentes no corpo são eliminadas por meio do suor e da urina. A ingestão diária de água torna esse processo mais eficiente, e o organismo passa por uma verdadeira faxina, eliminando, inclusive, as toxinas causadoras da celulite.
Ela dá uma força na beleza!
O organismo bem hidratado transporta nutrientes, vitaminas e sais minerais até as células mais rápido. Consequência: pele viçosa, cabelo brilhante e unhas fortes e saudáveis.

Para manter o corpo bem hidratado
— Consuma água antes mesmo de sentir sede. Quando a sensação de sede vem, é sinal de que o corpo já está desidratando.
— “Faça calor ou frio, é preciso tomar de oito a dez copos de água por dia. Para controlar a dose ingerida, distribua a quantidade ao longo do período, estabelecendo metas. Por exemplo: três copos (250 ml) pela manhã + quatro copos à tarde + três à noite”, sugere a nutricionista.
— Se você não gosta de tomar água, aposte em sucos de frutas naturais, sem açúcar, e chás de ervas (camomila, hortelã, cidreira, capim-limão).
— Dê mais sabor à sua água. Adicione gotas de limão, sementes de maracujá ou folhas de hortelã.
— Mantenha sempre uma garrafa de água à mão, seja no escritório, no carro ou em casa.
LIVRE DA PRISÃO DE VENTRE
Incorpore hábitos saudáveis ao seu dia a dia e faça seu intestino funcionar como um relógio
Dificuldade para evacuar, barriga estufada, incômodo. Quem sofre de prisão de ventre – também conhecida como obstipação - sabe o quanto esses sintomas são desagradáveis. Entre as principais causas estão os maus hábitos alimentares e a vida sedentária, e a melhor saída para resolver o problema é adotar uma rotina mais saudável.

As maiores vítimas
O sexo feminino é três vezes mais suscetível à prisão de ventre do que o masculino. “A mulher é a maior vítima por fatores culturais: é acostumada a inibir a vontade de ir ao banheiro, pois, desde menina, aprende a não evacuar em banheiro público ou na casa de outras pessoas”, explica a gastroenterologista Ana Cristina Amaral Feldner, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mas a questão hormonal também influi, e muito. “O intestino tem um receptor para a progesterona, o hormônio feminino, que reduz a sua função de contração”, diz a médica.
Além das mulheres, a obstipação também atinge os idosos, já que o sedentarismo, o uso de medicamentos e o enfraquecimento da musculatura do abdômen prejudicam o funcionamento do intestino. Até mesmo as crianças podem ser vítimas da prisão de ventre, principalmente na fase em que passam a consumir alimentos sólidos e quando estão em “treinamento” para retirar a fralda e passar a usar o vaso sanitário. Porém, a dificuldade em evacuar em nada se relaciona com fatores hereditários. “No entanto, os maus hábitos, adquiridos na infância, podem se refletir por toda a vida”, alerta Ana.
Procure ajuda
A prisão de ventre prejudica a qualidade de vida, pois causa incômodo e mal-estar, mas não é uma doença grave. “Porém, quem sofre com o problema pode desenvolver hemorroidas e sangramentos”, observa Ana. Por isso, é importante consultar um gastroenterologista para avaliar o tratamento adequado.
Incorpore hábitos saudáveis
- Mexa-se! A prática de exercícios libera a adrenalina, neurotransmissor que estimula o intestino. “O ideal é praticar atividades aeróbicas, como caminhada, bicicleta e natação, por 40 minutos, ao menos quatro vezes por semana”, orienta a médica.
- Consuma 20g de fibras insolúveis diariamente. Elas agem como laxante natural e são encontradas nas verduras com talo, folhas verdes e cereais integrais, por exemplo, aveia, centeio, trigo, farelo e gérmen de trigo. Entre as frutas, merecem destaque: ameixa, abacaxi, figo, abacate, mamão, tamarindo, manga e laranja (com bagaço).
- Beba cerca de dois litros de líquido por dia, seja água, suco, chá ou água de coco. O líquido hidrata a fibra, que aumenta de volume e distende o intestino, estimulando sua contração.
- Acostume-se a ir ao banheiro sempre na mesma hora, de preferência, em um momento tranquilo – a pressa é inimiga nessas horas, pois impede que você relaxe.
- Quando sentir vontade de ir ao banheiro, vá. Se não atender aos reflexos do seu organismo, o quadro pode se agravar.
- Relaxe! O movimento intestinal está relacionado ao sistema nervoso e a fatores emocionais, como estresse e depressão, os quais podem causar a prisão de ventre. Procure manter a calma e pratique atividades relaxantes e divertidas.
ARTRITE E ARTROSE: AS VILÃS DAS ARTICULAÇÕES
Saiba como diferenciar as doenças e veja a importância das atividades físicas para a melhoria da qualidade de vida
“Dores nas juntas, inchaço e perda dos movimentos são alguns dos sintomas da artrite e da artrose, doenças que prejudicam a qualidade de vida de muitas pessoas”, explica o ortopedista Marcos Britto da Silva, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Mas a prática de exercícios físicos pode ser uma grande aliada contra esses males: no caso da artrite, ela ajuda a atenuar as dores, enquanto que, para a artrose, ela possui um papel ainda mais importante, sendo capaz até de preveni-la.
A artrite é a inflamação nas articulações e, dependendo da forma como se manifesta, pode ser classificada de maneiras diferentes. “A artrite reumatoide, por exemplo, é uma doença autoimune, ou seja, causada porque o sistema imunológico, ao invés de proteger o organismo, acaba atacando seus próprios tecidos - neste caso, a cartilagem e o revestimento articular”, conta o médico. Entre seus sintomas, estão o inchaço e a rigidez - principalmente pela manhã -, além de muita dor, mesmo quando em repouso. “Estima-se que 1% da população em todo o mundo tem artrite reumatoide, mal que atinge três vezes mais as mulheres do que os homens. E, infelizmente, não é possível preveni-la”, diz Marcos. Há, ainda, a artrite gotosa – ou gota -, que ocorre em razão do acúmulo de microcristais minerais de urato em articulações do dedo, dorso do pé, joelhos e cotovelos, provocando dor e limitação de movimentos.
Por sua vez, a artrose - também chamada de osteoartrite ou artrite degenerativa - é causada tanto pelo desgaste da cartilagem como por traumas e fraturas articulares. “Trata-se de uma doença crônica que atinge principalmente o joelho, a coluna, os quadris, as mãos, os dedos e os tornozelos”, conta o médico. Detectada por meio de radiografias, a artrose normalmente apresenta sinais como dor ao se movimentar, rigidez do local, inchaço e falta de firmeza. “Exercícios de alongamento, musculação, fisioterapia, além de medicamentos prescritos por um especialista, podem aliviar a dor”, avisa o ortopedista.
E, ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas os idosos que estão propensos à inflamação e ao desgaste articular. Segundo o médico, qualquer pessoa, até mesmo os jovens que se submetem a esforços excessivamente intensos ou traumáticos, pode tê-los.
Quem sofre com a artrite ou a artrose pode – e deve – se dedicar às atividades físicas. Mas, lembre-se: antes de se matricular em uma academia, consulte seu médico e faça uma avaliação sobre sua saúde. E para ganhar pique e energia, experimente tomar um copo de AdeS antes do treino. Leve, saborosa e rica em cálcio, a bebida dá aquela força para você curtir a vida com muita saúde e disposição.
CUIDE BEM DA SUA COLUNA
Dor ou desconforto nas costas? Com algumas mudanças no seu dia a dia, você pode evitar esses problemas
Sentar-se de qualquer jeito, carregar mochila pesada - excedendo 10% do peso corporal -, levantar pesos de forma errada... “Esses e outros péssimos hábitos podem causar sérios danos à coluna”, alerta o ortopedista Rogério Vidal de Lima, membro da Sociedade Brasileira de Coluna e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
Fundamental para o organismo, a coluna vertebral é o eixo ósseo que sustenta, amortece e distribui o peso corporal. Além disso, ela protege a medula espinhal - a ligação nervosa entre o cérebro e o restante do corpo, responsável pela transmissão dos impulsos nervosos que possibilitam a realização dos movimentos, assim como a sensibilidade térmica, tátil e dolorosa. Por ser tão importante, ela leva muita gente aos consultórios dos ortopedistas. “Pesquisas mostram que 50% a 80% dos adultos serão vítimas, durante a vida, de alguma dor causada por problemas na coluna”, conta Rogério.
Para se prevenir, pratique exercícios físicos, que fortalecem os músculos e aumentam o fluxo sanguíneo nos discos da coluna, ajudando-os a resistir à pressão diária. “E dê atenção à sua postura, pois pequenos erros podem ter consequências desagradáveis. Por exemplo, ao varrer a casa, use uma vassoura com cabo longo e mantenha as costas retas. Para falar ao telefone, nada de apoiar o aparelho entre o ombro e o pescoço, segure-o com a mão”, orienta o médico.
Comprar um colchão ortopédico, com selo do Inmetro, e evitar dormir de bruços - posição que força a coluna – são outros cuidados que ajudam a prevenir as dores. Na hora de trabalhar, é importante escolher uma cadeira com encosto alto e que permita aos joelhos formarem um ângulo de 90º. Se necessário, use um apoio para os pés e uma almofada para as costas.
E para chegar à maturidade com flexibilidade e livre de dores, comece a se cuidar desde cedo! Adote um estilo de vida saudável, pratique atividades físicas, mantenha o peso estável e evite os erros de postura. “A partir dos 30 anos, inicia-se o processo de degeneração natural do organismo. As articulações começam a sofrer desgastes e há perda muscular. Consequentemente, a coluna fica sobrecarregada, provocando dores e perda da flexibilidade, que se tornam ainda mais intensas a partir dos 50 anos. Entre os principais problemas estão a artrose, contraturas musculares, estreitamento do canal vertebral e hérnia de disco”, explica o ortopedista.
Mas se você já sofre com dores e falta de flexibilidade, o primeiro passo é marcar uma consulta com o ortopedista e seguir sua orientação. “Tratamentos como fisioterapia, acupuntura, RPG, alongamento e a prática de pilates ajudam a aliviar a dor e a melhorar a postura”, comenta Rogério. E se quiser praticar atividades físicas, opte pelas realizadas dentro da água, que têm baixo impacto e são relaxantes.
GESTAÇÃO NOTA 10!
Preparar e cuidar do corpo e da mente contribuem para uma gravidez mais tranquila e saudável
A gravidez é a fase em que a mulher se prepara para o futuro papel de mãe. E como toda transição, este é um período marcado por incertezas e inseguranças, tanto em relação ao corpo quanto à chegada do bebê. Mas com a adoção de alguns cuidados antes e durante a gestação, é possível garantir o bem-estar físico e emocional durante os nove meses.
Quando a gestação é planejada, a primeira atitude a ser tomada pelo casal é marcar uma consulta com o médico, que fará avaliações clínicas e solicitará exames para verificar o estado de saúde da futura mamãe. “Algumas alterações no organismo podem aumentar os riscos de má-formação, abortos ou parto prematuro”, explica o ginecologista e obstetra José Bento de Souza. A partir do momento em que a gravidez é confirmada, é importante que a mulher faça o pré-natal, realizando exames como análises de sangue e ultrassom, para verificar o desenvolvimento do bebê e detectar qualquer problema na saúde da mãe. “Durante a gestação, o médico deverá prescrever, também, algumas vitaminas capazes de suprir as necessidades nutricionais diárias”, afirma o médico.
Outro cuidado essencial é manter uma alimentação equilibrada, que garanta ao bebê todos os nutrientes para o seu desenvolvimento e previna ocorrências como anemia, hemorragias e diabetes gestacional. “O cardápio deve incluir alimentos ricos em proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, e, preferencialmente, ter baixo teor de gordura. O ganho de peso, até o final da gestação, deve oscilar entre nove e doze quilos”, diz o especialista. Por isso, é importante evitar o consumo de refrigerantes, frituras e doces.
Atenta ao corpo e à mente
Mesmo com o aumento de peso controlado, a elasticidade da pele pode chegar ao seu limite. E, com isso, suas estruturas – colágeno e elastina – não conseguem suportar a pressão e se rompem, dando origem às estrias. Para evitar essas marcas, use as loções hidratantes da linha Dove. A combinação de creme concentrado e óleos especiais garante a hidratação necessária e mantém a elasticidade da pele. Capriche principalmente na barriga, glúteos, coxas e seios, áreas do corpo onde as estrias costumam aparecer na gestação.
A prática de atividades físicas moderadas e de baixo impacto, como caminhadas, alongamentos e hidroginástica, também é recomendada. Os exercícios preparam a musculatura e a respiração para o parto, previnem inchaços e dores lombares e ainda ajudam no controle do peso. Mas, atenção: é preciso consultar o médico antes de iniciar qualquer atividade física.
Para uma gravidez tranquila, é fundamental cuidar, inclusive, das alterações emocionais, comuns durante esse período. “A mulher fica mais sensível, ansiosa e insegura, e sofre com oscilações de humor. Atividades como a leitura de bons livros, que tragam informação específica sobre as mudanças causadas pela gravidez, bem como a participação em cursos para gestantes, ajudam a diminuir a sensação de insegurança e medo”, explica Josie Zecchinelli, psicóloga especializada em gravidez.
NO SALÃO, PROTEJA A SUA SAÚDE
Saiba a quais perigos você se expõe em um salão de beleza e aprenda a fugir dessas armadilhas
Ao fazer a unha ou a depilação, você pode correr riscos que nem imagina. A falta de higiene nos materiais usados pode transmitir doenças simples, como micoses, até problemas mais graves, como, por exemplo, as hepatites B e C. Mas há como se proteger! Basta ficar de olho nos cuidados que o salão tem com a higienização, para cuidar da sua beleza sem prejudicar a saúde.
Atenção ao fazer as unhas
- Bacias para mãos e pés: se não forem higienizadas ou a água não for limpa, há o risco de contrair micoses ou infecções. Para evitar o problema, verifique se o salão usa um plástico descartável para revestir a bacia. E certifique-se de que a água é trocada a cada cliente.
- Lixas e espátulas: podem transmitir fungos, micoses e infecções nas unhas. Fique atenta, pois esses utensílios devem ser descartáveis e jamais reaproveitados.
- Alicates: a retirada da cutícula com instrumentos não esterilizados pode transformar as unhas em uma porta de entrada para fungos, bactérias e vírus. “O vírus continua presente no instrumento mesmo depois de lavado”, alerta Paulo Olzon, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Por isso, observe se os utensílios de metal são lavados com água e sabão e, em seguida, esterilizados em estufa ou autoclave – esterilizador que utiliza vapor a alta pressão - por, pelo menos, uma hora, em uma temperatura de 170ºC.
Porém, segundo o infectologista, a única forma completamente segura é levar seu próprio kit à manicure. Para montar o kit, coloque em um nécessaire o alicate, afastador (para empurrar a cutícula), tesourinha, lixa e palito. “Depois de utilizá-los, leve-os para sua casa e lave todos os itens com água quente e sabão”, ensina o médico.
Cuidado na depilação
Certifique-se de que o salão não reutiliza a cera depilatória. “Ao puxar a cera (quente ou fria), corre-se o risco de retirar, com os pelos, pequenos fragmentos da superfície da pele. Se neles houver um pouquinho de sangue, confirma-se o perigo de transmissão de hepatite B ou C”, avisa Paulo. Então, olho vivo: observe se a cera, depois de utilizada, é realmente jogada no lixo. E atenção: o uso de ceras caseiras é proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Um salão 100% higiênico oferece*:
- Instalações limpas.
- Ambiente claro e arejado, com pisos e paredes de materiais laváveis.
- Lavatórios com toalhas de papel, sabonete líquido e lixeira com tampa
de metal.
- Toalhas de uso único e individual.
- Produtos dentro do prazo de validade.
- Bacias de imersão de pés e mãos com protetor plástico descartável.
- Informações ao cliente sobre possível alergia ao produto que será
utilizado.
- Ceras de depilação com registro na Anvisa e que não sejam reaproveitadas.
- Materiais como alicates, afastadores ou similares esterilizados em estufa ou autoclave e embalados até o momento do uso.
* Fonte: Vigilância Sanitária Municipal do Rio de Janeiro.
MANTENHA A DOR DE CABEÇA LONGE DE VOCÊ
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Você vive sofrendo com aquela pontada dolorida na cabeça, uma pressão contínua que se reflete no pescoço e acaba com seu bom humor? Saiba que você não está sozinho! “No Brasil, cerca de 75% das pessoas sofrem cotidianamente de cefaleia, o nome científico da dor de cabeça”, conta o neurologista Deusvenir de Souza Carvalho, chefe do Setor de Investigação e Tratamento das Cefaleias da Unifesp.
O problema é que, diante do mal-estar, muita gente opta por tomar um analgésico — uma solução imediata, porém incorreta. “O hábito de tomar remédios corriqueiramente é um grande erro, pois o consumo excessivo de substâncias destinadas a aliviar a dor causa uma reação contrária no organismo. É o que chamamos de efeito rebote, porque, em vez de melhorar o incômodo, o medicamento acaba agravando a situação”, alerta o neurologista. Por isso, se você costuma sofrer de cefaleia, o ideal é procurar um médico para avaliar quais suas causas e seguir o tratamento indicado por ele.
Prevenir é possível
De acordo com Deusvenir, alguns hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir as crises:
— Alimente-se bem e evite ficar muito tempo em jejum.
— Acostume-se a ir para a cama sempre no mesmo horário e dormir, no mínimo, oito horas por dia.
— Pratique atividade física regularmente: “Quando você faz exercícios, libera endorfina, o hormônio que alivia dores e proporciona a sensação de bem-estar”.
— Evite o consumo exagerado de café. “Beba, no máximo, três xícaras por dia”, avisa o médico.
— Relaxe! O estresse gera tensão muscular, desencadeando dores na cabeça e no pescoço.
— Fique atento à postura. Preste atenção no modo como você se senta e deita: respeite a curvatura natural de suas costas e evite esforços exagerados. “A sobrecarga nas regiões lombar e cervical se reflete nos músculos da cabeça a ponto de aumentar o desconforto”, alerta o neurologista.
HEPATITES B E C: DOENÇAS SILENCIOSAS
Conheça melhor essas enfermidades que atingem o fígado e podem trazer graves consequências ao organismo
Grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é caracterizada pela inflamação do fígado e pode ser causada tanto por vírus como pelo uso de alguns remédios, álcool ou outras drogas. Porém, a causa mais comum da inflamação do órgão é a hepatite viral, uma doença silenciosa, que nem sempre apresenta sintomas. E o pior é que o diagnóstico tardio pode causar complicações.
Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus da hepatite B ou C e não sabem. “Se a doença evolui e se torna crônica, pode trazer danos mais graves ao fígado, como a cirrose e até o câncer”, alerta o gastroenterologista Roberto José Carvalho Filho, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Preste atenção aos sinais
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite B ou C é muito raro. Entretanto, quando aparecem, são comuns sensações de cansaço, tontura, enjoos, vômitos, febre e dores abdominais, além de pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. “Para evitar os riscos, consulte regularmente um médico. Ele poderá solicitar exames para diagnosticar a doença”, explica Roberto.
As formas de transmissão
A hepatite do tipo B é uma doença infecciosa, também chamada de soro-homóloga, causada pelo vírus B (VHB). Como o VHB está presente tanto no leite materno e no sangue quanto no esperma, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. “Ela pode ser transmitida por uma pessoa infectada durante as relações sexuais sem camisinha, mediante transfusão de sangue ou por meio da mãe infectada para o bebê (durante a gestação, o parto ou a amamentação). Além disso, cite-se o compartilhamento de seringas, agulhas, material de higiene pessoal (por exemplo, lâminas de barbear/depilar e alicates de unha) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings”, alerta o gastroenterologista.
Já a hepatite C é causada pelo vírus C (VHC), presente no sangue, podendo ter as mesmas formas de transmissão anteriormente citadas. “Entretanto, os casos de contaminação da hepatite C por meio de contato sexual são raríssimos”, conta o médico.
Prevenir é fundamental
– Tome as três doses da vacina da hepatite B. “Pode receber gratuitamente a vacina nos postos de saúde quem tem até 24 anos, além das pessoas que pertencem ao grupo de risco, como as gestantes e os profissionais da área de saúde”, explica Roberto. No entanto, ainda não existe vacina contra a hepatite C. Por isso, é essencial investir na prevenção da doença.
– Use camisinha em todas as relações sexuais.
– Verifique se agulhas ou quaisquer outros objetos que entrarão em contato com o seu sangue são descartáveis ou estão devidamente esterilizados. Tenha atenção, inclusive, com os equipamentos usados para fazer tatuagem ou colocar piercing.
– Leve seu próprio material quando for à manicure.
– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar.
– Toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão da doença da mãe
para o bebê.
– Para obter mais informações sobre as doenças, acesse: www.hepatitesvirais.com.br.

AS NOVIDADES DAS ACADEMIAS
Modalidades lúdicas e animadas atraem alunos que querem manter a forma e, ao mesmo tempo, se divertir

Com a chegada do verão, as academias lançam novas aulas, que prometem trabalhar diversos grupos musculares e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência do treino. Tudo isso de forma dinâmica e interativa, para você mexer o corpo e ainda se divertir.
Conheça essas novidades e prepare-se para suar a camisa! Mas seja qual for a sua escolha, lembre-se de que essas atividades exigem força e energia. Tome um copo de AdeS antes de praticá-las e ganhe mais pique e disposição!
Ballet Fitness
A aula combina técnicas de ballet, pilates e exercícios posturais, trabalhando o fortalecimento muscular de pernas, glúteos e abdômen, bem como o realinhamento postural. “A modalidade ainda ajuda no condicionamento físico e no emagrecimento”, afirma Alexandra Trentini, coordenadora de ginástica da Academia Reebok. Em uma hora de aula, você pode queimar até 500 calorias.
Local Summer Spring
“Em aulas de 45 ou 60 minutos, o aluno trabalha o condicionamento aeróbio e a resistência muscular de membros inferiores e superiores por meio da utilização de diferentes materiais, como cama elástica, step, fit ball, halteres, barras, caneleiras e elásticos”, diz Alexandra. Em 60 minutos de aula, o aluno pode gastar cerca de 350 calorias.
Parkour Evolution
Uma aula de condicionamento dinâmica e variada, que tem como objetivo a transposição de obstáculos como o plinto de ginástica olímpica, steps e bancos. Por meio de saltos, agachamentos, rolamentos e mergulhos, o aluno desenvolve a agilidade e o equilíbrio, e ainda queima calorias – aproximadamente 330 em uma hora. “Além disso, há um trabalho de fortalecimento muscular, pois o aluno utiliza o peso do próprio corpo como resistência“, conta Jean Patrick Martins da Companhia Athletica.
Hopping
Uma atividade para correr, pular e dançar como um canguru. Essa é a proposta da aula, que utiliza as chamadas Kangoo Jumps, botas esportivas que absorvem 80% de impacto. “Como os movimentos são mais intensos, há um forte trabalho muscular e alto gasto calórico, em média, 800 calorias em uma hora de aula”, observa Jean.
Flying Yoga
Uma yoga diferente, que utiliza a gravidade para a execução dos movimentos. “A modalidade usa cintos, fixados no teto, além de tecidos da aula de circo, para dar mais conforto e mobilidade na execução dos exercícios. A aula desenvolve a consciência corporal, fortalece o corpo, alonga os músculos, melhora a postura e a respiração. Em uma hora, é possível queimar 350 calorias”, afirma Beatriz Kimura, professora da Companhia Athletica.
Playground
Um treino inspirado nos exercícios aplicados no exército: divididos em grupos, os alunos seguem as instruções dos professores, os quais, usando apitos e camisas camufladas, orientam atividades como empurrar um pneu de trator ou balançar um cabo naval pesadíssimo. “Os movimentos desenvolvem a força, a agilidade e o condicionamento físico. A aula é pesada, porém animadíssima. Tanto que em uma aula de 45 minutos dá para queimar até 500 calorias”, explica Suzana Goto, professora da Academia Bodytech.
DOAÇÃO DE SANGUE: UM GESTO DE AMOR E CIDADANIA
Um ato simples e seguro, que pode salvar muitas vidas. Faça a sua parte!
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade de doadores de sangue de um país deve representar 5% da sua população. Entretanto, no Brasil, essa porcentagem encontra-se em torno de 1,8%. “Muitas vezes, o brasileiro só se lembra da necessidade quando algum parente ou amigo precisa urgentemente de transfusão”, explica César de Almeida Neto, hematologista da Fundação Pró-Sangue.
Vítimas de acidentes de trânsito, pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos, pessoas que sofrem com leucemia, anemia aguda ou outras doenças, bem como aquelas que passam por cirurgias de emergência, estão entre as que necessitam da doação. E para salvar suas vidas, elas contam com um gesto solidário de outros cidadãos. O motoboy Jair Veiga, de 35 anos, sofreu um acidente com sua motocicleta e teve uma grave hemorragia. Precisou de uma transfusão e, se não houvesse sangue disponível, não teria sobrevivido. “Com a chegada do Natal e do Ano-Novo, a situação fica ainda mais grave, pois há queda nas doações, já que a maioria das pessoas está de férias e envolvida com as festas de fim de ano. No entanto, a necessidade aumenta, uma vez que ocorrem mais acidentes nas estradas”, comenta o médico.
Doar sangue é salvar vidas
Apesar de toda a evolução dos últimos anos, a ciência ainda não conseguiu desenvolver um substituto para o sangue humano. Por isso, a doação é a única forma possível de se salvar vidas. “O material doado é processado e fracionado, para que se possa aproveitar, de modo independente, toda a sua composição. Por exemplo, as plaquetas são doadas para pacientes com necessidades específicas, assim como o plasma e as hemácias. Ou seja, com esse gesto, você pode salvar até três vidas!”, conta César.
É fácil e seguro
Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue, o que representa cerca de 8% do volume sanguíneo do organismo. “A quantidade retirada não afeta a saúde do doador, já que o próprio organismo se encarrega de repô-la em aproximadamente 24 horas. E, ao contrário do que muita gente imagina, doar não engrossa nem afina o sangue. Além disso, o procedimento é simples, seguro e praticamente indolor. Todo o material utilizado é descartável, e não há risco algum para o doador”, afirma o hematologista.
Para doar, é preciso:
- Ter entre 18 e 65 anos.
- Pesar mais de 50 quilos.
- Estar descansado.
- Não estar em jejum, mas ter consumido alimentos leves.
- Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas quatro horas.
- Se mulher, não estar grávida, em fase de amamentação ou ter tido parto ou aborto há menos de três meses.
- Não estar com febre, gripe ou resfriado.
- Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses.
- Não ter antecedentes de hepatite, doença de Chagas e sífilis.
- Não ter comportamento de risco para Aids nem ser usuário de drogas.
- Não ter feito tatuagem ou piercing há menos de um ano.
DIET, LIGHT E ZERO: ENTENDA AS DIFERENÇAS
Conhecer as características de cada produto é fundamental para escolher o mais indicado

Bebida zero, pão light, sorvete diet... A quantidade desses alimentos disponíveis no mercado é grande, e na hora da compra é difícil saber diferenciá-los. Qual a melhor escolha para quem quer emagrecer? E para os diabéticos, qual o mais indicado? Esclareça agora essas e outras dúvidas!
Diet
Isento de determinado ingrediente em sua composição, o produto é desenvolvido para atender a consumidores com necessidades específicas. São pessoas que precisam de alimentos que eliminam ou substituem algum componente, como o açúcar (no caso dos diabéticos), o sal (para os hipertensos), o glúten (para os celíacos) ou a gordura (para quem tem colesterol alto). “É comum que o diet seja usado em dietas de emagrecimento, mas é preciso ficar atento, pois, às vezes, o valor energético desse item não é menor do que o da versão convencional. Há casos de produtos que não contêm açúcar, porém apresentam maior quantidade de gordura e, consequentemente, seu teor calórico é superior ao da receita original”, alerta a nutricionista Paula Fernandes Castilho.
Muitas vezes, também, os diet têm menor quantidade de açúcar, mas possuem muito sódio em sua composição. “Por isso, eles devem ser consumidos apenas quando houver necessidade”, avisa Paula. Para acertar na escolha, fique atento às informações do rótulo. Apenas a inscrição diet escrita na embalagem não é suficiente - a substância que foi retirada ou substituída na fórmula também deve estar especificada.
Light
É o produto com redução no valor calórico ou na quantidade de algum ingrediente da sua composição. “Não é preciso que ele tenha isenção total de certo componente, basta uma diminuição de, no mínimo, 25% de calorias ou de qualquer outro nutriente (por exemplo, açúcar ou gordura) em comparação à versão convencional”, explica a nutricionista. Ele é indicado para consumidores saudáveis, mas que buscam bem-estar, manutenção da saúde ou querem emagrecer.
É importante, no entanto, estar atento às informações do rótulo: o produto ao qual o light é comparado deve ser mencionado na embalagem. “E lembre-se de que o consumo exagerado de um alimento light pode resultar na ingestão de uma quantidade igual ou até superior de calorias, quando comparada ao consumo moderado de algo não light. Sendo assim, não exagere na dose!”, observa Paula.
Zero
A nomenclatura “zero” foi a última a integrar os termos empregados em embalagens de alimentos e indica que o produto apresenta restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a sua versão tradicional. “Se for isento de açúcares, ele pode ser consumido por diabéticos e por quem quer emagrecer”, afirma a nutricionista. É o caso de AdeS Zero, que possui o sabor de AdeS Original, mas não contém açúcar e apresenta em sua fórmula 27% calorias a menos do que sua versão regular. Por isso, seu consumo é indicado tanto para quem sofre de diabetes quanto para quem quer dar adeus aos quilos extras.
É HORA DE SE MEXER!
Veja como abandonar o sedentarismo e melhorar sua saúde, humor e qualidade de vida
Você perde o fôlego ao subir alguns lances de escada? Pega o carro para ir à padaria que fica na esquina da sua rua? Cuidado: está na hora de reavaliar seu estilo de vida! Afinal, a falta de exercícios pode causar diversos problemas à saúde. “O sedentarismo provoca, literalmente, o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, causando a atrofia muscular e a perda da flexibilidade. Além disso, ele é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças, como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, estresse, ansiedade, aumento do colesterol e infarto do miocárdio”, alerta o fisiologista Turíbio Leite de Barros.
Até mesmo cãibras e baixa autoestima podem ser consequência da falta de exercícios. Portanto, se você anda desanimado e fazer alguma atividade física passa longe da sua lista de prioridades, levante já do sofá e comece a mexer o seu corpo! “No entanto, é importante que você realize uma avaliação médica antes”, avisa Turíbio.
E não se preocupe, pois não é preciso se tornar um atleta da noite para o dia. Algumas mudanças na rotina e nos hábitos diários farão uma diferença incrível na sua qualidade de vida e saúde! Lembre-se: para ter energia, siga uma alimentação equilibrada e tome bastante líquido. Uma dica para manter o pique é tomar um copo de AdeS. Em diversos e deliciosos sabores, a bebida à base de soja contém os nutrientes essenciais para você se sentir mais animado e disposto.
E aí, se empolgou? Então, confiras nossas dicas:
- Substitua a escada rolante e o elevador pela escada.
- No trabalho, em vez de trocar e-mails ou telefonar, levante-se para falar com o colega.
- “No escritório, levante-se e caminhe um pouco. Seja para ir ao banheiro, pegar água, conversar com um amigo”, sugere Samara Queiroz, coordenadora técnica da rede de academias Runner.
- Se você anda de ônibus ou metrô, desça antes do seu destino e finalize o percurso a pé.
- Experimente deixar o carro na garagem e use a bicicleta como meio de locomoção.
- Passeie com seu cachorro, nem que seja por apenas 30 minutos.
- “Se você tem filhos, brinque com eles, pois isso fará bem para todos. Vale brincar de pega-pega, esconde-esconde, pular corda, amarelinha”, indica Samara.
- “Quando estiver com mais energia, comece a praticar esportes como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica ou jogar bola. Recomenda-se a realização de exercícios moderados, durante 40 a 60 minutos, de três a cinco vezes por semana”, orienta Turíbio.
- Procure uma atividade que lhe dê prazer. Faça um curso de dança, pilates, ioga... Opções não faltam. Escolha sua modalidade preferida e vá em frente!
IMUNIDADE EM ALTA
Veja como fortalecer seu sistema imunológico e, dessa forma, se prevenir contra diversas doenças
Estamos constantemente em contato com micro-organismos, incluindo bactérias, vírus e fungos. Alguns, benéficos ao corpo, são bem-vindos. No entanto, aqueles que causam doenças devem ser combatidos. “Para tanto, contamos com o sistema imunológico, que tem células e anticorpos capazes não apenas de reconhecer um agente infeccioso mas também de neutralizá-lo. A capacidade que o seu organismo tem de lutar contra esses invasores determina se você vai desenvolver ou não uma infecção”, explica Paulo Olzon, infectologista e clínico geral da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Quem fica doente com facilidade e tem problemas como gripes ou infecções recorrentes (que podem ou não se tornar mais sérias), possivelmente está com baixa resistência. “Vários fatores colaboram para sua queda, como algumas doenças (o diabetes, por exemplo) e o estresse”, conta o médico. Contudo, hábitos saudáveis incorporados ao seu estilo de vida podem fortalecer suas defesas:
- Mantenha uma alimentação balanceada. Consuma alimentos ricos em vitamina A, B6, B12, C, D, E, ácido fólico, zinco, ferro, selênio e cobre, que aumentam a produção de anticorpos e melhoram a resistência.
- Evite bebidas e cigarro.
- Faça exercícios: mexer o corpo ajuda a reduzir os radicais livres e, portanto, melhora as defesas do organismo. Pratique uma atividade física rotineira e que dê prazer, mas não exagere. "O excesso de exercícios pode causar o efeito contrário, baixando a imunidade por fadiga muscular e até mental", alerta Paulo.
- Atenção à higiene, pois diariamente estamos expostos a vírus e bactérias. A fim de nos protegermos, é importante investir em hábitos saudáveis, como lavar as mãos com água e sabão sempre que chegar em casa, depois de ir ao banheiro, antes das refeições e ao manusear os alimentos. Para isso, faça uso de Lifebuoy, que oferece higiene e saúde para toda a família com produtos em diferentes formatos: sabonete em barra, sabonete líquido para o corpo, sabonete líquido para as mãos e álcool gel, uma linha completa para garantir proteção contra germes e bactérias.

- Atualize sua carteirinha de vacinação: tome todas as vacinas e proteja-se contra enfermidades como hepatite B, varicela, hepatite A, sarampo, rubéola e caxumba.
- Durma bem! “A privação do sono diminui a quantidade e a função das células responsáveis pela imunidade, aumentando as chances de contrair doenças", avisa o médico.
- Fuja do estresse e fortaleça sua autoestima. “As tensões, tristezas e preocupações são fatores decisivos para reduzir as defesas do organismo, pois elas aumentam a liberação de radicais livres. Com isso, impedem que o sistema imunológico funcione a todo vapor. No entanto, uma rotina alegre e prazerosa traz benefícios para sua saúde física e mental, além de reduzir as chances de infecções”, finaliza Paulo.
Mate: o chá da hora
A erva nativa do Brasil ganha destaque no meio científico. E não é para menos: ela ajuda a prevenir envelhecimento precoce, diabete, doenças cardiovasculares e tumores

Quando os colonizadores ibéricos aportaram na América do Sul, aboliram muitos ingredientes que faziam parte dos hábitos indígenas por associá-los a rituais pagãos. Um dos únicos que caíram no gosto dos europeus e não sofreram retaliação foi a erva-mate. É que, além de saborosa, a bebida apreciada pelos índios — é o que está registrado! — se mostrou uma boa aliada nas manhãs de ressaca. Com o aval dos conquistadores, o chá foi assimilado em todo o Brasil, onde sua forma de consumo muda de acordo com cada região. Seja como tererê, chimarrão, seja como chá quente ou gelado, o fato é que a infusão dessa erva proporciona muito mais benefícios do que atenuar os efeitos de uma bebedeira. E, graças ao interesse da ciência na planta, a cada dia suas vantagens ficam mais evidentes.
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, um estudo mostra que tomar o chá-mate barra o envelhecimento celular e, assim, prolonga a juventude. Os pesquisadores selecionaram um grupo de filhotes de camundongos e os acompanharam por um ano, até se tornarem idosos saudáveis. Daí, eles foram divididos em três grupos. Por dez meses, uma turma recebeu chámate natural — encontrado no mercado —, outra bebericou a versão diet e a terceira ficou à base de água.
"No décimo mês, quando o estudo acabou, identificamos vários genes relacionados ao envelhecimento em todos os grupos", conta o professor Samuel dos Santos Valença, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. "Porém, eles estavam muito mais ativados nos roedores que beberam apenas água. Aliás, alguns desses camundongos morreram no nono mês." Já entre os que sorveram mate natural e especialmente o diet, os genes da velhice ficaram em silêncio. Além disso, a pelagem desses bichos era mais bonita e sedosa.
Apesar de a análise dos genes ter ficado restrita ao pulmão, os estudiosos acreditam que o resultado vale para outras estruturas. "Os animais que beberam mate viveram mais e melhor. Portanto, dá para supor que os benefícios não estão ligados apenas ao sistema respiratório. Nosso próximo passo é repetir o experimento para avaliar as condições dos outros órgãos", informa Valença. E só para constar: estamos falando de genes que também existem no homem. Ou seja, a chance de os efeitos se repetirem em seres humanos — prolongando a vida e mantendo a pele jovem por mais tempo — é bem alta.
Ainda é cedo para afirmar qual substância específica da erva está por trás da ação pró-juventude. Por enquanto, a hipótese é de que o ácido clorogênico é o maior responsável pela façanha. "Trata-se do principal antioxidante encontrado no mate", aposta o pesquisador da UFRJ. Aqui cabe ressaltar que ser fonte desse e de outros compostos antioxidantes dá à planta mais superpoderes, como a capacidade de proteger contra o surgimento de tumores. Pelo menos foi o que notaram estudantes do curso de nutrição da Universidade do Vale do Itajaí, a Univali, em Santa Catarina.
Com a orientação da professora Sandra Soares Melo, eles usaram uma droga para induzir a genotoxicidade em 36 cobaias. Isso significa que o DNA delas ficou suscetível a alterações, favorecendo a produção descontrolada de células cancerosas. Enquanto um punhado de ratos foi tratado antes e depois com a infusão da erva, preparada a 80 °C e resfriada em seguida, outros só a receberam após a doença ter sido induzida. "O melhor resultado apareceu no grupo que foi tratado previamente e continuou ingerindo a bebida, já que alguns animais nem chegaram a desenvolver o câncer", aponta a professora. Ficou claro, portanto, que é possível driblar fatores potencialmente danosos ao DNA — como a exposição à radiação ultravioleta ou ao cigarro — quando se deliciar com o chá-mate se torna um hábito.
É também da Univali outro trabalho que reforça essa recomendação. No caso, os cientistas estimularam os bichos a se empanturrarem de gordura. Mas apenas uma parcela deles ganhou, durante 21 dias, goles da infusão do mate. "O tempo de tratamento foi curto, mas já identificamos uma tendência à perda de peso em relação ao grupo que não tomou mate. A diferença seria bastante significativa se o período de intervenção fosse maior", reflete Sandra.
Ao que tudo indica, a substância amiga da silhueta é a cafeína, que aparece em níveis consideráveis na planta e possui ação lipolítica. Isto é: dá uma baita força à quebra daquelas gorduras teimosas. Nunca é demais frisar que ela também é conhecida por ativar o sistema nervoso central e, assim, estimular o estado de alerta. Fica um conselho: para quem tem dificuldade para cair no sono, é melhor evitar o mate após as 5 da tarde.
De volta à investigação, olha que maravilha: o pessoal do laboratório ainda detectou uma queda nos níveis de glicose circulante na corrente sanguínea dos ratinhos. Esse efeito, mais do que bem-vindo entre os portadores de diabete, que vivem às voltas com o sobe e desce do açúcar, também foi comprovado por um time de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC. Só que, nesse projeto, os voluntários eram seres humanos: 29 considerados prédiabéticos e os outros 29 portadores de diabete do tipo 2, que usavam remédios para controlar os picos de glicose. Toda essa gente foi separada em três grupos, sendo que o primeiro tomou 330 mililitros de mate, três vezes ao dia. O segundo só contou com orientação nutricional e o terceiro combinou a ingestão do chá com o acompanhamento especializado.
Nos pacientes diabéticos, houve uma redução de 17% na glicose sanguínea e de 0,85% na hemoglobina glicada após o consumo de chá, sem orientação nutricional. Esse último dado é obtido por um exame laboratorial que mostra a quantidade média de açúcar na circulação nos últimos três meses. "Estudos mostram que a queda de 1% de hemoglobina glicada está associada a uma diminuição de 14% nas paradas cardíacas e de 37% nas complicações microvasculares, que causam dormência nos membros, pé diabético, problemas renais e oculares", revela Edson Luiz da Silva, professor de bioquímica clínica da UFSC. Para desfrutar dessa benesse, o chámate deve ser consumido preferencialmente após as grandes refeições.
Nos indivíduos pré-diabéticos, a ingestão da bebida, associada ou não ao acompanhamento por nutricionistas, não derrubou as taxas de glicose. "Isso sugere que, provavelmente, a erva-mate é capaz de reduzir a glicemia somente dos indivíduos que já usam medicação, promovendo, assim, um efeito sinérgico ou somatório", cogita Silva. No entanto, consumir a bebida e seguir uma dieta adequada trouxe outros ganhos para quem não tinha a doença: os níveis de triglicerídeos despencaram 21,5% e os de colesterol LDL, conhecido como maléfico, 7,5%.
O nocaute no colesterol ruim não foi exatamente uma surpresa para o pessoal da UFSC. Em outra ocasião, eles mostraram que o mate é tiro e queda contra esse inimigo silencioso. É que, depois de oferecer o chá a um grupo de aproximadamente 100 pessoas — os mesmos 330 mililitros, três vezes ao dia —, o time verificou uma redução média de 13% no colesterol LDL. Até agora, evidências levam a crer que as saponinas são as principais oponentes das moléculas gordurosas que entopem as artérias. "Trata-se de um grupo de fitoquímicos que rouba as gorduras e toxinas do nosso corpo, retirando-as do fígado e do sangue para serem eliminadas pela urina ou fezes", explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo.
Por causa dessa propriedade, não é exagero colocar o chá-mate no posto de protetor do coração. "Como não é um remédio, ele precisa estar associado a outros hábitos saudáveis", lembra Deborah Markowicz Bastos, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Para não deixar passar nenhum benefício, o ideal é molhar a garganta com 500 mililitros a 1 litro de chá-mate todo santo dia. E, como em geral o indicado é consumi-lo depois do almoço ou do jantar para dar força extra ao intestino, espere pelo menos uns 30 minutos antes de dar uns goles. "Caso contrário, a cafeína pode prejudicar a absorção de vitaminas e minerais", esclarece Sandra, da Univali. Recado dado, não hesite em incorporar a infusão no seu cotidiano.
A bebida dos pampas
No Rio Grande do Sul, o mate faz sucesso em forma de chimarrão. Normalmente, ele é preparado assim: coloca-se 1 colher de erva na cuia e, sobre ela, água bem quente. Depois, é só completar com mais erva. Com um canudo, o conteúdo é imediatamente ingerido. "Uma cuia rende de 2 a 4 litros da bebida", conta Pedro Schwengber, diretor do Instituto Escola do Chimarrão, em Venâncio Aires, no interior gaúcho. Coincidentemente, esse estado é o campeão brasileiro em um quesito nada legal: incidência de câncer de esôfago. De olho nisso, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, fizeram uma investigação e concluíram que a bebida pode estar relacionada à doença. "Uma das causas seria a temperatura elevada, que lesa o órgão e cria um ambiente propício para os elementos cancerígenos", conta Renato Fagundes, professor de ciências em gastroenterologia e hepatologia da UFRGS. Além disso, o chimarrão em excesso reúne substâncias que podem induzir o surgimento dos tumores. Segundo a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, a temperatura é realmente prejudicial e, por isso, a água não deve ser aquecida a mais de 70 °C. Com esse cuidado, não há o que temer. "Existem outros fatores de risco entre os gaúchos, como o fumo excessivo e o consumo abundante de carne vermelha", lembra a especialista.
O mate na estética
O extrato da erva já faz parte de uma variada gama de cosméticos. É que sua propriedade antioxidante garante proteção da pele, inclusive contra cânceres provocados por radiação solar. A ação anti-inflamatória ajuda a aliviar queimaduras do sol. E a cafeína ativa a circulação e combate a celulite. Por fim, as saponinas têm efeito bactericida. "Ainda assim, tomar o chá traz mais benefícios", avisa a dermatologista Letícia de Chiara Moço, da Clínica Dermatológica Paula Bellotti, no Rio de Janeiro.
E os chás prontos?
De acordo com Deborah Harkowicz Bastos, professora da USP, o chá-mate industrializado também carrega os compostos que fazem a fama da bebida preparada em casa, por infusão. "A diferença é que apresenta sacarose ou adoçante, além de conservantes químicos."
Preparo correto
A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, ensina a fazer e conservar o chá sem que ocorram perdas importantes
1. Esquente 500 mililitros de água a 65 °C
2. Coloque 1 colher (sobremesa) cheia de mate em uma jarra
3. Despeje a água quente sobre a erva
4.Deixe em infusão por aproximadamente 5 minutos
5.Depois, o chá pode ser consumido quentinho ou ir à geladeira
6.Tome a bebida em até 24 horas. Além disso, ela perde suas qualidades
Ficha da planta
Nome científico: Ilex paraguariensis
Origem: Brasil, Argentina e Paraguai
Desde quando é usada: Quando os europeus chegaram por aqui, a erva já fazia parte dos hábitos indígenas
Calmantes naturais
Diversas plantas são comercializadas com a promessa de apaziguar a mente. Mas será que os fitoterápicos são tão eficazes quanto os remédios tradicionais na hora de mandar o nervosismo e o baixo-astral pra longe? SAÚDE investiga
Em julho de 2011, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma triste notícia: estão crescendo os casos de ansiedade e depressão em todo o mundo. Para piorar, nosso país foi apontado como o campeão na incidência do distúrbio — 10,8% dos brasileiros são considerados depressivos graves. Uma das razões para esse quadro alarmante é o ritmo de vida que levamos. "Sedentarismo, cobranças maiores no ambiente de trabalho e má alimentação são fatores que influenciam no aparecimento de transtornos psiquiátricos", analisa Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital fluminense.
Para combater os males da mente, os médicos costumam receitar remédios como os ansiolíticos, que barram a ansiedade e ajudam a tratar certos tipos de depressão. O perigo é o exagero na hora de recomendar esse tipo de tratamento: entre 2006 e 2010, a venda dos famosos tarja preta para a cabeça aumentou 36% no Brasil. "A população está mais estressada, mas isso não significa que haja necessidade de prescrever mais ansiolíticos", pondera o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. "Só que o próprio paciente costuma pedir o remédio como solução para todos os problemas", lamenta Freire.
Como alternativa para esse uso excessivo, que pode causar sérios efeitos colaterais e até dependência, alguns apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas. Quem nunca ouviu o conselho de tomar chá de camomila para se acalmar? A sabedoria popular indica há tempos algumas ervas como saída para o estresse e as noites maldormidas.
No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. "Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás", diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia, no interior de Minas Gerais. E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.
Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. "Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade", esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa. Além disso, o órgão também lançou em 2011 o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. O guia explica aos profissionais de saúde como manipular 58 das plantas medicinais mais conhecidas, auxiliando na produção desse tipo de medicamento.
Entre essas plantas, estão a passiflora, a valeriana e a erva-de-são-joão. Esse trio é bastante utilizado pela indústria farmacêutica em fórmulas que tratam casos de depressão leve a moderada. "As três plantas contêm substâncias que atuam nos neurônios e diminuem a atividade do sistema nervoso, relaxando o indivíduo", explica Ricardo Tabach. "A principal vantagem em relação ao ansiolítico é o fato de a concentração dos princípios ativos ser menor e misturada a outros compostos, o que abaixa o risco de efeitos colaterais e dependência", expõe o doutor em farmacologia João Batista Calixto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. "Os resultados do tratamento à base de fitoterápicos demoram mais para aparecer, mas seus efeitos adversos são muito menos agressivos", completa Hudson Canabrava.
Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. "Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações", atesta Tabach. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.
E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. Um dos principais perigos é a interação medicamentosa, que pode anular ou até potencializar drogas que estejam sendo tomadas paralelamente. "As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios", adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável. Sempre.
E os florais? Funcionam mesmo?
Apesar de as gotinhas à base de flores fazerem sucesso há muitos anos, seu desempenho positivo ainda não foi comprovado de vez pela ciência. Tanto é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, não regulamenta o comércio dos florais. "O que acontece muitas vezes é o efeito da sugestão, ou seja, a pessoa toma o floral confiando em seus resultados. Esse processo, também conhecido como placebo, é responsável por cerca de 30% da eficácia até dos medicamentos tradicionais", explica Hudson Canabrava, professor de farmacologia da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.
5 plantas que tranquilizam (e têm o aval da ciência!)
Melissa: Melissa officinalis
Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente
Formas de consumo: Seu chá é a mais popular
Camomila: Matricaria recutita
Esse tipo de camomila tem efeito calmante
Formas de consumo: é bastante difundida. Suas folhas e flores são empregadas em infusões
Erva-de-são-joão: Hypericum perforatum
É a mais eficiente para combater a depressão
Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica
Passiflora: Passiflora incarnata
Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão
Formas de consumo: Além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos
Valeriana: Valeriana officinalis
Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono
Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo
12 alimentos que você deve comer em 2012
Da melancia à carne de porco, passando pelo ovo e pelo kiwi, selecionamos o que vale a pena incluir no cardápio neste ano
É tradição de algumas grandes marcas lançar, a cada novo ano, um calendário com paisagens paradisíacas ou cobiçadas top models. Inspirados nessa mania, mas moldando-a aos padrões de SAÚDE, decidimos buscar 12 alimentos que ganharam recentemente os louros da ciência para estampar uma reportagem com o que merece ser convidado à mesa em 2012. Eles não foram alinhados com meses específicos para não passar a ideia equivocada de que seu consumo precisa ficar restrito àquele período. Esses 12 itens, que englobam desde frutas até carnes, podem integrar o cardápio ao longo de todo o ano. Então, está na hora de apreciar as curvas do pêssego, que esbanja vitaminas, o bronzeado do feijão, uma belezura em fibras, os cortes suínos mais esbeltos — quanta proteína! — e até a polpa volumosa da melancia, que vai fazer seu coração bater mais forte. Bom apetite e um saudável 2012!
1. Kiwi: O domador da pressão
De origem chinesa, o kiwi cruzou terras e mares até ser colocado à prova em um comparativo feito com a população escandinava. Pesquisadores do Hospital Universitário de oslo, na noruega, recrutaram 118 pessoas na faixa dos 55 anos com a pressão arterial levemente alterada e as dividiram em dois grupos: o primeiro comia uma maçã por dia — seguindo aquela velha máxima de que uma unidade diária da fruta é suficiente para manter distância do médico — e o segundo ingeria três kiwis. dois meses depois, avaliaram os voluntários e descobriram que a turma do chinês verdinho exibia uma pressão mais próxima do ideal. essa vantagem parece estar nos seus altos níveis de luteína, uma substância antioxidante que, além de proteger os olhos, reduziria a inflamação nos vasos sanguíneos. "o consumo de kiwi sozinho não vai controlar a hipertensão, mas ele pode ser incluído na dieta como um lanche ou sobremesa", diz a nutricionista Camila Gracia, do Hospital do Coração, em São Paulo.
2. Carne de porco: Mais magra e saudável
Nas últimas décadas, os porcos passaram por uma espécie de dieta e seu teor de gordura caiu. os cuidados com a criação se aperfeiçoaram e hoje é difícil comprar um corte no supermercado correndo o risco de pegar um parasita. nessa onda contra o preconceito, a carne suína mostra que às vezes é uma melhor opção para quem quer manter o peso ou as taxas de colesterol adequadas. Basta lembrar que o lombo, por exemplo, carrega menos gordura que uma picanha bovina. "Cortes suínos magros são ricos em proteína e em vitaminas do complexo B, que zelam pela pele, fígado e sistema nervoso", conta a nutricionista Mirella Pasqualin, da rG nutri, em São Paulo.
Dicas de consumo
Há cortes suínos magros e outros bem gordos. Se deseja manter a linha, prefira a bisteca e o lombo ao pernil e à costela. Assim você leva menos calorias e gordura saturada, aquela que faz mal ao coração, para o prato. E, em vez da fritura, opte pelo preparo no forno.
3. Rúcula: Folha antigastrite
A rúcula é cultuada há séculos pelos povos do mediterrâneo por seus poderes digestivos e até afrodisíacos. Pois em matéria de estômago a hortaliça merece mesmo o crédito. Cientistas da Universidade King Saud, na Arábia Saudita, testaram o extrato do vegetal em ratos e notaram que ele tem um potente efeito contra gastrites e úlceras. Isso sugere, especialmente a quem sofre daquela queimação, que a rúcula ajuda a apagar o problema. Segundo os árabes, a folha trabalha modulando a inflamação no estômago. "Além de vitaminas e minerais, ela tem ômega-3, gordura de atividade anti-inflamatória", diz a nutricionista Mariana Excel, do Hospital Samaritano de São Paulo. Aproveite a rúcula em saladas de uma a duas vezes ao dia. "Só evite picá-la, porque assim ela perde mais rápido suas propriedades", orienta Mariana. A quem bate o pé para o seu gosto forte, que tal degustá-la sobre uma pizza?
4. Acerola: Pequena guardiã de genoma
A acerola é famosa por ser um reduto de vitamina C e outros compostos que fazem a segurança das nossas células. Em laboratório, uma equipe da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, no rio Grande do Sul, decidiu mensurar seus componentes e seu efeito sobre o nosso dna comparando as frutas verde e madura. "Embora a verde tenha mais vitamina C, encontramos mais flavonoides, que também são antioxidantes, na madura", conta a bióloga juliana da Silva. "Essas substâncias protegem o genoma de alterações causadas pelos radicais livres", diz. Isso se traduz, em tese, em menor risco de uma série de doenças ligadas ao envelhecimento. Como ninguém come acerola verde, aposte na vermelha especialmente nos sucos — uma forma de driblar a acidez. Também dá para lançar mão da polpa congelada, já que as doses de vitamina C não caem muito.
5. Aveia: Ceral multiprevenção
A aveia foi catalogada como um dos primeiros alimentos funcionais da história, porque, além de dar energia ao organismo, fornece substâncias capazes de evitar doenças. o grande diferencial desse grão é ser carregado de uma fibra solúvel, a betaglucana, que reduz o colesterol ruim, auxilia a controlar a carga de açúcar no sangue e até diminuiria o risco de alguns tumores. Com o objetivo de maximizar esse poder preventivo, estudiosos da Universidade Federal do rio Grande do Sul estão modificando o alimento para elevar a quantidade desse nutriente. "Queremos ampliar o teor de betaglucana de 4,5 para 8%, sem afetar os demais componentes nem alterar seu sabor", esclarece o agrônomo luiz Carlos Federizzi, responsável pelo projeto. assim, será possível comer menos aveia no dia a dia para conquistar seus múltiplos benefícios.
Dicas de consumo
Esse cereal é extremamente versátil. Pode ser misturado a frutas, iogurtes e vitaminas, assim como incorporado a receitas de pães, tortas e bolos. Dá para salpicá-lo não apenas sobre doces mas também em saladas e pratos salgados. Está disponível nas formas de farinha, farelo e flocos.
6. Romã: Sorte para os vasos
Algumas famílias cultivam o hábito de saborear sementes de romã na virada do ano para serem abençoadas com sorte e fortuna na nova temporada. essa superstição pode ser levada a sério e adotada ao longo do ano se você quiser dar uma força ao controle da pressão e dos níveis de gordura no sangue. em um estudo israelense com pessoas em tratamento de insuficiência renal, o suco da fruta ajudou a relaxar os vasos e livrá-los de lesões. ao que tudo indica, a romã in natura apresentaria efeito parecido graças a seus antioxidantes. "notamos que ela diminui os triglicérides e aumenta o colesterol bom", conta Shema lilach, pesquisadora do Western Galilee Hospital, em israel.
7. Melância: Vai uma fatia para o coração?
Um trabalho da Universidade de Kentucky, nos estados Unidos, revela que a melancia presta um belo serviço à circulação sanguínea. em um experimento com o seu suco administrado a cobaias, os especialistas perceberam que o preparo fez diminuir a massa gorda e a formação de placas nos vasos. "a própria fruta também deve exercer esse desempenho", diz o líder do estudo, Sibu Saha. ora, a melancia é rica em citrulina, substância que, dentro do corpo, aciona um mecanismo de relaxamento das artérias. de acordo com a nutricionista regina Pereira, da Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo, ela se encontra tanto na parte vermelha quanto na branca. "Como a fruta tem bastante açúcar, é melhor consumir entre as refeições para evitar picos glicêmicos", recomenda.
8. Feijão: Grão de fibra
O último vigitel — enquete telefônica realizada em todo o país pelo Ministério da Saúde — constatou que o brasileiro está comendo cada vez menos feijão. Se você é integrante desse movimento, trate de reconvid-lo à rotina. o grão — e isso vale para todas as variedades — guarda proteína, fibras e minerais como o ferro, que afasta a anemia. "Mesmo quem está de regime pode consumilo, uma vez que ele contribui para a saciedade e ajuda a preservar a massa magra", aconselha a nutricionista Carolina duarte, da clínica nutrício, em Belo Horizonte.
Dica de consumo
Para aproveitar melhor o feijão, deixe-o de molho por 12 horas, jogue a água fora, lave mais uma vez os grãos e cozinhe-os com água nova. "Isso elimina substâncias que atrapalham a absorção dos nutrientes e ainda ajuda, mais tarde, a reduzir os gases", diz Carolina. Há indícios de que botar folhas de louro na hora do cozimento também minimizaria flatulências.
9. Café: Goles que espantam o câncer
O cafezinho não afugenta só aquela preguiça. Bastante investigado nos últimos anos, ele vem demonstrando que defende o coração, afasta a depressão e, agora sim, lá vem notícia: até ajuda a impedir o surgimento de certos tumores. a chancela vem de um estudo da respeitada Universidade Harvard, que averiguou dados de cerca de 67 mil americanas. entre aquelas que bebiam mais de quatro xícaras por dia, observou-se um risco 25% menor de ter um câncer no endométrio, tecido que reveste o útero. Muito café? Pois saiba que as mulheres que tomaram duas xícaras tiveram um risco 7% menor. "a bebida tem um alto poder antioxidante e anti-inflamatório, o que justificaria sua proteção contra alguns tipos de câncer", afirma a nutricionista Youjin je, uma das autoras do trabalho, que não levou em conta o tipo de café nem o preparo.
Dica de consumo
Procure sempre tomar o café logo depois de pronto — e isso vale tanto para a bebida coada quanto para o expresso. Evite deixá-lo em garrafas térmicas, principalmente se estiver adoçado. Aliás, para tirar proveito dos seus compostos protetores, maneire no açúcar ou adoçante e nunca coloque cremes ou chantilly.
10. Pêssego: Bonito, não só na aparência
Quando a gente pensa em pêssego, vem à cabeça uma fruta linda e suculenta. Só que a realidade nem sempre é a mesma: por vezes deparamos com exemplares mirrados, sem cor, ácidos e que ainda estragam em pouco tempo. a empresa Brasileira de Pesquisa agropecuária desenvolveu novos cultivares com pêssegos mais vistosos, carnudos e doces, algo que ajuda a driblar de vez as resistências ao alimento. "essas mudanças são ótimas porque estimulam o consumo de uma fruta pouco calórica e repleta de antioxidantes e fibras", opina a nutricionista Carolina duarte.
11. Ovo: Da galinha para cuca
Os ovos já foram resgatados do ostracismo na culinária saudável, mas ganham ainda mais reconhecimento com uma descoberta da professora de neurologia Rhoda Au e colegas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Eles decifraram um elo entre a ingestão de colina, substância encontrada sobretudo na gema, e uma maior proteção do cérebro contra o avançar da idade. "Ela é precursora da acetilcolina, essencial à transmissão dos impulsos nervosos", explica Rhoda. Sabe-se que portadores de Alzheimer possuem uma menor concentração desse mensageiro químico.
Dica de consumo
Pessoas com diabete ou alto risco cardíaco devem se limitar a três unidades de ovo por semana. Mas mesmo livre de problemas vale evitar o abuso no dia a dia, por causa do colesterol e da gordura. Em vez de fritar, dê preferência ao ovo cozido ou pochê, feito com água. No preparo de ovos mexidos e omeletes, use pouquíssimo óleo.
12. Iogurte: Hóspedes especiais
Não param de sair pesquisas esmiuçando a importância dos probióticos, bactérias benignas presentes em iogurtes e leites fermentados, na prevenção e no controle de males que vão de constipação a obesidade. Nessa linha, cientistas da Universidade de Washington, em solo americano, flagraram em ratos que o consumo de probióticos interfere no aproveitamento de nutrientes no intestino, o que pode ajudar a entender o impacto desses micro-organismos na regulação do corpo e na manutenção do peso. "Isso precisa ser avaliado em seres humanos, mas já sabemos que os probióticos melhoram a nossa flora e a imunidade", diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.
Dica de consumo
Nem todo iogurte tem bactérias probióticas. Por isso, trate de verificar o rótulo dos produtos, que informa se eles pertencem ou não a essa categoria. Para obter seus benefícios, eles devem ser consumidos diariamente.
Férias sem sedentarismo
Tão esperado pelos alunos, janeiro — assim como julho, lá adiante — é sinônimo de descanso. Mas eles devem continuar praticando esportes e se alimentando direito no recesso escolar
Depois de um semestre de concentração, lições de casa e provas, a recompensa é certeira: férias. A ideia de dormir até tarde e assistir a televisão o dia todo encanta qualquer jovem. No entanto, essas atitudes pesam na balança quando o sedentarismo e a má alimentação se apropriam do período.
Para comprovar a parcela de culpa que esses meses têm no ganho de peso em crianças e adolescentes, a Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, avaliou 400 estudantes entre 10 e 16 anos de idade. O resultado mostra que aqueles com sobrepeso ou obesos mantiveram os quilos a mais. E, desastre, os com o índice de massa corporal (IMC) no patamar ideal exibiram uma massa gordurosa maior na volta às aulas. "A faixa etária mais vulnerável é a dos 10 aos 13 anos", revela Fábio Ferreira, especialista em saúde da criança e do adolescente e autor do trabalho.
Outro achado da pesquisa foi a diferença de distribuição do peso no corpo dos meninos e no das meninas. Nos garotos, a região da cintura foi a mais afetada. "O acúmulo de gordura nessa área pode causar doenças cardiovasculares na vida adulta", lembra Ferreira. Já entre as garotas, se espalhou igualmente pelo corpo.
Para evitar a inflação dos pneus entre os teens, uma das táticas é incentivar brincadeiras físicas de três a sete vezes por semana. A televisão e o videogame são divertidos — não se pode negar —, mas atividades como futebol e dança se encarregam de dois benefícios ao mesmo tempo: o entretenimento e a manutenção do peso. O importante é brincar até cansar.
Mas só o exercício não é suficiente para prevenir a obesidade. A alimentação é o outro pilar que sustenta a saúde e a fisionomia esbelta — e com os jovens não é diferente. "Exceções na hora de comer podem e devem ocorrer, mas, em um período sem rotina rígida, é preciso tomar cuidado para que as indulgências não virem regra", ressalva a nutricionista Ana Lia Haag, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Um dia na frente da TV e um bocado de salgadinhos estão longe de serem os vilões da história. O problema está no exagero e na constância. Os pais precisam intervir caso percebam que o filho prefere ficar na frente do computador dias a fio a sacolejar o esqueleto ou se está trocando todas as refeições por petiscos muito calóricos. Isso garante que os jovens voltem à escola carregando, como peso extra, apenas a mochila.
O que eles fazem de errado
Uma pesquisa da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu que a maioria dos jovens acima do peso deseja emagrecer, mas alguns de seus hábitos do dia a dia, como o fumo ou a falta de atividades físicas, funcionam como inimigos do corpo sadio. Por isso, é importante que os pais deem suporte à garotada, com direito a visitas a um profissional, como o nutricionista, e até o estabelecimento de rotina, com refeições na hora certa e prática de esporte durante a semana.
Correr, nadar e pedalar
Faça desses meses de férias os mais ativos do ano
Futebol
Perseguir a bola, pela quadra ou pelo campo, é uma ótima maneira de se exercitar.
Pega-Pega
Fugir de alguém com toda aquela vontade é divertido e saudável. Precisa de mais alguma coisa?
Natação
É recomendada para os mais gordinhos porque não força as articulações.
Bicicleta
Equilibrar-se sobre duas rodas é um belo de um exercício e fortalece os músculos.
Como música para os ouvidos
Tocar um instrumento pode evitar a surdez. Descubra por que e conheça outras novidades que prometem melhorar a vida de quem gostaria de ouvir melhor
Enquanto você lê este texto, não deixa de estar atento aos sons ao seu redor. O telefone pode tocar, alguém chamar seu nome... No entanto, para 5 milhões de brasileiros, ouvir não é uma tarefa tão simples assim. Esse é o número de indivíduos que sofrem de algum grau de surdez no país. As causas mais comuns do distúrbio são a exposição ao excesso de barulho e a perda auditiva relacionada ao avançar da idade, mais conhecida entre os médicos como presbiacusia. "A partir dos 50 anos, já começamos a perder a audição. E viver em grandes cidades pode até antecipar esse processo", afirma o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo.
"Quando outras pessoas comentam que você anda desatento ou aumentando demais o volume da TV, está na hora de procurar um médico", alerta Bento. É possível que ele recomende o uso do famoso aparelho auditivo, mas não é só isso. Com boas-novas vindas de centros de pesquisa e tecnologia, quem sofre com o problema está perto de escutar cada vez mais. E melhor. Veja nas páginas a seguir.
Músicos escutam melhor
Os adolescentes levam bronca por ouvir suas bandas favoritas em volume alto demais. Com razão, já que os decibéis dos fones de ouvido quase sempre estão muito acima do recomendado. Por outro lado, tocar instrumentos pode ajudar quando a maturidade chega. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto baycrest’s rotman, no Canadá. ao comparar músicos com pessoas que não tocavam nada, todos na extensa faixa etária de 18 a 91 anos, os cientistas viram que os instrumentistas tinham uma capacidade especial de compensar a perda auditiva relacionada à idade. "Um músico de 70 anos consegue ouvir uma conversa em uma sala barulhenta melhor do que um homem de 50. essa diferença acontece no cérebro, já que o ouvido envelhece do mesmo modo nos dois grupos", explica o pesquisador benjamin zendel, líder do trabalho. É importante ressaltar que não basta entender de música e ouvi-la. "é preciso aprender um instrumento. daí a audição interage com as funções cognitivas cerebrais", esclarece. esse estímulo constante deixaria a massa cinzenta treinada para quando o ouvido não der mais conta do recado. "mas, se o volume estiver muito alto, os danos então serão maiores do que os efeitos positivos das melodias", completa zendel.
Até debaixo d água
Na hora de praticar esportes aquáticos ou que provocam muito suor, quem tem deficiência auditiva quase sempre precisa tirar o aparelho para garantir que nenhum líquido danifique seu funcionamento. Um novo dispositivo, recém-lançado pela Siemens, promete mudar a situação. Revestido de uma película siliconada, ele age como o tímpano, membrana que protege o ouvido: deixa as vibrações sonoras passarem, mas barra a entrada de água. Para que o equipamento cumpra sua tarefa a contento enquanto o usuário nada ou mergulha, é necessário subir à superfície a cada 15 minutos, já que a bateria precisa de ar para ser recarregada. O fabricante também comercializa uma espécie de clipe que garante que o aparelho se fixe na orelha durante a prática de atividades mais intensas.
Controle remoto individual
A tecnologia bluetooth é conhecida por facilitar a transferência de arquivos de um celular para outro, mas não é só isso. Agora, ela também evita situações comuns na vida de quem não escuta muito bem. Por exemplo, obrigar a família inteira a ouvir a TV no volume máximo. A empresa Telex Soluções Auditivas acaba de inserir no mercado brasileiro um dispositivo importado chamado Connectline. É uma espécie de controle remoto sincronizado ao aparelho auditivo e pode ser conectado com até cinco equipamentos diferentes ao mesmo tempo. A engenhoca permite aumentar o volume do televisor só para quem a estiver utilizando e atender o telefone fixo sem sair da poltrona. "Ela pode ser usada por pessoas que têm perda auditiva de leve a profunda", garante a fonoaudióloga Patrícia Leiva, consultora da empresa. Outro acessório do Connectline é um microfone, do qual o usuário pode se valer caso esteja assistindo a uma palestra.
Turbine a audição em casa
A cóclea, uma estrutura em formato de caracol que fica localizada no ouvido, é a responsável por transformar as vibrações sonoras em sinais elétricos que são transmitidos para os neurônios. Quem faz esse trabalho são as células ciliadas, que ficam lá dentro. Elas têm fios que lembram os nossos cílios, daí o nome. E, quando são danificadas, causam a perda auditiva na maioria dos casos. Para barrar essa degeneração, a empresa Earlogic lançou um software chamado Hearing Guardian. Desenvolvido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o programa pode ser baixado em praticamente qualquer computador. "Por meio de um teste feito com fones de ouvido, ele detecta as frequências que a pessoa não escuta mais e libera estímulos sonoros que auxiliam na recuperação dessa parte da audição. Se as células ciliadas não estiverem mortas, é possível recuperá-las", afirma o pesquisador Sang Yeop Kwak, especialista em fisiologia auditiva e Ceo da earlogic. Segundo ele, o uso do Hearing Guardian pode devolver em até 10 decibéis a audição, o que melhora a capacidade de ouvir sons mais agudos. No entanto, o software não substitui o médico. "É como tomar vitaminas diárias, um complemento ao tratamento convencional", finaliza Kwak.
Na sala de aula
Na escola, as crianças deficientes auditivas enfrentam problemas para acompanhar o ritmo da turma. "o educador precisa falar devagar para que a leitura dos lábios funcione como um apoio ao aparelho auditivo", explica a fonoaudióloga Patrícia leiva. o Fm amigo, apetrecho importado pela Telex Soluções Auditivas, facilita a vida escolar dos pequenos. Por meio de ondas de rádio, o aluno recebe diretamente em seu aparelho o que é dito durante a aula. Para isso, o professor precisa usar um microfone que fica acoplado à sua roupa. Assim, o menino ou a menina não perdem nada do que é falado, mesmo se o docente estiver virado para a lousa. mas claro: quando a surdez é na infância, é fundamental que um fonoaudiólogo fique envolvido no tratamento. "Ele garante que a fala não seja prejudicada", finaliza Patrícia.
O novo Vigilantes do Peso
O maior programa de emagrecimento do mundo se apoia em descobertas fresquinhas da nutrição para atualizar seus métodos. Disponível a partir de janeiro, esse upgrade foge da simples contagem de calorias e promete bons resultados sem proibições
Acontece que esse gasto calórico vindo da quebra dos nutrientes — e conhecido como termogênese alimentar — não entra na equação das dietas de hoje em dia, principalmente por ter sido revelado e consolidado pela ciência somente nos últimos anos. "Percebemos que era o momento de alterar o nosso método para adaptá-lo aos conhecimentos científicos atuais", afirma Marcelly Ferrari, editora de conteúdo do Vigilantes do Peso, no Rio de Janeiro.
Por isso, no dia 2 de janeiro de 2012, chega ao Brasil o ProPontos, o novo sistema dessa organização. "A ideia é justamente contemplar as novidades das pesquisas sem complicar demais a vida das pessoas, inclusive a de quem passa mais tempo fora do que dentro de casa", reforça Sônia Almeida, nutricionista-chefe do Vigilantes.
Que fique claro: o sistema de pontos não será renegado. Ou seja, cada participante vai continuar recebendo uma cota a ser gasta diariamente e uma extra para ser torrada durante a semana naqueles momentos especiais. O que de fato muda é a forma como os pontos são atribuídos aos alimentos em geral. Isso porque, se antes eles eram mais baseados nas calorias, agora o foco está na presença e na concentração dos chamados macronutrientes: o carboidrato, a gordura e a proteína.
Saciedade é uma palavra-chave dentro da nutrição moderna. E o Vigilantes do Peso conseguiu incluí-la no seu dicionário com aquela decisão de criar uma fórmula baseada nos macronutrientes. "As proteínas, por exemplo, dão mais trabalho para serem digeridas do que as gorduras. E isso faz com que elas tragam uma maior sensação de estômago cheio", analisa Celso Cukier, nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Logo, um prato repleto de fontes proteicas culmina em menos pontos riscados da cota diária do que outro extremamente gorduroso.
Aliás, as fibras ganharam importância na matemática dos pontos por aplacarem a fome. "Elas diminuem o ritmo de absorção da glicose, e essa desaceleração é outro fator que contribui para a saciedade", ensina a nutricionista carioca Mariana Froes.
Frutas à vontade!
Uma das metas do Vigilantes do Peso foi buscar um plano que pudesse ser seguido pela vida toda. Ou, dito de outra maneira, que proporcionasse, além da diminuição da barriga, uma alimentação equilibrada. "Foi observado que os obesos geralmente têm deficiências nutricionais e hábitos alimentares muito errados", diz Sônia Almeida.
Para estimular a incorporação de um cardápio saudável, a esmagadora maioria das frutas — a única exceção é o abacate — e boa parte dos legumes não implicam em mais nenhum ponto. Só um detalhe: a regra vale quando esses vegetais são consumidos em sua versão natural. Um suco de laranja ou mesmo a polpa do açaí terão que ser contabilizados como uma porção de alimento qualquer.
Esse princípio, entretanto, demanda certo cuidado. "O incentivo é realmente interessante. Mas deve haver controle, porque há uma pequena probabilidade de o participante, especialmente se ele sofrer com alguma compulsão, ingerir frutas em demasia", ressalta Mariana Froes. E esse excesso pode, sim, terminar em barriga inflada. Apenas para pensar em uma hipótese, cada unidade de banana-da-terra dispõe de 122 calorias. E comer pencas dela diariamente sem dúvida comprometeria a queda do ponteiro da balança.
O meio encontrado para evitar problemas dessa ordem foi criar livros e cartilhas que expliquem detalhes sobre uma alimentação balanceada (veja outros materiais de apoio do ProPontos à direita). E também disponibilizar orientadores nas reuniões para reforçar as atitudes corretas. A polêmica, aí, recai sobre o fato de essas pessoas não serem nutricionistas. "Todas elas recebem treinamento e, por terem participado do Vigilantes do Peso, sabem como ninguém as ânsias de alguém que está entrando agora no programa", defende Marcelly Ferrari. "Porém, a ausência de um especialista dificulta o diagnóstico de doenças ou intolerâncias que devem ser consideradas em qualquer dieta", contrapõe Cukier. No final das contas, uma coisa não elimina a outra. Aliar o recente programa do Vigilantes do Peso a consultas com profissionais de saúde é bastante válido para conquistar seus objetivos — de uma vez por todas.
Os outros pilares do programa
Para ser um sucesso total, ele não depende só da alimentação
Assista às reuniões
Um estudo do Centro de Pesquisas em Nutrição Humana, na Inglaterra, comprovou que, quando uma dieta vislumbrava encontros em grupo frequentes, a perda de peso era duas vezes maior do que um regime que somente se concentrava no prato. "O apoio de outros serve de encorajamento para aqueles momentos difíceis", explica Susan Jebb, que assinou o trabalho.
Mantenha-se em movimento
A atividade física é considerada fundamental pela equipe do Vigilantes do Peso e inclusive está no programa. Explica-se: ao superar suas metas de exercício na semana, você ganha pontos extras para serem utilizados nos dias seguintes.
Um pouco de história
O Vigilantes do Peso surgiu na sala da casa de Jean Nidetch, no início dos anos 1960, nos Estados Unidos. Ela recebeu amigas para discutir como perder peso e daí veio a ideia de aliar uma dieta séria a reuniões frequentes. No Brasil há 34 anos, a organização instituiu o sistema de pontos por aqui em 2003.
A cota de cada um
Por mais que estejamos falando de um método destinado à população em geral, o total de pontos a que se tem direito no Vigilantes varia, dependendo do sexo, da idade, da altura, do peso e dos próprios objetivos. "A cota também muda de acordo com a evolução do emagrecimento da pessoa ao longo do tempo", completa Sônia Almeida.
Coxinha
Antes...
283 calorias
15 pontos - No método que vai dexar de ser usado, as calorias e o total de gorduras eram os parâmetros principais para atribuir uma pontuação às porções dos alimentos.
... e agora
O que mata a fome - As fibras ganharam importância por regular a digestão, o que diminui o apetite e, logo, os riscos de uma comilança desenfreada.
A energia de cada nutriente - Enquanto 1 grama de proteína ou de carboidrato traz 4 calorias, 1 grama de gordura possui 9. Isso influencia na conta do novo sistema.
Custo de conversão - Até 20% das calorias do carboidrato são torradas antes de o nutriente ser absorvido. No caso da gordura, são apenas 3%. Daí que o ProPontos abrange diferenças assim para ser mais preciso.
17 pontos - Com essas novas considerações, a coxinha se torna uma escolha ainda mais pesada. Se valia 15 pontos no passado, agora... Portanto, se desejar comê-la, será preciso abdicar de outras comidas engordativas no resto do dia.
Maça
Antes...
1 ponto - Uma maçã grande tem cerca de 130 calorias. Isso fazia com que, na versão anterior do programa, ela consumisse 1 ponto da cota diária permitida.
... e agora
Densidade energética - Um fator estimulado é apostar em opções que tenham um grande volume, mas poucas calorias, como justamente a maçã.
Alimento pleno - Esse título é conferido aos itens que não estão lotados de sódio, gordura saturada e açúcar e, por outro lado, apresentam boas doses de fibras.
0 ponto - Por ofertarem vitaminas e outras substâncias benéficas, as frutas não são mais pontuadas, desde que ingeridas in natura. A única exceção é o gordo abacate.
Material básico
Os itens abaixo são fundamentais para seguir o ProPontos
Livros de apoio
Eles trazem dados a respeito do programa e, mais do que isso, sobre a manutenção do peso ideal.
Calculadora
Quando você coloca a quantidade de gorduras, proteínas, carboidratos e fibras de uma porção de alimento, ela revela os pontos a serem descontados.
Diário pessoal
Permite saber quanto ainda se pode consumir, além de fornecer o histórico de seus progressos.

Controle sua cota de trans
No diário, onde anotar seus pontos, desenhe um quadrado assim para cada dia da semana. Esta é sua cota de gordura trans.
Cada parte do quadrado representa até 0,5 grama dessa gordura que faz mal à saúde, faz você ganhar barriga e atrapalha o emagrecimento. Nossa recomendação é que você nem sequer procure utilizar essa cota. Se conseguir tirar a trans de sua dieta, o sistema de pontos será muito mais eficaz — você perderá peso mais depressa e verá sua barriga desaparecer aos poucos. Para isso, siga estes passos:
1. Fique de olho no valor de trans informado no rótulo dos alimentos industrializados —
isso obrigatoriamente estará na embalagem se o produto for nacional.
2. Se não for um alimento fabricado no Brasil, leia a lista dos ingredientes e lembre-se de que a gordura trans também atende pelo apelido de gordura hidrogenada — dá na mesma.
3. Se não tiver acesso à embalagem, então use a referência encontrada em nossa tabela. Nela, muitos itens industrializados aparecem com a figura da cota trans ao lado. O valor, então, é aproximado — e pessimista, para criar uma boa margem de segurança. Ou seja, a tabela se baseia na pior hipótese sempre para que você não corra o risco de ganhar cintura.
Por exemplo: muitas marcas existentes no mercado nacional já retiraram a trans de suas bolachas. No entanto, se você olhar a linha de bolacha recheada, na tabela de pontos, encontrará este quadrado.
Ele indica o maior valor encontrado entre as marcas que ainda não retiraram a trans
de suas formulações.
Completar o quadrado que representa a sua cota trans significa que, nesse dia, você não poderá comer mais nada com esse ingrediente. Esta é a única restrição da Nova Dieta dos Pontos
4. Por último, se for uma preparação caseira, lembre- se de que muitos ingredientes contêm trans. Por exemplo, um sanduíche de queijo amarelo, ainda que feito com um saudável pão integral, poderá fornecer a substância que queremos tirar do prato. Outra vez: por segurança, se não conseguir conferir o valor de trans na embalagem, use a referência aproximada, criada pela equipe de SAÚDE!, da Editora Abril, que está na tabela.
Se algum alimento tiver entre traços de trans a 0,5 grama dessa gordura,
preencha uma parte de sua cota trans.
Se tiver entre 0,6 e 1 grama de trans,
preencha duas partes de sua cota trans.
Se contém entre 1,1 e 1,5 grama de trans,
então preencha três partes do quadrado.
Finalmente, se tiver mais de 1,6 grama de trans,
preencha o quadrado inteiro e PARE JÁ!
Grávida que come demais...
...tem filho que vive com fome. Descubra por que as futuras mamães podem financiar a obesidade nos seus descendentes

Durante a gravidez, o bebê e a mãe constroem uma relação bem estreita. O feto cresce semana após semana e precisa dos nutrientes que a gestante ingere para que seu desenvolvimento ocorra sem percalços. Mas as mamães de primeira, segunda e outras viagens precisam dosar a quantidade e a qualidade do que consomem à mesa nessa jornada de nove meses. “Há cada vez mais evidências de que tanto carências quanto excessos alimentares durante a gestação são danosos à saúde infantil”, diz a pediatra e nutróloga Fabíola Suano, de São Paulo.
Quando a gestante abusa das garfadas e engorda acima do limite ideal, pode, sem perceber, patrocinar a obesidade no filho que carrega no ventre. “Mulheres que ganham quilos além da conta na gravidez geram bebês com maior volume de massa gorda”, diz Fabíola. Para desvendar o que deixa a garotada fofa demais, pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, dividiram ratas prenhas em dois grupos: um alimentado com ração convencional e outro com ração à base de gordura e açúcar. Eles constataram que os filhotes da segunda ninhada, assim como as mães, preferiam comidas gordurosas. A explicação pode estar no cérebro, já que esses roedores apresentaram níveis maiores de receptores de dopamina, o neurotransmissor do prazer.
A atuação dessa substância é fundamental quando a criança deixa de mamar. “Para que entenda que precisa se alimentar, o bebê recebe estímulos cerebrais”, explica o neurocientista Renato Sabbatini, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. “E esse é o papel da dopamina, que faz parte do sistema de recompensa e é produzida, entre outras situações, quando ingerimos lipídios e açúcar.” Em quem come muita gordura, porém, a dopamina não trabalha direito. “A obesidade está relacionada a uma incapacidade natural de perceber os efeitos prazerosos do sistema de recompensa”, diz o neurocientista Ivan de Araújo, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Logo, se o pequeno nasce com mais receptores de dopamina, maior será sua necessidade de ingerir fontes do nutriente até conseguir se satisfazer.
Mas a influência da dieta da grávida no futuro do filho vai além do sistema de recompensa cerebral. Também usando ratos, cientistas da Universidade de São Paulo revelaram outro risco associado a maus hábitos alimentares na gestação. Dessa vez, o alvo foi a quantidade de sal ingerida no período de espera. Eles notaram que as pitadas a mais do condimento contribuíam para a ocorrência de hipertensão quando os filhotes se tornavam adultos. “O aumento da pressão arterial, no caso, é uma característica epigenética, ou seja, que passa da mãe para o filho sem alterar seu DNA”, explica o clínicogeral Joel Cláudio Heimann, líder da investigação feita na USP.
O time de Heimann ainda verificou que, por sua vez, sal de menos no prato da grávida pode causar resistência à insulina, quando esse hormônio não dá conta de botar o açúcar para dentro das células. “Não esclarecemos por que isso acontece, mas uma das explicações é que, nessas condições, o fluxo de sangue diminui nos tecidos, prejudicando o trabalho da insulina”, diz o pesquisador.
Como o trabalho foi realizado só com animais, ainda é preciso averiguar se esses efeitos seriam semelhantes em seres humanos — o que não é improvável. “Ambos são mamíferos e têm tecidos e sistemas parecidos.” A dose de sal indicada pela Organização Mundial da Saúde é de 5 gramas por dia — esse valor é o mesmo para gestantes. “Porém, no fim da gravidez, recomendamos reduzir as pitadas para evitar retenção de líquidos”, ensina a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
De olho no prato
Uma coisa é certa: a grávida deve ingerir fontes de dois nutrientes imprescindíveis nessa fase. Um deles é o ácido fólico. “Ele é essencial no desenvolvimento do tubo neural, estrutura que forma o cérebro e a medula espinhal”, lembra a nutricionista Aline Zeidan, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. A suplementação dessa vitamina geralmente é prescrita na gravidez. Outra substância que não pode faltar é o ferro, já que previne a anemia. “Ele é encontrado nos vegetais escuros, no feijão e na carne vermelha”, orienta Aline.
O clichê de que as gestantes devem comer por dois merece cautela. “Devemos pensar em qualidade, nunca em quantidade. O obstetra acompanha a grávida e, se necessário, encaminha ao nutricionista”, diz o obstetra Luis Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. “Cada mulher precisa ser avaliada de acordo com seu peso antes da gestação e receber um atendimento individualizado”, completa Fabíola Suano. Pelo bem dela e do bebê.
Quando a mãe come gordura demais
Seu filho pode ficar vidrado no nutriente
1. A gordura e o açúcar ingeridos pela gestante são absorvidos pela placenta para que o feto se desenvolva perfeitamente.
2. A placenta quebra as moléculas dessas substâncias em frações menores, como os triglicérides, que chegam ao cérebro do bebê.
3. A presença de gordura no cérebro do pequeno é interpretada pelo órgão como um bom motivo para produzir dopamina, que se encaixa em receptores específicos nos neurônios.
4. Esse estímulo é essencial para que o bebê coma ao nascer. Mas, em excesso, pode deixá-lo desejando mais gordura do que precisa.
Diabete gestacional
Ele é mais um desencadeador de obesidade e hipertensão em crianças e deve ser acompanhado de perto. “Esse tipo de diabete costuma ocorrer em mulheres com predisposição, como as que têm IMC acima de 28 antes de engravidar”, diz a médica Rosane Kupfer, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Combinar atividades físicas com uma alimentação saudável ajuda a prevenir e até mesmo controlar o problema.
Privação que engorda
Um estudo com filhos de mulheres que passaram fome na Segunda Guerra Mundial, nos anos 1940, revelou que a desnutrição materna também causa obesidade. Uma das hipóteses é a de que o organismo das crianças tentaria compensar a privação sofrida na gestação se rendendo à gula ao longo da vida. Além disso, os bebês já nasceriam resistentes à insulina, hormônio que abastece as células com açúcar.
Deu branco à mesa
Essa é a cor da moda, pelo menos no mundo da nutrição. Vegetais de polpa alva conquistam lugar de honra na mesa e despontam como os mais novos aliados do coração e das defesas
É fato consumado: quanto mais colorido o prato nosso de cada dia, mais rico seu valor nutricional. Mas, enquanto o roxo, o vermelho, e o laranja eram constantemente ovacionados na cozinha dos quatro cantos do mundo — e com razão —, o branco, discreto, permanecia em segundo plano na paleta da alimentação equilibrada.
Agora, ele tem tudo para sair da sombra dos tons, digamos, mais vivos. Um estudo acaba de mostrar o valor da brancura que dá as caras na couve-flor ou no interior da maçã, da pera e de uma série de outras frutas e hortaliças. Ele foi realizado por uma equipe da Universidade Wageningen, na Holanda, depois de avaliar os nutrientes encontrados nos alimentos mais pálidos, por assim dizer. Os resultados ganharam visibilidade com sua publicação na revista científica Stroke, da Associação Americana do Coração.
A pesquisa holandesa sugere que a turma de polpa claríssima tem propriedades capazes de reduzir o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas e até de evitar um acidente vascular cerebral, o tão temido AVC. "Esses benefícios provavelmente se devem, entre outros fatores, à presença de substâncias como a flavina, que, aliás, é a grande responsável pela coloração esbranquiçada", aponta o cardiologista Marcus Vinícius Malachias, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. "Esses nutrientes favorecem a renovação celular e ajudam a controlar os níveis de glicose e triglicérides na corrente sanguínea, prevenindo contra inúmeras complicações vasculares", complementa o médico.
As fibras, que lotam muitos dos vegetais mais claros, são outra cartada para quem pretende ficar longe desses piripaques. Isolda Prado, nutróloga da Universidade do Estado do Amazonas, destaca uma versão específica que contribui para a saúde do peito: "A pectina, encontrada na polpa da maçã, por exemplo, elimina toxinas, reduz a absorção do colesterol pelo organismo e, como consequência, diminui a formação de placas de gordura que podem levar ao AVC". Isso sem contar que, como nos frutos de qualquer cor, as fibras sempre promovem a sensação de saciedade e, daí, combatem a obesidade, fator que também impulsiona encrencas nos vasos.
Outra grande vantagem dos vegetais alvos em matéria de prevenção dos males cardiovasculares é o seu aporte significativo de cálcio. "Esse mineral baixa a pressão. Se ela está alta, alavanca a incidência de derrames e doenças cardíacas", alerta Malachias, que também é professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Potássio, fósforo e magnésio, outro trio nutritivo presente nesse grupo de alimentos, também regula o trabalho do músculo mais importante do corpo — o seu coração. Portanto, tudo nas polpas brancas tende a contribuir para a saúde do peito.
Os minerais encontrados em polpas branquinhas realmente funcionam como protetores do corpo inteiro — e não somente contra males cardiovasculares. Hoje, vários trabalhos científicos relatam uma ligação entre doses fartas de ferro e magnésio, dupla bastante presente neles, com um sistema imunológico mais apto para combater inflamações e infecções oportunistas.
Na melhora das nossas defesas naturais, aliás, eles ganham o apoio das vitaminas C e E, abundantes no inhame e na pera. Mas, para aproveitar o máximo possível desses e de outros itens esbranquiçados, o ideal mesmo é comê-los in natura. "O que parece ocorrer é um sinergismo dos nutrientes presentes nesses alimentos quando consumidos na forma integral", reflete o nutricionista Gustavo Guadagnucci Fontanari, pós-doutorando do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Pera, tudo bem. Inhame cru, reconhecemos, é duro de engolir...
Até contra o câncer!
São falhas no código genético que fazem com que essa doença se instale e, aí, comece a causar estragos. E, atualmente, sabe-se que a vitamina B6 da couve-flor atua diretamente no DNA, mantendo o processo de duplicação sob controle. Já os tipos A, C e E são potentes antioxidantes. Com isso, barram os radicais livres, moléculas com o poder nocivo de desestruturar células saudáveis e, assim, contribuir para o surgimento de tumores malignos.
Outro ponto em comum que garante às polpas pálidas uma boa reputação contra os tumores está na concentração significativa de flavonoides. "Eles também são antioxidantes e, por isso, têm a capacidade de sequestrar radicais livres, impedindo que eles danifiquem a membrana das células e comprometam suas funções biológicas", comenta Fontanari. Dentre essas substâncias, o nutricionista destaca a já celebrada quercetina, presente na maçã, na pera, na cebola e no nabo. E ainda lembra do kaempferol do rabanete, da couve-flor, da batata e da endívia.
Já Fábio Gomes, nutricionista da área de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Câncer, ressalta outros antioxidantes que dão o ar da graça nos vegetais abordados por esta reportagem. São eles a acetogenina da graviola e da atemoia, os isotiocianatos que lotam o rabanete, os hidroxicinamatos encontrados na endívia e os indóis do nabo e do repolho. Mas faz uma importante ressalva: "Todo e qualquer vegetal tem alguma propriedade anticancerígena. A diferença é que alguns foram mais estudados e outros não".
Ideal mesmo é um cardápio natural que privilegie uma grande variedade de tons — e, de preferência, associado a um estilo de vida saudável. Este é o alerta sintetizado por Malachias: "É preciso entender que a natureza reúne harmonicamente um conjunto de substâncias benéficas nos alimentos. Uma dieta nunca deve ser radical, e sim natural", conclui. Leia-se: sem exagerar em nenhuma tonalidade. Mas, com o Réveillon chegando, não é má ideia forrar sua mesa de branco para celebrar, bem protegido, o ano novo!
Eles são pálidos…
…e guardam particularidades nutricionais. Veja abaixo:
Maçã
Diminui os níveis de colesterol ruim e levanta a barreira contra infecções
Couve-flor
Ajuda a baixar a pressão arterial e conta com bons índices de fibra
Pera
Possui um efeito diurético e seu alto teor de fibras também auxilia na digestão
Endívia
Essa folha derruba as taxas de colesterol e elimina o excesso de radicais livres fruta-do-Conde
Além de ser rica
em antioxidantes, oferece energia de sobra ao organismo
Cebola
Consumida crua, ela reduz a pressão e, de quebra, tem ação anti-inflamatória
A paleta de cores da nutrição
Cada grupo tem pigmentos em favor do bom funcionamento do corpo
O branco da flavina
Protege os músculos e o sistema imunológico
O vermelho do licopeno
Reduz o colesterol e previne câncer de próstata e mama
O laranja do betacaroteno
Combate o câncer e fortalece as defesas
O roxo da antocianina
Controla infecções, obesidade e aterosclerose
Alvura fibrosa
As fibras são essenciais para o equilíbrio metabólico, já que trabalham pela melhor absorção dos nutrientes. "Quem se alimenta diariamente com 25 gramas delas, o equivalente a duas frutas, apresenta menor risco de hipertensão e diabete, tem maior proteção para evitar doenças do aparelho digestivo e ainda mantém o controle do peso", reforça Marcus Malachias.
TPM: cada uma tem a sua
Existe mais de um tipo de síndrome pré-menstrual. SAÚDE ajuda as mulheres a descobrirem qual é o seu para navegarem nesse maremoto hormonal sem sobressaltos
A tensão pré-menstrual, mais conhecida pela célebre sigla TPM, geralmente é designada como um conjunto de sintomas chatinhos que atrapalha a vida da mulherada alguns dias antes de a menstruação ocorrer — tristeza, irritação e vontade louca de comer doces são alguns deles. E, para amenizálos, as integrantes da ala feminina costumam recorrer a métodos parecidos. O que nem todo mundo sabe é que são contabilizados mais de 150 sintomas e, por isso, há mais de um tipo de TPM. Na verdade, são quatro, definidos assim: A, C, D e H. "O tratamento é diferente para cada um", informa o ginecologista Eliezer Berenstein, especialista no assunto que atende na capital paulista. Como o sobe e desce de hormônios não é uma matemática exata, os incômodos que aparecem em um mês podem dar lugar a outros no ciclo seguinte. "Mas, no geral, eles tendem a se repetir", observa a ginecologista Mara Diegoli, coordenadora do ambulatório de TPM do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, identificar quais são os predominantes e, a partir daí, a síndrome que acomete a mulher com maior frequência é crucial para tornar essa fase mais tranquila. O teste abaixo foi criado para esse fim. Depois de fazê-lo, confira os alimentos e atitudes que aplacam a crise hormonal. Familiares, colegas e amigos vão agradecer.
Qual das TPMs você tem?
Imprima a tabela e preencha o questionário durante um mês, pontuando a intensidade de cada um dos sintomas listados. O primeiro dia de análise deve ser aquele em que aconteceu a menstruação.
Tipo A, de ansiedade
Tensa até o último fio de cabelo, a mulher tem chiliques e reações explosivas
"A pessoa que sofre dessa tPm tem a sensação de que o mundo está contra ela", resume o ginecologista eliezer berenstein. Por isso, uma fechada no trânsito ou o atraso do marido podem desencadear surtos monumentais. tudo culpa da baixa quantidade de estrogênio, que propicia a calma, e maior liberação de adrenalina e cortisol, dupla que aciona o estresse. "Se a mudança na alimentação e exercícios não ajudarem, o uso de medicamentos ansiolíticos alivia a ansiedade", informa a ginecologista Celene longo, professora da Universidade Federal de Pelotas, no rio Grande do Sul.
Parceiros à mesa
> Fibras
Estão no pão integral, nas sementes e nas frutas. E ajudam o intestino a pegar no tranco, eliminando toxinas e substâncias nocivas que pioram a irritação.
> Vitamina C
Encontrada na laranja, na acerola e no limão, afasta o estresse emocional e a fadiga.
> Vitamina B6
Está associada à produção de serotonina, neurotransmissor por trás da sensação de bem-estar. Salmão, frango, soja, lentilha e atum são excelentes fontes.
> Beta-sitosterol
Presente no abacate, atenua a ação do cortisol, o hormônio do nervosismo.
Evite
"Passe longe dos alimentos estimulantes, como café, chá preto e mate, além de refrigerantes cola. Eles costumam exacerbar a irritabilidade", adverte a nutricionista clínica Edina Sakamoto, de Campinas, no interior paulista.
Na academia
Segundo Adriana Piacsek, diretora técnica da assessoria esportiva TPM (Treinamento para Mulheres), em São Paulo, a ioga é uma ótima pedida. "Como inclui alongamento e técnicas de respiração, reduz a tensão muscular e o mau humor", diz.
Tipo C, de compulsão
A marca registrada aqui é o desejo incontrolável por doces, mais especificamente o chocolate
De acordo com a ginecologista mara Diegoli, quem cede à compulsão e se empanturra com a guloseima durante a tPm corre o risco de ver o ponteiro da balança subir. Para evitar o transtorno, é fundamental ter autocontrole e elaborar estratégias a fim de reduzir a quantidade consumida. "Uma dica é polvilhar uma banana assada com canela e cacau em pó e uma colher de sopa de farelo de aveia", recomenda a nutricionista clínica Edina Sakamoto. Já para se livrar da dor de cabeça, outro sintoma comum no tipo C, o jeito é recorrer a analgésicos.
Parceiros à mesa
> Zinco e cromo
São essenciais para regular os níves de glicose no sangue. O zinco é encontrado no frango, no feijão e na semente de abóbora. O cromo marca presença em cereais integrais e no levedo de cerveja.
> Magnésio
Modula a secreção do hormônio insulina, que encaminha o açúcar para dentro das células. Assim, diminui a fissura por doces. Vegetais verde-escuros, aveia, figo e ameixas carregam o nutriente.
> Carboidratos complexos
Como liberam a glicose lentamente, o organismo demora mais a clamar por açúcar. Eles aparecem em todos os alimentos integrais.
> Frutose
Trata-se do açúcar das frutas. Seu consumo pode aplacar a vontade de ir direto ao doce.
> Cacau
Um pequeno tablete de chocolate com mais de 50% de cacau está liberado para matar a ânsia pela guloseima.
Evite
Nem pense em ficar mais de três horas sem comer. É que a baixa concentração de glicose prejudica a produção de serotonina, a precursora da boa disposição. Aí, a compulsão dá as caras.
Na academia
Para encher o corpo de endorfina, que proporciona calmaria e estabiliza a glicemia, faça exercícios aeróbicos. Entram nessa lista corrida, natação e pedalada.
Tipo D, de depressão
A tristeza toma conta, deixando os dias nebulosos e bastante desanimadores
Chorosa, introspectiva e com as emoções à flor da pele: é assim que a mulher com tPm d fica enquanto a menstruação não aparece. Segundo a nutricionista Catarina Stocco, diretora do Centro avançado de educação em Saúde CKS, em Curitiba, no Paraná, a combinação entre aumento da progesterona e redução de estrogênio e dopamina está por trás dos sintomas. "Quando estratégias básicas, como modificações na dieta e prática de exercícios, não conseguem silenciá-los, doses mais leves de antidepressivos podem ser benéficas", opina a ginecologista Celene longo.
Parceiros à mesa
> Tirosina
O aminoácido participa da produção de dopamina e adrenalina, duo que estimula a alegria. Peixes, carnes magras, aves sem pele e nozes são bons reservatórios.
> Bebidas estimulantes
Café, chá verde e mate dão um gás aos ânimos.
> Gorduras boas
Disponíveis em castanhas, salmão, azeite, óleo de girassol e linhaça, elas combatem desordens depressivas.
> Vitamina B2
É precursora da serotonina, célebre por favorecer estados bem-humorados. Está no levedo de cerveja, óleos de peixe, ovos e leguminosas.
Evite
"Não fique muito tempo em ambientes de tensão. Sempre que possível, faça um intervalo durante o expediente e procure se distrair", sugere a ginecologista Mara Diegoli.
Na academia
Atividades aeróbicas, como corrida, bicicleta e natação, são ótimas opções. "Elas elevam os níveis de serotonina, que atenua sintomas depressivos e deixa a mulher mais disposta", conta Adriana Piacsek, da assessoria esportiva TPM.
Tipo H, de retenção hídrica
O excesso de água concentrada no corpo culmina em inchaço e desconforto
"Nessa TPM, além de a produção de um hormônio antidiurético ser deficiente, ocorre maior liberação de prolactina, o hormônio que aparece aumentado na amamentação", explica o ginecologista eliezer berenstein. Por causa disso, os sintomas mais flagrantes são o acúmulo de líquido, o consequente inchaço pelo corpo — principalmente nos seios —, dor e ganho de peso. a ginecologista mara diegoli muitas vezes recomenda o uso de diuréticos e anti-inflamatórios para atenuar as queixas. "mas apenas no período pré-menstrual", alerta.
Parceiros à mesa
vitamina B6 Aumenta os níveis de componentes diuréticos nos rins, facilitando a eliminação de líquidos. Está no frango, na soja, na lentilha e no atum.
> Vitamina E
Óleos de trigo, soja e girassol, espinafre, azeite e amêndoas são ricos no nutriente, conhecido por amenizar a chateação dos seios inchados.
> Vitamina C
Também dá força no alívio da dor. Legumes, verduras e frutas como laranja e limão estão entre suas fontes.
> Gorduras boas
Combatem o inchaço, a retenção hídrica e têm efeito anti-inflamatório, além de melhorar o humor. Para tirar proveito, coloque castanhas, nozes, amêndoas, azeite e óleos de girassol, abóbora e linhaça no cardápio.
> Alimentos e chás diuréticos
São aliados quando o objetivo é desinflar. Alguns representantes: melancia, melão, abacaxi, aspargo, pepino, agrião e chás de dente-de-leão, cavalinha, erva-doce, hibisco e camomila.
Evite
O maior inimigo de quem retém líquidos é, sem dúvida, o sal. "Em seu lugar, use ervas como alecrim, orégano ou manjericão", recomenda a nutricionista Catarina Stocco.
Na academia
"Hidroginástica e natação são excelentes atividades para reduzir a sensação de peso e desconforto", afirma Adriana Piacsek, da assessoria esportiva TPM.
Hora de acelerar o metabolismo
Chega o verão e bate aquela vontade de se despedir dos quilos a mais. Saiba o que a ciência aconselha a fazer para incrementar a queima de calorias

Virada de ano é sinônimo de renovar as promessas e cumprir aquelas pendentes. Um compromisso marcante na agenda de muita gente é se livrar das gorduras que estão sobrando e, assim, afinar as medidas. Só que, no momento de botar o plano em prática, vem à cabeça uma porção de obstáculos que emperrariam o sonho do corpo em forma. Nesse momento, a culpa recai quase sempre sobre uma palavrinha mágica, o metabolismo. E aí soltamos ou ouvimos a boa e velha frase: "Tenho dificuldade de emagrecer porque meu metabolismo é lento". A essa corriqueira desculpa a ciência responde: isso não passa de balela!
A queima de calorias não depende exclusivamente da idade biológica ou da maquinaria interna que faz o organismo funcionar. Ele reage, na verdade, aos estímulos gerados por nossos hábitos. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, após acompanhar por quase uma década mais de 500 homens e mulheres acima dos 60 anos. Os especialistas perceberam que o metabolismo permanecia mais ativo entre as pessoas que faziam exercícios físicos rotineiramente. "O gasto energético até desacelera com o avançar da idade, mas o estilo de vida, sobretudo a prática de esportes, minimiza esse declínio", afirma a fisiologista do exercício Ivani Manzzo, professora da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. Isso significa que ajustes no dia a dia — e aqui entram a malhação, o cardápio e até a qualidade do sono — incentivam a gente a tostar calorias e, assim, perder peso ou conservá-lo no patamar ideal.
Mas, afinal, o que se entende por metabolismo? O termo resume uma gama de reações fisiológicas que controlam o saldão ou o estoque de energia para manter o corpo vivo. "O gasto calórico está baseado principalmente no metabolismo basal, que é o consumo de energia em repouso capaz de assegurar nossas funções vitais, e nos efeitos da atividade física e da dieta", explica a nutricionista Regiane Lopes de Sales, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Acontece que algumas atitudes diárias fazem as engrenagens do corpo humano rodarem mais rápido, ou seja, elevam o ritmo com que usamos nossas reservas mesmo horas depois de suarmos a camisa ou terminar a refeição.
Antes de explorarmos um dos principais pilares que sustentam o metabolismo acelerado, devemos esclarecer que o gasto calórico tende a variar um pouco de pessoa para pessoa — é claro que há exceções à regra, que conspiram a favor da obesidade. E ele responde diretamente à atividade dos hormônios. "Os homens costumam ter mais facilidade para manter-se em forma por causa do nível elevado de testosterona, que aumenta o consumo energético", diz Ivani. Já no corpo feminino, a gestação e a menopausa também repercutem nesse enredo e não é à toa que muitas mulheres engordam depois de ter o bebê ou parar de menstruar.
No entanto, é possível prevenir e inclusive remediar, pelo menos em parte, a situação. A chave que aciona as engrenagens, independentemente do sexo e da idade, é a tão receitada atividade física, conduta básica para impedir que o organismo não venha a se tornar uma poupança descomunal de calorias. "Os exercícios deixam as células mais sensíveis à ação de alguns hormônios, o que acaba intensificando o gasto calórico", conta a bioquímica Viviane Abreu, professora da Universidade de São Paulo.
Não é novidade que a malhação enxuga os reservatórios de gordura. Mas há algumas táticas, que, com aval científico, ativam o metabolismo não apenas no período que se passa na academia. Com elas, o dispêndio de calorias se prolonga depois da sessão de exercício. Comecemos com a musculação. "Ela propicia microlesões nos músculos e o reparo delas demanda maior trabalho do corpo", explica o educador físico Marcio Scomparin, da rede Monday Academia, na capital paulista. Fora isso, a musculatura é um tecido guloso por natureza. Assim, se ela for constantemente exigida, a energia é usada e não se acumula na forma de gordura.
A intensidade e o ritmo também instigam a liquidação calórica. Daí a vantagem do treino intervalado, que combina caminhada leve e corrida, por exemplo. Ao alterar a frequência cardíaca, ele faz o corpo entender que precisa continuar mais pilhado. E o efeito permanece até três horas após o esforço. Só não caia na tentação de conservar por meses a fio os mesmos tempos, as mesmas cargas... "Aí o corpo se adapta e aquilo vira rotina. O treino deve sofrer variações depois de um a três meses", diz Scomparin.
O metabolismo, contudo, não gira em função exclusiva da atividade física. Ele também é influenciado pela dieta. "Alguns alimentos exercem um efeito termogênico, isto é, aumentam a temperatura corporal, ocasionando maior desembolso de calorias", diz a nutricionista Elaine de Pádua, de São Paulo. Só devemos levar em conta que esse fenômeno tem um limite e depende da ingestão diária de certos nutrientes. "Ele corresponde a até 10% do consumo energético no organismo", estima Regiane Lopes de Sales.
E quem está por trás do efeito termogênico? A proteína tem larga vantagem sobre outros macronutrientes — carboidratos e gorduras. É por isso que cardápios altamente proteicos facilitam a perda de peso. "No entanto, esse tipo de dieta não é fácil de ser seguida e muita gente se vale dela de forma equivocada. Isso porque boa parte das fontes de proteína, como carnes, são também carregadas de gordura", ressalva Regiane. A saída, nesse caso, é incrementar as doses do nutriente, mas procurar cortes magros e variar as opções à mesa — peixes e legumes também contribuem com essa cota.
Recentemente, averiguou-se que tipos específicos de lipídio teriam capacidade de fazer a temperatura corporal subir e, assim, torrar mais calorias. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro aposta suas fichas nas substâncias encontradas no óleo de coco virgem. Regado sobre a refeição, ele induziria mais termogênese e saciedade. Só vale lembrar que, se o assunto é perder peso, o óleo deve fazer parte de um menu balanceado, sem direito a exageros.
Há, na realidade, uma fornada de substâncias sob investigação com potencial para esquentar o organismo e fazê-lo derreter seus estoques gordurosos. Já demonstraram sua eficácia a capsaicina, da pimenta e do gengibre, e a catequina, do chá verde. E sabe aquela história de que água gelada emagrece? Pois uma investigação do Sheba Medical Center, em Israel, comprovou que ela tem mesmo essa vocação. "A hidratação dos músculos faz com que eles dispensem mais energia", acredita o autor, Gal Dubnov-Raz. Com o líquido frio, o corpo sofre uma espécie de estresse e gasta calorias para entrar em equilíbrio de novo.
Embora os exercícios somados ao cardápio representem a principal forma de mexer com o metabolismo, ainda há outros fatores que interferem nele de forma mais indireta. Como toda ajuda é bem-vinda na hora de expulsar a gordura excedente, vale a pena analisá-los e, o principal, adotar algumas estratégias que, segundo novas pesquisas, dão aquele empurrão no extermínio calórico. Uma delas é a quantidade e a qualidade do sono. Sabe aquela conversa de que dormir ajuda a emagrecer? Ela tem fundamento se considerarmos a influência das horas sobre a cama no balanço energético. "A privação de sono tem um efeito até mesmo imediato, deixando o metabolismo mais lento logo no dia seguinte", diz o neurologista Walter Moraes, da Universidade Federal de São Paulo.
O que acontece de bom quando a gente está deitado e sonhando? "É no sono que o corpo libera o hormônio do crescimento, fundamental para conservar a massa muscular nos adultos", explica Moraes. Além disso, sob repouso, o organismo regula a produção de leptina, hormônio envolvido com a saciedade. Quem foge do travesseiro fica mais mole, com uma musculatura menos sedenta de energia e, na contramão, persiste com a fome de leão.
Muitas vezes, não é que a gente queira deixar de dormir, mas algo dificulta a tarefa de pregar os olhos. Como você deve saber, o principal patrocinador de noites em claro é o estresse. Minimizá-lo, por meio de atividades prazerosas e esportes, melhora não só o descanso como ainda tira da frente outro sabotador do metabolismo. A tensão faz o corpo, num primeiro momento, aniquilar calorias. Quando se torna crônica, porém, o tiro sai pela culatra. "Essa condição aumenta o apetite e favorece o acúmulo de gordura", avisa a endocrinologista Cintia Cercato, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
Até banhos de sol incentivam o organismo a dar adeus aos pneus. O benefício, nesse caso, não vem do calorão que baixa sobre a pele, mas, sim, da vitamina D. Um trabalho da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, aponta que o nutriente obtido via exposição solar ajuda a regular o metabolismo e a murchar a barriga. Agora não tem desculpa: chegou o verão, é hora de emagrecer de vez.
Quem rege o metabolismo
O balanço energético que garante a nossa sobrevivência depende de um conjunto de reações químicas protagonizadas especialmente por hormônios. O regente da orquestra é o hipotálamo, área do cérebro que controla a fome, a saciedade e a temperatura interna. Também participam dessa história os músculos, o fígado, os rins e o tecido adiposo, que guardam ou proveem energia em situações de estresse e emergência.
Treinos que torram calorias
As práticas e os macetes que dão um gás ao metabolismo
Musculação
Levantar peso ajuda a expandir a massa magra em detrimento da gorda e os músculos exigem mais energia para serem mantidos na ativa. Além disso, o reparo das fibras musculares por si só eleva o gasto calórico. Só não se esqueça de que o número de séries e as cargas devem mudar de tempos em tempos para o corpo não se acostumar.
Treino intervalado
Ele pode ser aplicado às modalidades aeróbicas ou à musculação. No primeiro grupo, trata-se de alternar, por exemplo, caminhada e corrida intensa. No segundo, pode-se misturar exercícios para os braços ou pernas com corridas ou pedaladas. Como o corpo não descansa totalmente, o gasto energético dispara — e isso persiste algumas horas após o treino. "Esse programa esgota mais rapidamente os estoques de glicose e obriga o organismo a queimar gordura", explica a educadora física Ana Dâmaso, da Universidade Federal de São Paulo.
Exercícios vigorosos
Uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revela que combinações de exercícios que trabalham ao máximo o aproveitamento de oxigênio fazem a queima de energia perdurar até 14 horas depois do suadouro. Os treinos propostos por boxe e artes marciais podem proporcionar efeito parecido devido à sua intensidade.
Anabolismo e catabolismo
Esses dois palavrões têm tudo a ver com o equilíbrio energético. Enquanto o primeiro se refere à faculdade de armazenar fontes de energia, o segundo se reporta à quebra de moléculas que são usadas pelo corpo como combustível em períodos de necessidade. A dupla trabalha em sincronia e o resultado é o que conhecemos por metabolismo. Quando o processo catabólico se acentua, por mudanças de hábito, a gente perde peso.
Trocas à mesa pró-metabolismo
No que maneirar e no que investir para elevar a queima de calorias
MENOS DESSES...
Gorduras saturadas e trans
Fornecidas pelas carnes e por produtos industrializados, elas fazem com que o tecido adiposo fique mais volumoso quando ingeridas em excesso.
Açúcar
Ele é rapidamente absorvido na circulação e, assim, convertido ligeiro em energia. Quando se abusa, porém, desequilibra, com o tempo, a produção de insulina e o excedente de glicose se deposita na forma de gordura.
Massa refinadas
O raciocínio é semelhante ao do açúcar. Quem exagera nas massas brancas corre mais risco de engordar e ganhar barriga. Prefira as integrais, enriquecidas com fibras, que regulam os picos de glicose no sangue e prolongam a saciedade, além de demandarem mais energia para serem digeridas.
...E MAIS DESSES
Proteína
Ela cobra mais trabalho do corpo para ser quebrada no sistema digestivo e eleva a temperatura interna. Priorize cortes magros e sirva-se de peixes e legumes.
Gengibre e pimenta
Eles abrigam capsaicina, substância que faz a temperatura corporal decolar. Só não adianta comer uma vez por semana. O consumo dever ser diário.
Chás verde e branco
Eles têm catequinas, que elevam o gasto energético e maximizam a eliminação dos pneus.
Leite e derivados
O cálcio ofertado por eles reduz a absorção de ácidos graxos e aumenta a capacidade do corpo de esvaziar os depósitos adiposos.
Óleo de coco virgem
Alvo de pesquisa recente, ele tem substâncias que disparam a temperatura do organismo e controlam o apetite desenfreado.
Fat burners funcionam?
Os suplementos que prometem eliminar as gordurinhas viraram febre nas academias. Mas um levantamento da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, pontua que ainda faltam evidências sobre sua eficácia. "Muitos deles possuem hormônios que até aceleram o metabolismo, mas podem ter efeitos colaterais", diz o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
Doenças que pisam no freio metabólico
Algumas desordens boicotam o balanço energético e dificultam o emagrecimento. Fique de olho
Hipotireoidismo
O déficit na produção dos hormônios da tireoide faz todo o corpo trabalhar em ritmo preguiçoso. O metabolismo desacelera e, aí, o indivíduo tende a engordar. Felizmente, a reposição hormonal reverte o problema.
Constipação intestinal
Esse distúrbio, mais comum em mulheres e idosos, pode ser indício de um gasto calórico abaixo da média e ainda piora o quadro porque estorva a absorção de nutrientes, entre eles os termogênicos.
Déficit de testosterona
A queda nas taxas do hormônio masculino corta um estímulo natural aos músculos, que são grandes consumidores de energia, e favorece o acúmulo de calorias na forma de gordura.
Males hepáticos
Quando o fígado sofre por causa do excesso de gordura ou da cirrose, ele perde parte da capacidade de produzir moléculas que aceleram as reações químicas do organismo e de disponibilizar glicose quando necessário.
A antigordura
É o tecido adiposo marrom, que vem sendo cada dia mais estudado como promessa no combate à obesidade. Diferentemente da gordura branca, que armazena energia, esse outro tipo utiliza calorias para manter a temperatura do corpo num estágio adequado. Como suas reservas são pequenas comparadas ao tecido branco, avaliam-se formas de intervir e aumentar sua concentração.
Segredos que afastam doenças
Por que tem gente que quase nunca cai de cama? Em busca de respostas, um novo livro traz histórias de pessoas que mantêm um hábito simples ou fora do comum e atribuem a ele a fórmula do seu bem-estar
Já pensou que maravilha seria viver anos e anos sem medo de ficar doente? E que fantástico seria se a receita para conservar uma saúde de ferro se resumisse a um único costume seguido todo santo dia? Sabemos que o ser humano está sujeito a diversas enfermidades, mas esses sonhos têm lá sua dose de realidade. Mundo afora, existem indivíduos que chegam tranquilamente à maturidade sem adoecer por décadas, driblando inclusive aqueles resfriados chatos dos quais parece que ninguém escapa. E o crédito de tanto vigor e aversão a problemas não raro recai sobre um hábito simples ou uma conduta que mais lembra uma superstição.
Ao longo de sua carreira, o jornalista americano Gene Stone, que escreve há mais de 20 anos sobre qualidade de vida, encontrou muitos indivíduos com esse perfil. Decidiu, então, investigar as fórmulas adotadas por alguns deles para enganar os males do corpo e da alma e, daí, contar suas histórias. O resultado desse trabalho está no livro Os Segredos das Pessoas Que Nunca Ficam Doentes, recém-lançado no Brasil pela editora Lua de Papel. A obra elenca e descre- ve 25 truques de americanos que têm em comum uma saúde de dar inveja. E mais: ainda se debruça sobre o que a ciência tem a dizer sobre essas artimanhas.
Há casos como o da professora que toma canja de galinha quase todos os dias, o do senhor que mergulha a cabeça numa bacia de água oxigenada para eliminar micróbios e o da mulher que mastiga dentes de alho cru a fim de espantar a gripe. Não são, vale adiantar, métodos milagrosos que purgam os males em caráter definitivo. E é importante frisar que eles não substituem hábitos nada secretos como a prática de atividade física, a dieta equilibrada e o controle do estresse. No entanto, as, por assim dizer, estratégias analisadas por Gene Stone podem ser encaradas como um reforço àquela lista de cuidados básicos — a menos, é claro, que haja contraindicações. Isso porque o autor não deixou de verificar o que a literatura científica aponta como verdade em cada assunto debatido. Selecionamos, ao virar a página, sete segredos colhidos pelo jornalista e os submetemos ao crivo de especialistas brasileiros. Talvez valha a pena adotar alguns deles — nem que seja de vez em quando.
As zonas azuis
Trata-se das seis regiões do mundo com as maiores concentrações de pessoas longevas, como a cidade americana de Loma Linda e das ilhas de Okinawa, no Japão, e de Icária, na Grécia. Nessa última, por exemplo, uma em cada três pessoas chega aos 90 anos. A alta expectativa de vida desses lugares é atribuída a fatores como os nutrientes priorizados na dieta, baixa ingestão calórica, níveis reduzidos de estresse e alto grau de atividade na velhice.
Sete fórmulas em prol do vigor
Separamos alguns exemplos de segredos que afastam doenças do novo livro de Gene Stone e ouvimos o que os experts brasileiros dizem a respeito deles
Canja de galinha

a professora do autor do livro quando ele estava na sexta série, a senhora Goddell, se orgulhava de nunca ter perdido um dia de trabalho. ela acreditava que essa força vinha dos pratos de canja tomados ao longo da semana, capazes de afugentar gripes e resfriados. Há estudos que, de fato, confirmam as propriedades do caldo de galinha, inclusive seu estímulo ao sistema imune. “esse tipo de sopa oferece uma boa combinação de proteínas, hortaliças e gorduras. além disso, por ser de fácil digestão, não atrapalha a qualidade do sono, que também tem um papel essencial para a saúde”, analisa a nutricionista eneida Gomes da Cunha ramos, do Hospital israelita albert einstein, em São Paulo.
Alho cru

A receita da americana Susan brown, de 51 anos, é simples, mas não tão fácil de cumprir: consuma dentes de alho cru três vezes por dia, sempre que sentir fraqueza, e procure, ainda, incluílos nas refeições. esse alimento tem realmente compostos de ação anti-inflamatória e que anulam os radicais livres, moléculas que lesam as células. “Por isso é que ele pode fortalecer a imunidade”, avalia eneida. aliás, seus benefícios se estendem ao coração. “Há evidências de que o alho reduza o colesterol e melhore o controle da pressão arterial”, conta a nutricionista.
Banhos frios

Outro personagem do livro, Nate Halsey, de 38 anos, toma uma ducha gelada todos os dias logo depois de acordar. ele defende que essa passagem pelo chuveiro revigora seu corpo e provém um bem-estar diário. “o choque da água fria provoca a liberação de adrenalina na corrente sanguínea, o que aumenta mesmo a disposição. No entanto, ainda não há consenso sobre seus efeitos na prevenção de doenças”, diz o clínico-geral arnaldo lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo. o médico alerta, aliás, que há grupos que devem correr da água fria. “esse estresse físico pode ser prejudicial a pessoas mais velhas, com hipertensão ou arritmia cardíaca”, exemplifica.
Prática de ioga

Outra habitante do solo ianque, Felice Rhiannon, só resolveu conhecer essa técnica aos 40 anos. Gostou tanto que, hoje, aos 63, virou professora e atesta que ela responde por seu vigor inabalável. Nesses tempos de dedicação ao método oriental, só foi surpreendida por uma anemia de fundo genético, da qual convalesceu rapidamente. “a ioga faz o indivíduo encarar a doença com certo distanciamento, o que facilita sua recuperação”, diz o educador físico danilo Santaella, da Universidade de São Paulo. Chovem trabalhos científicos demonstrando o potencial da técnica para prevenir e tratar desordens, de dor crônica a pressão alta.
Soneca diurna

O segredo que o médico americano Sarnoff mednick, de 82 anos, carrega desde os tempos de faculdade é tirar de um a dois cochilos de uma ou meia hora durante o dia. “Quando esse descanso é regular e diário, não afeta o sono noturno e, assim, faz com que a pessoa se sinta mais animada para suas atividades”, comenta o neurologista rubens reimão, que coordena as pesquisas em medicina do sono no Hospital das Clínicas de São Paulo. Essa sonequinha também é conhecida como sesta, tradição em diversas culturas, como a dos povos mediterrâneos. Ela esconjuraria doenças? “Isso não é totalmente comprovado e deve variar de pessoa para pessoa”, diz reimão. Há, contudo, indícios de que essa pausa no início da tarde diminua o risco de infartos.
Comer bactérias

Calma, o conselho aqui não é lamber o corrimão de uma escada rolante, mas apostar nos iogurtes enriquecidos com micróbios do bem, os probióticos. Tony Japour, de 51 anos, segue à risca o hábito de ingerir um pote diariamente e atribui a ele o fato de não ter caído de cama nos últimos seis anos. os aliados do corpo de Tony são bactérias do grupo dos lactobacilos. Hoje, basta uma visita ao supermercado para encontrar vários iogurtes e leites fermentados dotados do bichinho. “Alguns lactobacilos ajudam a eliminar resíduos do intestino, diminuindo a carga de toxinas e fortalecendo o organismo”, diz a farmacêutica-bioquímica Yasumi Kimura, da Yakult do brasil. vale lembrar que, para colonizar a flora intestinal, os probióticos devem ser consumidos frequentemente.
Imersão em água oxigenada

O segredo mais estranho do livro talvez seja o de bill thompson, de 63 anos, que afirma não se resfriar há pelo menos duas décadas. A cada manhã, ele derrama uma xícara de água oxigenada em uma pia com água morna e, de olhos fechados, mergulha sua cabeça na mistura por alguns minutos. A solução de peróxido de hidrogênio, o nome técnico da água oxigenada, mata comprovadamente micróbios, mas o truque não convence os especialistas. “Nosso corpo tem trilhões de micro-organismos, e muitos deles cooperam com ele. E, se o produto não estiver bastante diluído, ainda pode causar danos à pele”, critica o imunologista momtchilo russo, professor do instituto de Ciências biomédicas da Universidade de São Paulo.
8 ótimos motivos para comer chocolate
Foi-se o tempo em que o chocolate não tinha vez em um cardápio saudável. Sua matéria-prima, o cacau, é rica em substâncias benéficas e hoje até os cardiologistas aprovam seu consumo. Coma sem culpa, mas saiba que há maneira e hora certas para saboreá-lo
Diz a lenda que há muito, muito tempo o deus dos ventos roubou uma árvore dos céus e a ofereceu aos homens. Seu fruto, o cacau, foi usado em rituais sagrados e séculos depois se transformou em um produto que pode mesmo ser considerado divino: o chocolate. Afinal, ele faz bem à saúde como poucos. Oito de seus benefícios você confere nesta reportagem, com vantagens que vão desde ajudar a ter um coração mais forte até prevenir problemas durante a gravidez.
Só que, para desfrutar de maravilhas como essas, é preciso comer chocolate na quantidade certa e — atenção — na hora certa. "Não existe consenso, mas acredita-se que 6 gramas diários já seriam suficientes para melhorar a saúde", afirma a engenheira de alimentos Cláudia Degáspari, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ou seja, basta um quadradinho. Às vezes, os pesquisadores indicam quantidades um pouco maiores, mas nunca mais do que 30 gramas diários, ou um pequeno tablete.
O horário em que se come também faz diferença em alguns casos. Os melhores períodos são a manhã e o final da tarde. "É quando ocorrem os picos de secreção de cortisol, o hormônio do estresse. Para se livrar dele, nada melhor que um pouco de chocolate amargo", recomenda a nutricionista Fernanda Soares, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Quando consumida em jejum, a delícia aplaca a fome e contribui para o emagrecimento. Aqui vale um alerta: não adianta apostar nas versões ao leite ou branca. "Quanto mais amargo o chocolate, maior a concentração de flavonoides, substâncias antioxidantes do cacau responsáveis pela proteção contra doenças", afirma Eliete da Silva Bispo, engenheira de alimentos da Universidade Federal da Bahia. Seria necessário pelo menos o triplo de tabletes ao leite para ter o mesmo benefício de uma barrinha amarga. O problema é que, assim, também viriam triplicadas as calorias, as gorduras, o açúcar...
1. Combate o mau humor
Para isso, só o cheiro já basta. Pelo menos é o que garantem pesquisadores da Universidade Middlesex, na Inglaterra, que avaliaram a reação das pessoas em ambientes com distintos odores. "Ao sentir o aroma de chocolate, os participantes relataram menor estresse e maior satisfação. Algumas atividades cerebrais relacionadas ao estado de alerta foram reduzidas", explica Neil Martin, professor de psicologia responsável pela investigação. Além disso, o cacau contém uma substância conhecida como feniletilamina, que, quando ingerida, manda de fato o mau humor embora. "É a mesma envolvida na química da paixão, e a sensação produzida, claro, é ótima", diz Cláudia Degáspari, da UFPR. O chocolate tem também alto teor de magnésio, mineral que age como regulador do humor, equilibrando os níveis dos neurotransmissores serotonina e dopamina, envolvidos no bem-estar.
AIDS: O que ganhamos com ela?
Guerras e epidemias dividem o poder de recuar ou adiantar o ponteiro da história. Por um lado semeiam destruição e emperram o desenvolvimento de algumas nações; por outro deixam como legado descobertas, invenções e avanços tecnológicos. A verdade, um tanto sombria, é que em meio à catástrofe o conhecimento progride. Com a aids não foi diferente. Quase 30 anos depois, o mal disseminado pelo vírus HIV continua um capítulo em aberto. Mas, ao rever as páginas escritas até hoje, não nos defrontamos apenas com o medo e a morte, mas com uma autêntica revolução científica e cultural. As mudanças são lidas e vivenciadas inclusive em nosso dia a dia. E, se a despeito de tudo o que aprendemos ainda não conseguimos sepultar a doença, resta a certeza de que, mais uma vez, o homem precisa ultrapassar os limites do conhecimento.
A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) entrou para a história provocando efeitos colaterais na ciência. Diante de um problema desconhecido e altamente letal, investimentos astronômicos foram canalizados para os centros de pesquisa. Um vírus, o da imunodeficiência humana (HIV), movimentou uma caça às bruxas e, quando descoberto, tornou-se inimigo público número 1. O clima era o de ameaça à espécie humana, mas estávamos prestes a entender, com detalhes, alguns dos mecanismos que explicam a vida. Os resultados dos estudos focados na nova epidemia transbordaram, isto é, não ficaram restritos à aids. "A doença acelerou o progresso científico", observa o infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor de A História da Humanidade Contada pelos Vírus (Ed. Contexto).
Em meio a essa corrida, que invadiu o século 21, aprendemos como é organizado nosso sistema imunológico e desvendamos a natureza e as estratégias de ataque dos vírus. "A virologia se divide em antes e depois do HIV", sentencia o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. Avançamos na compreensão do genoma. "Com os estudos em HIV, passamos a identificar perfis genéticos que acusam se uma pessoa terá uma progressão mais lenta ou rápida da doença", conta a farmacêutica Rejane Grotto, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. O boom de informações geradas em laboratório extrapolou os ganhos contra a aids e aprimorou a abordagem das hepatites virais e do câncer.
"Não tenho dúvida de que o conhecimento gerado em função do HIV ainda não foi totalmente empregado em outras doenças", diz o infectologista Celso Granato, do Laboratório Fleury. Na esteira do progresso, porém, exames se aperfeiçoaram e novas drogas surgiram. A ordem de conter o vírus resultou em mais segurança nos procedimentos médicos, como a triagem do sangue para doação e o uso de agulhas descartáveis. São mudanças que mal notamos no cotidiano, mas que afetam, e muito, a nossa vida.
Apesar de iluminar indiretamente os pilares da biologia moderna, a aids deixou lições amargas, porque quebrou modelos estabelecidos. "As epidemias costumam surgir e depois de um tempo desaparecer, mas a aids não foi embora", avalia a professora de história da medicina Diana Maul de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Além disso, a doença silenciou a esperança — ou, por que não, a presunção — da ciência de impor seu domínio absoluto sobre os micróbios. "O século 20, marcado pelo desenvolvimento de vacinas e antibióticos, imaginou controlar de vez as doenças infecciosas, e o HIV mostrou que isso ainda é impossível", lembra Diana.
A dieta quebra-pedra
Sucos cítricos são ótimos aliados contra a formação dos dolorosos cálculos renais. Além disso, frutas e hortaliças compõem o cardápio ideal para que os pedregulhos rolem sem causar tanto sofrimento
Peço licença, caro leitor, para dar aos rins um poder especial ao longo desta reportagem: o de criar mandamentos alimentares que devem ser seguidos religiosamente para garantir a eles uma vida sem arranhões nem dores. Para começar, uma ordem importantíssima: beba no mínimo 2 litros de líquidos por dia. É a lei número 1. E, para isso, não aposte apenas na água. Sucos como os de limão e de laranja cumprem a mesma função.
Para começo de conversa, os sucos são benéficos pelo simples fato de que são líquidos. "E assim impedem a formação de pedras, que surgem quando há um desequilíbrio na urina. Ou seja, quando há uma proporção maior de substâncias que podem se cristalizar — como o cálcio, o ácido úrico e o oxalato — e falta solvente para dissolvê-las", explica o urologista Antônio Lopes Neto, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. O limão e a laranja são ricos em ácido cítrico. "E esse ácido dá origem a um sal chamado citrato, que impede a formação de cristais", diz a nefrologista Luciana Alves, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, também na capital paulista.
O mandamento seguinte vem com aval da Universidade Harvard, nos Estados Unidos: coma frutas, hortaliças e grãos em abundância. Os pesquisadores analisaram a dieta de 250 mil pessoas e notaram que investir nesses alimentos diminui a incidência das pedrinhas. "Os vegetais, em geral, aumentam o volume de citrato na urina, tornando-a menos ácida e, por isso, menos propícia à formação de cálculos. Já os grãos possuem fi tato, que cumpre a mesma função", afirma Eric Taylor, líder do trabalho. Entre as melhores opções estão o morango, o abacaxi, o feijão, o tomate e a alface.
O terceiro preceito para uma vida renal feliz também não é difícil de ser cumprido: prefira produtos lácteos desnatados. No caso, o benfeitor é o cálcio. "Pessoas com dieta rica nesse mineral têm menos chance de desenvolver pedras, diferentemente do que se pensava no passado", diz a nutricionista Ana Paula Gines, da Universidade de São Paulo. De acordo com a pesquisadora, o consumo de cálcio em doses adequadas evita a cristalização porque, no intestino, ele se une ao oxalato e é absorvido, impedindo a concentração exagerada de ambos — e especialmente do segundo — nos rins.
6 erros comuns que favorecem o câncer de pele
É preciso corrigir algumas falhas frequentes na hora de se proteger contra o sol para evitar que seu corpo fique à mercê do câncer de pele
O brasileiro não sabe se precaver contra essa ameaça, revelam dados coletados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ao longo de 11 anos de Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele e divulgados recentemente. Durante esse período, mais de 350 mil pessoas em 108 municípios receberam atendimento voltado ao diagnóstico do tumor e à orientação sobre prevenção. A análise das entrevistas traz resultados alarmantes: "Cerca de 70% dos participantes declararam que saem ao sol sem filtro", lamenta o dermatologista Omar Lupi, presidente da SBD. "E apenas 13% utilizam o produto do modo correto." Outras constatações compõem um cenário de descaso com a pele. Em cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, usa-se menos protetor do que em municípios sem praia, como Brasília. E só 16% dos negros costumam aplicá-lo. Reverter esses equívocos é urgente. "Nós conhecemos a principal causa do câncer pele: a exposição excessiva à radiação ultravioleta. Por isso, resguardar- se adequadamente do sol é o segredo para evitar o problema", conclui o dermatologista Marcus Maia, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Não ver que o perigo mora perto da praia
O descuido com o filtro solar no litoral é imperdoável, já que, além da necessidade de se defender dos raios emitidos diretamente pelo sol, é preciso levar em conta que a areia reflete pelo menos 25% dessa radiação, potencializando sua ação nociva. Na água do mar, o efeito espelho é ainda maior. O dermatologista Omar Lupi levanta uma hipótese para a negligência observada entre os cariocas: "Por terem acesso fácil à praia, os moradores do Rio de Janeiro são, em geral, mais bronzeados, o que lhes confere uma falsa sensação de segurança". Mas a cor do verão não bloqueia totalmente os raios UV, embora promova certa proteção, como você verá a seguir. "E a parcela que consegue atingir o DNA das células da pele provoca danos cumulativos, o que favorece o desenvolvimento do câncer", afirma Marcus Maia.
Ter a ilusão dos dias cinzentos
É hora de acabar com a crença de que a pele está a salvo em dias nublados. "A maioria da radiação solar consegue ultrapassar uma nuvem clara", avisa a dermatologista Gisele Rezze, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. As sombras também são traiçoeiras. "O indivíduo só está protegido quando a cobertura é grande o suficiente para impedir que ele enxergue o céu", diz Maia. Outro conselho do médico é apostar em guarda-sóis, bonés e roupas confeccionados com tecidos especiais que absorvem a radiação UV e a dissipam, impedindo que afetem as células. "Esses acessórios já estão disponíveis no mercado e são excelentes opções, especialmente para atletas que se exercitam ao ar livre", comenta.
Achar que os negros estão a salvo
É verdade que o tumor de pele raramente acomete negros e mulatos. "A melanina, pigmento que nos colore, absorve os raios solares, dificultando o acesso e a agressão às células", esclarece Omar Lupi. Mas nada disso justifica que uma parcela tão pequena dessa população lance mão de protetor. Um erro! "Quando o câncer de pele ocorre nesses indivíduos, a doença tem evolução mais agressiva e com maior probabilidade de metástase", alerta o dermatologista Adilson Costa, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no interior paulista. "Portanto, negros devem, sim, usar filtro solar com fator de proteção mínimo de 15", acrescenta sua colega Gisele Rezze. Os mulatos, então, devem ter cuidado redobrado.
Apague o colesterol com a escova de dente
Higienizar a boca não garante só dentes saudáveis. Ao varrer micróbios dessa porta de entrada, você ainda corta o excesso de gordura circulante
"Apenas 10% dos brasileiros possuem uma gengiva saudável. Só 10%", aponta, preocupado, o odontologista Ernesto Nascimento Filho, da Universidade Federal de São Paulo. Obviamente, o dado indica o tanto de trabalho que os dentistas terão pela frente. O que poucos sabem, no entanto, é que essa estatística pode influenciar até a vida dos cardiologistas. Sim, a relação entre uma boca repleta de bactérias e um sistema cardiovascular enfermo parecia distante, mas estudos ao redor do globo vêm estreitando esse elo.
Um dos mais interessantes foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Os cientistas colheram amostras das artérias de pacientes que tinham alguns de seus vasos sanguíneos obstruídos. Em outras palavras, que precisavam passar por uma cirurgia para não infartar. Por incrível que pareça, em 60% dos casos foram encontrados resquícios de micro-organismos que entraram no corpo através da gengiva. Ou seja, essas minúsculas ameaças estavam, nem que somente como coadjuvantes, envolvidas na piora da saúde do peito.
Em busca de evidências, os pesquisadores foram além e avaliaram o sangue dos voluntários. "Os que tinham inflamações graves no tecido que rodeia os dentes apresentaram maiores taxas do colesterol ruim, o LDL", revela o periodontista Fernando José de Oliveira, autor da pesquisa. E, como já se sabe, níveis elevados dessa substância podem culminar em vasos entupidos. Prova cabal de que a higiene bucal — ou melhor, a falta dela — está associada a problemas cardíacos.
É por essas e outras que os especialistas estão de olho na periodontite. A doença, uma inflamação que afeta as estruturas de sustentação da arcada dentária, é causada por bactérias específicas alojadas nessa região. Quando não são removidas por uma escova ou um fio dental, elas entram fundo na gengiva e, então, caem na corrente sanguínea. "A inflamação nas artérias resultante da resposta imunológica às bactérias pode aumentar os níveis de colesterol de um indivíduo", explica o cardiologista Bruno Caramelli, presidente do Grupo de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além disso, os próprios micróbios da boca partem para cima do HDL, a versão boa dessa substância gordurosa. Essa partícula protetora age como um guardião dos vasos, tirando o colesterol maléfico de circulação. "Infelizmente, pacientes com periodontite têm o índice da versão ruim até três vezes maior do que pessoas livres dessa inflamação", ressalta Oliveira.
Ao adotar medidas para se precaver dessa grave inflamação, você se prevenirá contra anginas — aquelas fortes dores no peito que acusam obstruções nas artérias —, infartos e outros transtornos ligados ao coração. Mais do que isso, também se protegerá dos derrames. A lógica nesse último caso é a mesma: sem aquelas bactérias no sangue, as tropas de HDL se mantêm numerosas, evitando o acúmulo do colesterol ruim. No caso, porém, estamos falando dos vasos que irrigam a massa cinzenta. E, caro leitor, não há segredos no combate à periodontite. "O importante é controlar o biofilme, também conhecido como placa bacteriana", reforça Suzely Adas Saliba Moimaz, odontologista da Universidade Estadual Paulista, em Araçatuba. Para isso, a primeira coisa a fazer é escovar a língua e os dentes após toda e qualquer refeição. "O problema, na verdade, é que muitas pessoas não sabem realizar essa prática de maneira adequada", lamenta o odontologista Ernesto Nascimento Filho. "O ideal é fazer movimentos circulares com a escova. Suas cerdas devem estar a 45 graus em relação à arcada dentária", ensina. Desse jeito, a faxina chega até os sulcos gengivais, local onde os restos de alimento e as bactérias adoram se esconder. Também é fundamental não se esquecer de um dente sequer. Todos devem ser muito bem limpos, tanto na parte da frente quanto na de trás. Mas mesmo quem adota esses hábitos ainda não está livre da ameaça descrita nesta reportagem. "É imprescindível passar o fi o dental pelo menos uma vez ao dia", avisa Suzely. Afinal, só ele — e os tais micro-organismos — chegam a certas áreas de difícil acesso.
Tratamento
Hoje em dia, dá para controlar muito bem a periodontite. Desde que, claro, você passe a cuidar melhor de sua dentição. "Em casos leves, o paciente não precisa nem passar por um procedimento cirúrgico", informa Suzely. Já nos mais avançados, o especialista terá que realizar uma pequena operação para remover o excesso de biofilme e fixar os dentes que porventura tenham ficado soltos. Essencial mesmo é visitar um odontologista frequentemente. Ele acompanhará o quadro e fará limpezas minuciosas para não dar chance aos inimigos da saúde bucal. Até porque evidências científicas prestes a sair do forno dão conta de que o tratamento poderia reverter inclusive os estragos causados às nossas reservas de HDL — e, consequentemente, atenuar os efeitos do colesterol ruim sobre o corpo (leia o quadro no alto à direita). Então, coloque pasta na escova, separe o fio dental e mãos à obra! Seu coração agradece.
OS SINAIS
Mau hálito, sangramentos constantes, inchaço e vermelhidão nas gengivas — se você possui algum dos sintomas citados, consulte um dentista. Afi nal, eles são indicativos da periodontite ou de sua precursora, a gengivite. Essa baita chateação ainda pode deixar os dentes menos fi xos ou até tortos. "Isso porque, aos poucos, as estruturas que os suportam são degeneradas", explica Elaine Escobar, periodontista das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo.
Quando a próstata engorda
Entre 80 e 90% dos homens com mais de 50 anos deparam ou vão deparar com o crescimento dessa glândula, cujo formato lembra uma noz. É a hiperplasia benigna, condição que pode atrapalhar, e muito, o dia a dia
Há fenômenos que ocorrem no corpo humano que são tão comuns quanto desconhecidos à maioria das pessoas. Ora, se um médico desse a você (ou ao seu pai ou marido) o diagnóstico de hiperplasia da próstata, não seria um disparate pensar, por causa do nome pomposo, em uma doença grave. Mas, para aplacar de imediato o susto, sobretudo à nação masculina, convém esclarecer: o termo se refere ao crescimento benigno da glândula, que geralmente se acentua após a quinta década de vida. A próstata, que antes se orgulhava dos seus 15 gramas, engorda com a idade a ponto de pesar de 30 a 120 gramas. Pois é, não apenas a barriga costuma se avolumar com o avançar dos anos...
Em tempos marcados por uma crescente preocupação com a saúde do homem, a hiperplasia ganhou até um novo livro destinado à classe médica e assinado por especialistas do porte do urologista Miguel Srougi, professor da Universidade de São Paulo. Mas o conhecimento não deve fi car restrito a quem veste o jaleco branco. "A próstata tem um papel importante no auge do período reprodutivo, mas, passada essa fase, parece virar uma sede de transtornos", analisa Srougi, que também dirige o Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. Um deles é a tal hiperplasia benigna.
Antes de esmiuçarmos sua origem e suas consequências, é preciso fazer justiça a essa condição tão popular. Nem sempre a hiperplasia atrapalha a qualidade de vida do dono da próstata. "A glândula pode crescer e o indivíduo não apresentar queixa alguma", afirma o urologista Cássio Andreoni, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Nessas circunstâncias, o inchaço nem precisa ser tratado." No entanto, para um grupo de desafortunados, a próstata gordinha se torna mesmo um estorvo. "Acredita-se que 30% dos homens com a hiperplasia necessitam de um tratamento", diz o urologista Rafael da Luz Boeno, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Isso porque, neles, o aumento da próstata causaria um pandemônio no trato urinário. "Ao crescer, a glândula provoca um estreitamento do canal da urina, bem como uma sobrecarga na bexiga", descreve Andreoni. Daí, o indivíduo acorda diversas vezes à noite para urinar, não se sente totalmente aliviado ao sair do banheiro e pode sofrer até incontinência urinária. Diante dessa desdita, não é raro que soe a pergunta: por que a próstata, a caminho da aposentadoria, resolve ganhar peso? Para buscar a resposta, temos que entender primeiro os altos e os baixos da glândula na vida do homem. Ela começa a crescer quando o indivíduo ainda é um feto e se desenvolve até a adolescência, se estabilizando na fase adulta. Mas, na casa dos 40 anos, volta a ganhar volume aparentemente sem motivo. Segundo o médico Miguel Srougi, uma teoria, a do redespertar embrionário, explicaria o fenômeno apontando substâncias capazes de estimular o crescimento da próstata no feto e que seriam ativadas de novo na maturidade. "Outra teoria, porém, credita esse aumento a um processo desencadeado por um micro-organismo", conta. Até o momento, estamos sem veredicto.
OS SINTOMAS DA HIPERPLASIA
›› Esforço para urinar; jato de urina fraco
›› Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
›› Sono interrompido várias vezes à noite para ir ao banheiro
›› Incontinência urinária
›› Infecções urinárias freqüentes
›› Desconforto ao urinar
Ainda é difícil falar em prevenção da hiperplasia benigna. Não há estudos atestando o efeito protetor da atividade física ou da alimentação — salvo pelo vinho tinto, que contribuiria para uma próstata mais enxuta. Hoje se sabe que o fator hereditariedade pesa bastante e rondam suspeitas de que a obesidade favoreça o problema. O que ninguém discute é a importância de visitar o urologista, especialmente na presença dos já citados sintomas. "Para fazer o diagnóstico da hiperplasia, lançamos mão do exame clínico, do toque retal, de um exame de sangue que dosa um marcador de doenças na próstata, o PSA, e do ultrassom", conta o urologista Marcos Dall’Oglio, da Sociedade Brasileira de Urologia. Essas ferramentas apuram as medidas da glândula e ajudam a excluir males maiores, como o câncer.
Aliás, quando falamos em hiperplasia, tamanho não é sinônimo de documento, ou melhor, de gravidade. "Há homens com uma próstata acima de 30 gramas sem sinais do problema e outros com próstata com menos de 30 gramas apresentando sintomas", lembra Boeno. "A hiperplasia deve ser avaliada não pela dimensão da glândula, mas pela intensidade das queixas", pontua Srougi. Se, aliada a elas, os exames acusarem um exemplar avantajado, não há razão para pânico, porque existe tratamento. E, caso a próstata se negue a fazer regime com os remédios, tem até cirurgia ou raio laser à sua espera.
12 alimentos que você deve comer em 2012
Da melancia à carne de porco, passando pelo ovo e pelo kiwi, selecionamos o que vale a pena incluir no cardápio neste ano
É tradição de algumas grandes marcas lançar, a cada novo ano, um calendário com paisagens paradisíacas ou cobiçadas top models. Inspirados nessa mania, mas moldando-a aos padrões de SAÚDE, decidimos buscar 12 alimentos que ganharam recentemente os louros da ciência para estampar uma reportagem com o que merece ser convidado à mesa em 2012. Eles não foram alinhados com meses específicos para não passar a ideia equivocada de que seu consumo precisa ficar restrito àquele período. Esses 12 itens, que englobam desde frutas até carnes, podem integrar o cardápio ao longo de todo o ano. Então, está na hora de apreciar as curvas do pêssego, que esbanja vitaminas, o bronzeado do feijão, uma belezura em fibras, os cortes suínos mais esbeltos — quanta proteína! — e até a polpa volumosa da melancia, que vai fazer seu coração bater mais forte. Bom apetite e um saudável 2012!
1. Kiwi: O domador da pressão
De origem chinesa, o kiwi cruzou terras e mares até ser colocado à prova em um comparativo feito com a população escandinava. Pesquisadores do Hospital Universitário de oslo, na noruega, recrutaram 118 pessoas na faixa dos 55 anos com a pressão arterial levemente alterada e as dividiram em dois grupos: o primeiro comia uma maçã por dia — seguindo aquela velha máxima de que uma unidade diária da fruta é suficiente para manter distância do médico — e o segundo ingeria três kiwis. dois meses depois, avaliaram os voluntários e descobriram que a turma do chinês verdinho exibia uma pressão mais próxima do ideal. essa vantagem parece estar nos seus altos níveis de luteína, uma substância antioxidante que, além de proteger os olhos, reduziria a inflamação nos vasos sanguíneos. "o consumo de kiwi sozinho não vai controlar a hipertensão, mas ele pode ser incluído na dieta como um lanche ou sobremesa", diz a nutricionista Camila Gracia, do Hospital do Coração, em São Paulo.
2. Carne de porco: Mais magra e saudável
Nas últimas décadas, os porcos passaram por uma espécie de dieta e seu teor de gordura caiu. os cuidados com a criação se aperfeiçoaram e hoje é difícil comprar um corte no supermercado correndo o risco de pegar um parasita. nessa onda contra o preconceito, a carne suína mostra que às vezes é uma melhor opção para quem quer manter o peso ou as taxas de colesterol adequadas. Basta lembrar que o lombo, por exemplo, carrega menos gordura que uma picanha bovina. "Cortes suínos magros são ricos em proteína e em vitaminas do complexo B, que zelam pela pele, fígado e sistema nervoso", conta a nutricionista Mirella Pasqualin, da rG nutri, em São Paulo.
Dicas de consumo
Há cortes suínos magros e outros bem gordos. Se deseja manter a linha, prefira a bisteca e o lombo ao pernil e à costela. Assim você leva menos calorias e gordura saturada, aquela que faz mal ao coração, para o prato. E, em vez da fritura, opte pelo preparo no forno.
3. Rúcula: Folha antigastrite
A rúcula é cultuada há séculos pelos povos do mediterrâneo por seus poderes digestivos e até afrodisíacos. Pois em matéria de estômago a hortaliça merece mesmo o crédito. Cientistas da Universidade King Saud, na Arábia Saudita, testaram o extrato do vegetal em ratos e notaram que ele tem um potente efeito contra gastrites e úlceras. Isso sugere, especialmente a quem sofre daquela queimação, que a rúcula ajuda a apagar o problema. Segundo os árabes, a folha trabalha modulando a inflamação no estômago. "Além de vitaminas e minerais, ela tem ômega-3, gordura de atividade anti-inflamatória", diz a nutricionista Mariana Excel, do Hospital Samaritano de São Paulo. Aproveite a rúcula em saladas de uma a duas vezes ao dia. "Só evite picá-la, porque assim ela perde mais rápido suas propriedades", orienta Mariana. A quem bate o pé para o seu gosto forte, que tal degustá-la sobre uma pizza?
4. Acerola: Pequena guardiã de genoma
A acerola é famosa por ser um reduto de vitamina C e outros compostos que fazem a segurança das nossas células. Em laboratório, uma equipe da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, no rio Grande do Sul, decidiu mensurar seus componentes e seu efeito sobre o nosso dna comparando as frutas verde e madura. "Embora a verde tenha mais vitamina C, encontramos mais flavonoides, que também são antioxidantes, na madura", conta a bióloga juliana da Silva. "Essas substâncias protegem o genoma de alterações causadas pelos radicais livres", diz. Isso se traduz, em tese, em menor risco de uma série de doenças ligadas ao envelhecimento. Como ninguém come acerola verde, aposte na vermelha especialmente nos sucos — uma forma de driblar a acidez. Também dá para lançar mão da polpa congelada, já que as doses de vitamina C não caem muito.
5. Aveia: Ceral multiprevenção
A aveia foi catalogada como um dos primeiros alimentos funcionais da história, porque, além de dar energia ao organismo, fornece substâncias capazes de evitar doenças. o grande diferencial desse grão é ser carregado de uma fibra solúvel, a betaglucana, que reduz o colesterol ruim, auxilia a controlar a carga de açúcar no sangue e até diminuiria o risco de alguns tumores. Com o objetivo de maximizar esse poder preventivo, estudiosos da Universidade Federal do rio Grande do Sul estão modificando o alimento para elevar a quantidade desse nutriente. "Queremos ampliar o teor de betaglucana de 4,5 para 8%, sem afetar os demais componentes nem alterar seu sabor", esclarece o agrônomo luiz Carlos Federizzi, responsável pelo projeto. assim, será possível comer menos aveia no dia a dia para conquistar seus múltiplos benefícios.
Dicas de consumo
Esse cereal é extremamente versátil. Pode ser misturado a frutas, iogurtes e vitaminas, assim como incorporado a receitas de pães, tortas e bolos. Dá para salpicá-lo não apenas sobre doces mas também em saladas e pratos salgados. Está disponível nas formas de farinha, farelo e flocos.
6. Romã: Sorte para os vasos
Algumas famílias cultivam o hábito de saborear sementes de romã na virada do ano para serem abençoadas com sorte e fortuna na nova temporada. essa superstição pode ser levada a sério e adotada ao longo do ano se você quiser dar uma força ao controle da pressão e dos níveis de gordura no sangue. em um estudo israelense com pessoas em tratamento de insuficiência renal, o suco da fruta ajudou a relaxar os vasos e livrá-los de lesões. ao que tudo indica, a romã in natura apresentaria efeito parecido graças a seus antioxidantes. "notamos que ela diminui os triglicérides e aumenta o colesterol bom", conta Shema lilach, pesquisadora do Western Galilee Hospital, em israel.
7. Melância: Vai uma fatia para o coração?
Um trabalho da Universidade de Kentucky, nos estados Unidos, revela que a melancia presta um belo serviço à circulação sanguínea. em um experimento com o seu suco administrado a cobaias, os especialistas perceberam que o preparo fez diminuir a massa gorda e a formação de placas nos vasos. "a própria fruta também deve exercer esse desempenho", diz o líder do estudo, Sibu Saha. ora, a melancia é rica em citrulina, substância que, dentro do corpo, aciona um mecanismo de relaxamento das artérias. de acordo com a nutricionista regina Pereira, da Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo, ela se encontra tanto na parte vermelha quanto na branca. "Como a fruta tem bastante açúcar, é melhor consumir entre as refeições para evitar picos glicêmicos", recomenda.
8. Feijão: Grão de fibra
O último vigitel — enquete telefônica realizada em todo o país pelo Ministério da Saúde — constatou que o brasileiro está comendo cada vez menos feijão. Se você é integrante desse movimento, trate de reconvid-lo à rotina. o grão — e isso vale para todas as variedades — guarda proteína, fibras e minerais como o ferro, que afasta a anemia. "Mesmo quem está de regime pode consumilo, uma vez que ele contribui para a saciedade e ajuda a preservar a massa magra", aconselha a nutricionista Carolina duarte, da clínica nutrício, em Belo Horizonte.
Dica de consumo
Para aproveitar melhor o feijão, deixe-o de molho por 12 horas, jogue a água fora, lave mais uma vez os grãos e cozinhe-os com água nova. "Isso elimina substâncias que atrapalham a absorção dos nutrientes e ainda ajuda, mais tarde, a reduzir os gases", diz Carolina. Há indícios de que botar folhas de louro na hora do cozimento também minimizaria flatulências.
9. Café: Goles que espantam o câncer
O cafezinho não afugenta só aquela preguiça. Bastante investigado nos últimos anos, ele vem demonstrando que defende o coração, afasta a depressão e, agora sim, lá vem notícia: até ajuda a impedir o surgimento de certos tumores. a chancela vem de um estudo da respeitada Universidade Harvard, que averiguou dados de cerca de 67 mil americanas. entre aquelas que bebiam mais de quatro xícaras por dia, observou-se um risco 25% menor de ter um câncer no endométrio, tecido que reveste o útero. Muito café? Pois saiba que as mulheres que tomaram duas xícaras tiveram um risco 7% menor. "a bebida tem um alto poder antioxidante e anti-inflamatório, o que justificaria sua proteção contra alguns tipos de câncer", afirma a nutricionista Youjin je, uma das autoras do trabalho, que não levou em conta o tipo de café nem o preparo.
Dica de consumo
Procure sempre tomar o café logo depois de pronto — e isso vale tanto para a bebida coada quanto para o expresso. Evite deixá-lo em garrafas térmicas, principalmente se estiver adoçado. Aliás, para tirar proveito dos seus compostos protetores, maneire no açúcar ou adoçante e nunca coloque cremes ou chantilly.
10. Pêssego: Bonito, não só na aparência
Quando a gente pensa em pêssego, vem à cabeça uma fruta linda e suculenta. Só que a realidade nem sempre é a mesma: por vezes deparamos com exemplares mirrados, sem cor, ácidos e que ainda estragam em pouco tempo. a empresa Brasileira de Pesquisa agropecuária desenvolveu novos cultivares com pêssegos mais vistosos, carnudos e doces, algo que ajuda a driblar de vez as resistências ao alimento. "essas mudanças são ótimas porque estimulam o consumo de uma fruta pouco calórica e repleta de antioxidantes e fibras", opina a nutricionista Carolina duarte.
11. Ovo: Da galinha para cuca
Os ovos já foram resgatados do ostracismo na culinária saudável, mas ganham ainda mais reconhecimento com uma descoberta da professora de neurologia Rhoda Au e colegas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Eles decifraram um elo entre a ingestão de colina, substância encontrada sobretudo na gema, e uma maior proteção do cérebro contra o avançar da idade. "Ela é precursora da acetilcolina, essencial à transmissão dos impulsos nervosos", explica Rhoda. Sabe-se que portadores de Alzheimer possuem uma menor concentração desse mensageiro químico.
Dica de consumo
Pessoas com diabete ou alto risco cardíaco devem se limitar a três unidades de ovo por semana. Mas mesmo livre de problemas vale evitar o abuso no dia a dia, por causa do colesterol e da gordura. Em vez de fritar, dê preferência ao ovo cozido ou pochê, feito com água. No preparo de ovos mexidos e omeletes, use pouquíssimo óleo.
12. Iogurte: Hóspedes especiais
Não param de sair pesquisas esmiuçando a importância dos probióticos, bactérias benignas presentes em iogurtes e leites fermentados, na prevenção e no controle de males que vão de constipação a obesidade. Nessa linha, cientistas da Universidade de Washington, em solo americano, flagraram em ratos que o consumo de probióticos interfere no aproveitamento de nutrientes no intestino, o que pode ajudar a entender o impacto desses micro-organismos na regulação do corpo e na manutenção do peso. "Isso precisa ser avaliado em seres humanos, mas já sabemos que os probióticos melhoram a nossa flora e a imunidade", diz o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.
Dica de consumo
Nem todo iogurte tem bactérias probióticas. Por isso, trate de verificar o rótulo dos produtos, que informa se eles pertencem ou não a essa categoria. Para obter seus benefícios, eles devem ser consumidos diariamente.
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Mulheres e a cistite. E beba água para ajudar seus rins
25/10/2010 15:42novidades
COMIDA ANTITÓXICA
24/11/2009 00:00
Vale a pena só cortar calorias?
Essa é uma boa estratégia para perder peso. Mas a longo prazo a história é outra
Gordura, proteína ou carboidrato:
na hora de emagrecer, é melhor eliminar o quê? Tanto faz. Eis a resposta de um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que comparou, durante dois anos, o desempenho dos nutrientes na batalha pela perda de peso de 811 gordinhos. No final das contas, independentemente do tipo de alimento mandado para escanteio, todos se livraram de 4 quilos. Ou seja, para afi nar a silhueta, basta restringir a quantidade calórica, não importa o item excluído.
Mas, se pensarmos bem, a conclusão abre alas a duas interpretações. A primeira é que as dietas da moda que preconizam um nutriente em detrimento de outros não têm tanto fundamento. E a segunda brota na cabeça dos espertinhos: se o que vale é comer menos, vamos nos entregar ao fast food, só que em porções modestas.
Será, então, que as escolhas do que comemos, desde que com igual valor calórico, não fazem diferença? Pode apostar que fazem. E o efeito, caro leitor, você talvez não sinta agora, mas lá na frente. “Qualquer dieta com baixa ingestão de calorias emagrece em curto prazo. O problema é que, se a alimentação não for saudável, o prejuízo vem depois”, afirma a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Prejuízo inclusive em termos de emagrecimento.
Ninguém discorda de que, no caso de quem luta contra o ponteiro da balança, a restrição calórica em si já traz benefícios. “Perder 10% do peso inicial diminui o risco cardiovascular”, diz a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. E isso nem significa fechar completamente a boca. Há uma fórmula usada pela Organização Mundial da Saúde que estima a quantidade de calorias necessárias a cada um diariamente. De acordo com ela, um homem sedentário de 40 anos e 90 quilos, por exemplo, deve se abastecer com até 2 300 calorias diárias.
Agora imagine que o nosso personagem está acima do peso. “Para emagrecer com segurança, recomenda-se cortar em média 500 calorias diárias, o que resultaria em cerca de meio quilo a menos por semana”, esclarece Mariana. Das refeições, o homem do nosso exemplo deveria retirar algo equivalente a um filé grelhado, um ovo frito, um copo de refrigerante e um bombom. Assim, ele se limitaria a 1 800 calorias. A questão é que o corpo dele — e o nosso — não depende apenas dos números. Não adianta preencher a cota diária só com pastéis naquela visita ao bar com os amigos. Ao virar a página, você vai entender por que, desse jeito, ele se tornaria uma pessoa com apetite incontrolável.
Uma descoberta de cientistas da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, reforça a ideia de que, mesmo enxugando calorias, é preciso estar ciente da escolha dos nutrientes. Eles estudaram o impacto da gordura saturada das carnes vermelhas (e dos benditos pastéis) sobre o hipotálamo, área do cérebro que, entre tantas funções, controla a saciedade. E desvendaram um mecanismo capaz de explicar por que apostar nesse ácido graxo é um prato cheio para a obesidade. Eis a triste constatação: gordura chama gordura.
A dieta adequada é a que, segundo a boa e velha pirâmide alimentar, dispõe de 30% de gorduras em geral. “E a fatia das saturadas não deve ultrapassar 10% de todo o cardápio”, orienta a nutricionista Marciane Milanski, uma das cientistas envolvidas no estudo.
Pessoas que se empanturram de carnes, manteiga e frituras ou até mesmo aquelas que comem porções mais humildes, mas recheadas do tal ingrediente, acabam inevitavelmente extrapolando essa cota de 10%. E a sobrecarga não é inócua para o hipotálamo. “Em excesso, o nutriente dispara inflamações ali”, conta Marciane. “Quando fogem do controle, essas reações propiciam a morte de neurônios, prejudicando o controle sobre o apetite”, completa a bióloga Juliana Moraes, que também avalia o efeito das saturadas sobre a massa cinzenta. Aí não tem volta. O sujeito passa a conviver com uma fome difícil de ser aplacada.
Juliana fez um experimento para avaliar se apenas altas cargas de gordura saturada financiariam lesões na central do apetite. Ela submeteu dois grupos de ratos a refeições bem engorduradas. O primeiro apreciou porções razoáveis de comida, sem exagerar tanto. Já o segundo devorou um banquete pesado, sem limite de quantidade. “Mas quando analisamos o hipotálamo dos animais, notamos alterações em ambos os grupos”, revela. Ou seja, a quantidade não fez tanta diferença. É um indício de que seres humanos que priorizam dietas carregadas desse ácido graxo tendem a sofrer as consequências no futuro — e nem é necessário se esbaldar com um caminhão de gorduras. Basta cortar calorias e preferir alimentos gordurosos para aproveitar o que tem direito a comer.
Como a comunicação entre o hipotálamo e o resto do corpo fica comprometida, a vontade de comer de quem sofreu essas lesões não cessa. “Essa região do cérebro envia estímulos para a periferia, disparando, por exemplo, aquela salivação”, explica a biomédica Cássia Zaia, da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. Com água na boca, vai ser difícil resistir a mais um pedaço de picanha — ou seja lá o que for.
As pesquisadoras da Unicamp enfatizam em coro que, sem exageros, o organismo não se tornará refém dos malefícios da gordura. Aliás, ele até precisa delas para preservar a membrana das células. O que você não deve é conceder a qualquer nutriente exclusividade no cardápio. No máximo, papel de coadjuvante. Viver à base de proteína, por exemplo, até acelera a perda de peso nos primeiros meses. Mas e depois? “O abuso do nutriente está associado, a longo prazo, à sobrecarga dos rins”, adverte Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
A mesma mensagem é destinada aos fiéis seguidores do carboidrato. A pessoa com padrão formiga, que come muitos doces de olho apenas nas calorias, cai numa emboscada. Esse tipo de alimento, em exagero, destrambelha os mecanismos que regulam o hormônio insulina. “Passado um período, o indivíduo fica mais predisposto ao ganho de peso e, consequentemente, ao desenvolvimento do diabete tipo 2”, afirma o endocrinologista Marcio Mancini, médico responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Mais uma vez, a ordem é seguir a recomendação diária — no caso, apenas de 50 a 55% das calorias de suas refeições devem vir dos carboidratos. Nessa fração, não entram apenas pães, massas e doces, mas também frutas e verduras. E, vale frisar, a qualidade dos carboidratos eleitos para a sua dieta também pesa. A nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg traça o seguinte raciocínio: “Imagine uma pessoa que come só 2 mil calorias diárias, mas seu cardápio é composto de exagerados 65% de carboidratos, e outra que, apesar de balancear os nutrientes conforme a pirâmide, exagera nas garfadas e consome 3 mil calorias. Quem sai prejudicado com o tempo? Os dois”. Isso porque tanto carboidrato demais — ainda que você não extrapole nas calorias — quanto o excesso de comida em geral, quando se obtém mais energia do que o corpo precisa para viver, levam o pâncreas a se matar de produzir insulina. Só esse quadro já pode acarretar numa fome danada. Sim, seu corpo entende a mensagem “preciso de mais insulina” como “preciso de comida”.
Já deu para perceber que os especialistas ouvidos por SAÚDE! não advogam a favor de uma dieta balanceada à toa. O sonho de emagrecer e manter o corpo em forma, que tanta gente compartilha, só se sustenta quando se respeitam as necessidades nutricionais. Restrição calórica, sim — mas sem perder de vista a pirâmide alimentar. Essa é a verdadeira fórmula para brecar um efeito dominó que culminaria num sem-fim de problemas — inclusive nos quilos a mais. Você decide o que vai no seu prato.
Peixe para o bem do cérebro
Os pescados deixam os neurônios mais astutos e dão uma força à sua memória
Tem gente que não pode ouvir falar em óleo de fígado de bacalhau. Tudo bem que na vida existem coisas, digamos, mais saborosas. Mas, na maioria dos casos, a má impressão se deve a um trauma de infância, já que mães e avós obrigavam sua prole a mandar goela abaixo umas tantas colheradas do tal suplemento. A justificativa era vaga: “Faz bem”. E engula mais esta: elas estavam certas. Especialmente no que diz respeito à inteligência. Se não conheciam direito esse benefício, hoje a ciência explica.
Claro, você não precisa recorrer ao óleo. Desde que acrescente algumas porções de peixe à sua dieta, está tudo certo. A medida é essencial para manter nada menos do que o cérebro em forma. Mas, tanto no óleo de fígado de bacalhau quanto em um sashimi de salmão ou numa sardinha bem temperada, os autores da proeza na massa cinzenta são os ácidos graxos ômega-3, encontrados principalmente em espécies de águas frias. “Esse tipo de gordura influencia o desempenho cognitivo”, aponta a pesquisadora Maria Aberg, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
Ela acaba de realizar um estudo com 4 mil rapazes e constatou o seguinte: aqueles que, numa entrevista, afirmaram que comeram bastante peixe no dia-a-dia quando tinham 15 anos se deram muito melhor em testes de lógica e questões de matemática quando completaram 18. O segredo do sucesso? “O ômega-3 estimula a produção de novos neurônios, participa do desenvolvimento e da manutenção do sistema nervoso e serve de matéria-prima para a produção de substâncias protetoras do cérebro”, enumera Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo. Ufa!
Para ser mais claro, esse ingrediente contribui para o raciocínio ágil e uma memória de dar inveja. Daí ele ser recomendável em qualquer fase da vida — da gestação, quando a mãe o ingere, até a maturidade. Ele ajuda a desenvolver o cérebro do feto e, mais tarde, pode conservar os neurônios funcionando a mil até mesmo na melhor idade.
Só fique de olho no preparo: a fritura costuma bloquear os efeitos positivos dos ácidos ômega. “Uma parcela deles se degrada quando é submetida a altíssimas temperaturas”, afirma o cientista de alimentos Jesuí Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Acredite: tudo que é frito enfrenta um calor muito maior do que aquilo que é assado, ensopado ou grelhado.
Dá para suar menos
Fique tranquilo: não é porque você encharca a camisa no trabalho que está condenado a conviver com as cataratas do Iguaçu rolando do seu corpo. A hiper-hidrose — esse é o nome do problema — tem solução
Estou suando em bicas" — você já deve ter ouvido alguém falar desse jeito. Provavelmente, porque ficou horas no trânsito ou correu e fez outra atividade física. Em situações assim, o corpo ativa seu próprio sistema de resfriamento, baixando a temperatura interna por meio da produção de suor.
Até aí, tudo normal. Para 2% da população, no entanto, o pinga-pinga da sudorese é bem mais atrevido e nada tímido. Pelas axilas, palma das mãos, planta dos pés, cabeça e face — o suor escorre inclusive em dias frios e em momentos de descanso. Quem se encaixa nesse quadro sofre do que se define por hiper-hidrose.
E o distúrbio merece esse superlativo — híper. Normalmente, uma pessoa em repouso elimina de 400 a 800 mililitros de água por dia, pela pele e pelos pulmões. Já indivíduos com hiper-hidrose chegam a desaguar, em casos extremos, até 8 litros de suor! "A doença limita o convívio social e até atrapalha a vida profissional", afirma Álvaro Razuk, cirurgião vascular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
A arquiteta Maria Cláudia Buarraj El Khouri, 30 anos, que o diga. Durante muito tempo ela carregou toalhinhas na bolsa e nem sequer podia andar de mãos dadas. Maria Cláudia se submeteu a uma cirurgia para acabar com o constrangimento e, felizmente, ficou curada (veja o quadro).
Não adianta se irritar com a suadeira. A ansiedade só agrava o sintoma. "O estímulo emocional afeta a área cerebral do hipotálamo, que intensifica a liberação de suor onde o paciente já tem a queixa", explica Antônio José Maria Cataneo, professor titular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu. Segundo ele, quem é alvo do transtorno deve evitar pimenta, chocolate, chá e carne de porco, que estimulam o sistema nervoso simpático, dando ordens sem parar às glândulas da pele. A seguir, alguns dos tratamentos disponíveis — uns prometem mais do que cumprem, diga-se.
Foco na clamídia
Uma das doenças sexualmente transmissíveis mais frequentes do planeta — que dá o bote na fertilidade de homens e mulheres — vai ter que se haver com um inimigo de peso. Um exame desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco promete fl agrar com mais agilidade o problema
Acabar com a clamídia é moleza. Difícil é que a bactéria Chlamydia trachomatis, causadora desse mal, se adapta ao nosso organismo e se multiplica na surdina, sem dar o menor sinal de vida — só para você ter uma ideia, 70% das mulheres e 40% dos homens contaminados nem sonham que têm a doença. Daí a dificuldade de rastreá-la.
Para resolver o imbróglio e desmascarar de vez a danada — pelo menos na parte que compete ao lado feminino —, pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia Keizo- Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), incluíram um recurso de ponta chamado primer em um dos exames anteriormente disponíveis. Com isso, deram um salto de precisão no resultado.
É que o tal recurso tem o objetivo de apontar pedaços do DNA da bactéria encontrada na secreção vaginal. E mais: esperto, ele deduz qual seria a sequência de DNA completa da clamídia e indica qual parte deve ser copiada e replicada — tudo a fim de produzir material genético em quantidade e qualidade suficientes para ser analisado. O superavanço fez da pesquisa uma das finalistas do 3o Prêmio SAÚDE!, realizado no final do ano passado.
Antes, os pedaços de DNA deixavam dúvida se havia ou não uma infecção. “Adicionamos o primer ao exame habitualmente usado para identificar a clamídia, o PCR em tempo real, com o objetivo de aumentar a sensibilidade e chegar a um acerto de aproximadamente 100% nos diagnósticos”, conta o farmacêutico biotecnólogo Paulo Roberto Eleutério de Souza, coordenador da pesquisa realizada pela farmacêutica bioquímica Ana Catarina Simonetti.
Outra vantagem é que o resultado sai entre duas e três horas, permitindo que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível. “Parece exagero, mas é muito válido porque qualquer micro-organismo numa temperatura de 37 ºC, como é a do corpo humano, se multiplica a cada 20 minutos”, lembra o biomédico José Humberto de Lima Melo, também do Lika.
Existem três grupos ou variedades de Chlamydia trachomatis — cada um deles acarreta um tipo de prejuízo ao organismo se o tratamento não acontecer a tempo. As do grupo A, B, Ba e C são culpadas por uma espécie de conjuntivite que pode levar à cegueira. Já a turma formada pelas bactérias L1, L2, L2a, L2b e L3 levam a uma infecção chamada linfogranuloma venéreo, que pode evoluir para úlcera e edema dos órgãos genitais. “Por fim, as clamídias do tipo D a K provocam inflamações ou infecções genitais”, completa o médico Jorge Luiz Mello Sampaio, assessor em microbiologia do Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo.
Esse último grupo é justamente o mais agressivo. Entre as mulheres, por exemplo, as inflamações provocadas pelas bactérias D ou K obstruem as trompas, levando a casos de gravidez tubária ou à infertilidade — irreversível, é bom deixar claro. Para que nada disso aconteça, vale saber: “No grupo de risco estão homens e mulheres que têm muitos parceiros e não usam camisinha, que é a única forma de prevenção”, diz a ginecologista Emília Jalil, assessora técnica do Programa Nacional de DST e Aids, doMinistério da Saúde.
A ginecologista Micheline Oliveira, gerente do Laboratório da Mulher, do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), escancara outra razão para pessoas com vida sexual ativa procurarem um especialista e saírem da mira da clamídia. “Evidências apontam que ela facilita a progressão do câncer de colo de útero devido aos danos provocados nas células desse órgão”, afirma.
O lado bom dessa checagem é que o tratamento é simples, feito apenas com antibiótico oral. “Normalmente, são prescritos azitromicina ou doxiciclina. O primeiro é indicado para infecção recente, que ocorreu há menos de um ano. A pessoa engole uma dose única, que deve ser repetida uma semana depois”, explica o ginecologista Márcio Coslovsky, diretor da clínica Huntington Medicina Reprodutiva, no Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. “Já o segundo remédio é utilizado por um período de dez a 14 dias para tratar a infecção crônica”, diz. Independentemente do caso, é essencial que o parceiro também seja tratado pelo mesmo tempo e com o mesmo remédio. Casal que cuida da saúde unido...
4 em cada 10 homens com a bactéria Chlamydia trachomatis nem desconfiam que estão infectados por não apresentarem sintomas como ardor ao urinar, secreção peniana ou dor na relação sexual
7 em cada 10 mulheres com clamídia só descobrem que sofrem da doença quando se deparam com infertilidade, aborto espontâneo, parto prematuro ou ao dar à luz um bebê com conjuntivite
Sete dores que não devem ser menosprezadas
7 dores que são a ponta do icebergElas avisam: algo está errado. Mas preferimos pensar que vão passar depressa a procurar um médico. É aí que muitas vezes damos de cara com o perigo. Saiba como escapar de um engano
Levante a mão quem nunca se automedicou por causa de uma dor. É corriqueiro achar que ela é um mal passageiro, entupir-se de analgésico e esperar até ela se tornar insuportável para ir ao médico. Estudos indicam que 64% dos brasileiros tentam se livrar da sensação dolorosa sem procurar ajuda. Foi assim com a auxiliar de dentista Antônia Sueli Ferreira, 45 anos, de São Paulo. "Tomei muito remédio durante três meses por causa de cólicas fortíssimas e do que parecia ser uma lombalgia. Só depois fui ao médico. E então descobri que tinha um câncer colorretal. Tive de ser submetida às pressas a uma cirurgia. Por sorte, estou bem", conta. Segundo o cirurgião Heinz Konrad, do Centro para Tratamento da Dor Crônica, em São Paulo, "a dor é um mecanismo de proteção que avisa quando algo nocivo está acontecendo". A origem do malestar? Eis a questão — e, para ela, precisamos ter sempre uma resposta. "Na dúvida, toda dor precisa ser checada, ainda mais aquela que você nunca sentiu igual", aconselha o cardiologista Paulo Bezerra, do Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Aqui, selecionamos sete dores que você nunca deve ignorar.
Dor de cabeça
Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na visão ou nos hormônios — esta, mais comum entre as mulheres. E esses são justamente os casos em que a automedicação aumenta o tormento. "Isso porque, quando mal usado, o analgésico transforma uma dorzinha esporádica em diária", avisa o neurocirurgião José Oswaldo de Oliveira Júnior, chefe da Central da Dor do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Acima dos 50 anos, as dores de cabeça merecem ainda mais atenção: é que podem estar relacionadas à hipertensão.
Dor de garganta
Costuma ser causada pela amigdalite de origem bacteriana ou viral. "Se não for tratada, a amigdalite bacteriana pode exigir até cirurgia", alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, doHospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, na Grande São Paulo. A do tipo viral baixa a imunidade e, em 10% dos casos, vira bacteriana. Portanto, pare de banalizar essa dor. Se ela parece nunca ir embora, abra os olhos: certos tumores no pescoço também incomodam e podem ser confundidos, pelos leigos, como simples infecções.
Dor no peito
"Quando o coração padece, a dor é capaz de se espalhar na direção do estômago, do maxilar inferior, das costas e dos braços", descreve o cardiologista Paulo Bezerra. Em geral, isso acontece quando o músculo cardíaco recebe menos sangue devido a um entupimento das artérias. "A sensação no peito é como a de um dedo apertado por um elástico. E piora com o estresse e o esforço físico", explica Bezerra. Não dá para marcar bobeira em casos assim: o rápido diagnóstico pode salvar a vida.
Muita gente não hesita em culpar as varizes — às vezes injustamente. "A causa pode ser outra", avisa a fisiatra Lin Tchia Yeng, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Uma artrose, por exemplo, provoca fortes dores nos pés e nos joelhos. Se não for tratada, piora até um ponto quase sem retorno. "Em outros indivíduos a dor vem das pisadas", explica Lin. "É quando há um erro na posição dos pés ou se usam calçados inadequados." Sem contar doenças como hipotireoidismo e diabete, que afetam a circulação nos membros. "Há medicamentos específicos para resolver a dor nesses casos", diz a reumatologista Solange Mandeli da Cunha, do Centro de Funcionalidade da Dor, em São Paulo.
Dor abdominal
Uma dica: o importante é saber onde começa. Uma inflamação da vesícula biliar começa no lado direito da barriga, mas tende a se irradiar para as costas e os ombros. Contar esse trajeto ao médico faz diferença. "Se a pessoa não for socorrida, podem surgir perfurações nessa bolsa que guarda a bile fabricada no fígado", diz o cirurgião Heinz Konrad. Nas mulheres, cólicas constantes — insuportáveis no período menstrual — levantam a suspeita de uma endometriose, quando o revestimento interno do útero cresce e invade outros órgãos. "Uma em cada dez mulheres que vivem sentindo dor no abdômen tem essa doença", calcula a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Dor nas costas
A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar. "É uma dor diária, causada pelo desgaste físico e pelo sedentarismo", diz o geriatra Alexandre Leopold Busse, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Conviver com o tormento? Essa é a pior saída. A dor nas costas, além de minar a qualidade de vida, pode escamotear o câncer no pâncreas também. "No caso desse tumor, surge uma dor lenta e progressiva", ensina a fisiatra Lin Tchia Yeng. Por precaução, aprenda que a dor nas costas que não some em dois dias sempre é motivo de visitar o médico.
Dor no corpo
Se ele vive moído, atenção às suas emoções. A depressão, por exemplo, não raro desencadeia um mal-estar que vai da cabeça aos pés. "O que dá as caras no físico é o resultado da dor psicológica", diz Alaide Degani de Cantone, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Saúde, em São Paulo. "Quem tem dores constantes aparentemente sem causa e que vive triste, pessimista, sem ver prazer nas coisas nem conseguir se concentrar direito pode apostar em problemas de ordem emocional", opina o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo. E, claro, essas dores que no fundo são da alma também precisam de alívio.
Corra para enxergar bem
É correr para ver!Agora você tem mais um excelente motivo para fazer sua corrida matinal: incluir o treino na rotina é um ótimo jeito de manter a visão funcionando a mil
Muita gente já saiu correndo por aí em nome da boa forma, do coração, de uma vida menos estressante e até mesmo do controle do estresse. O que ninguém desconfiava é que os frequentadores das pistas de cooper, dos parques e de calçadões gozariam não apenas dos consagrados benefícios cardiorrespiratórios e psicoemocionais do exercício. Eles teriam um bônus — e, no caso, todos os créditos iriam para os olhos. É o que dá para ver com nitidez graças a duas pesquisas recém-publicadas na revista americana Investigative Ophthalmology and Visual Science.
Os estudos acompanharam quase 30 mil atletas durante mais de sete anos e fornecem evidências de que a prática regular de corrida reduz o perigo tanto de catarata quanto de degeneração macular, as duas principais causas de cegueira no mundo. O coordenador dos trabalhos, o epidemiologista Paul Willians, doLawrence Berkeley National Laboratory, vai além. Ele sugere que seria uma boa medida para os corredores incluir etapas mais vigorosas nos treinos — se estiverem bem condicionados, é claro. Isso porque pessoas que exigem mais dos pulmões e do coração obtêm ainda mais ganhos em termos de acuidade visual.
Na pesquisa que focou o impacto do esporte sobre a catarata, homens que corriam 64 quilômetros por semana — ou 9 por dia — apresentaram um risco 35% menor de ter a doença do que os que corriam só 16 quilômetros por semana ou pouco mais de 2 quilômetros diários. A investigação também concluiu que aqueles com melhor aptidão cardiorrespiratória tiveram risco significativamente menor de ter catarata.
No outro trabalho, o pesquisador comparou três grupos de corredores, conforme o percurso que perfaziam todo dia: até 2 quilômetros, de 2 a 4 quilômetros e mais de 4 quilômetros. Os que corriam mais apresentaram um risco de degeneração macular até 54% menor do que os que corriam menos. Já os que corriam na faixa de distância intermediária mostraram 19% menos probabilidade de desenvolver a doença.
O oftalmologista Nilton Kara José, professor da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, aprova a notícia dos trabalhos californianos. Para ele, o recado é claro. "Não podemos abrir mão de nossa natureza: somos animais caçadores e temos um organismo feito para se manter em movimento", diz ele. "Por isso é razoável imaginar que a corrida faça bem para o nosso corpo todo, incluindo os olhos."
O oftalmologista Marinho Jorge Sacarpi, chefe do Centro de Oftalmologia Esportiva do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo, dá mais uma explicação para os benefícios da corrida: "O sedentarismo contribui para doenças como diabete e hipertensão, que provocam catarata e degeneração macular".
Essas doenças fragilizam os vasos e podem causar micro-hemorragias no fundo dos olhos, que liberam toxinas e prejudicam o fornecimento de nutrientes para as células do globo ocular. Na catarata, esses estragos se traduzem na opacidade do cristalino, uma das lentes dos olhos. Já na degeneração macular, células da retina que transmitiriam as informações de imagem para o cérebro morrem de uma espécie de inanição, já que o sangue com nutrientes deixa de circular a contento por ali.
As pesquisas americanas ainda precisam detalhar o mecanismo protetor da corrida. Enquanto isso, segundo os oftalmologistas, ninguém precisa encarar uma maratona por semana para enxergar mais. Até porque não são tantas pessoas que conseguem alcançar esse nível de desempenho. "E mesmo os atletas que cumprem 64 quilômetros semanalmente não suportam esse ritmo durante toda a vida", tranquiliza Marcos Paulo Reis, professor de educação física, ex-técnico da nossa seleção olímpica de triatlo e autor do livro Programa de Caminhada e Corrida, lançado por SAÚDE!. O conselho desse expert aos candidatos a atletas com olho de lince é procurar um médico e um preparador físico. E aí tirar o pó dos tênis.
O travesseiro dos seus sonhos
Se você dorme bem, pode acreditar que já tem um. Se isso não está acontecendo, leia esta matéria agora mesmo e aprenda como escolher a peça certa para que o seu repouso seja profundo e revigorante
Sabe aquela dorzinha no pescoço que dá as caras pela manhã, assim que saímos da cama? No meu caso ela aparecia todos os dias e era acompanhada pela sensação de que eu havia passado parte da noite em claro. Depois de reavaliar toda a minha rotina, percebi que o culpado pelo desconforto estava bem debaixo do meu nariz: era o travesseiro.
Um estudo recém-publicado no periódico científico International Journal of Rehabilitation and Researchconfirmou as minhas suspeitas. Os especialistas convocaram 149 pacientes que sofriam com dores na coluna cervical diariamente e sugeriram que metade deles começasse a dormir com um tipo específico de travesseiro, adaptado para cada indivíduo. O restante das pessoas continuou deitandose sobre o seu artefato de costume. Nos primeiros dias, alguns sinais indicavam que o primeiro grupo estava se dando melhor. Depois de um ano, esses voluntários não deixaram dúvida: estavam acordando muito mais descansados e sem nenhum desconforto no pescoço.
Quer saber o que um travesseiro precisa ter para provocar o mesmo efeito? Para sua surpresa, o material pouco importa. “O que conta mesmo é a altura, que deve preencher o espaço entre o pescoço e a extremidade externa do ombro”, explica o ortopedista Moisés Cohen, professor da Universidade Federal de São Paulo. Isto é, para quem dorme de lado. Porque, para quem dorme de barriga para cima, a peça deve ser um pouco mais baixa para ocupar o vão entre a nuca e o começo das costas, sem comprimir a coluna cervical nem deixar a cabeça caída.
A informação vale para a hora da compra (e eu aprendi a nunca mais sair da loja sem fazer um teste). “Se houver uma cama ou um sofá, deite-se sobre a peça que pretende levar para casa”, ensina a fisioterapeuta paulista Silmara Rodrigues Bueno, que é especialista em ergonomia do sono e criadora da RPGS, Reeducação Postural Global do Sono. Se não houver cama, use a parede como apoio, encaixando o travesseiro entre a nuca e as costas, ou de lado, entre o pescoço e o ombro. Esqueça o mico e lembre-se da noite feliz que está por vir.
As consequências de noite após noite sobre o travesseiro errado são mais complicadas do que o pescoço duro, dolorido e travado já indica. “O repouso fica superficial e fragmentado”, conta o neurologista Shigueo Yonekura, especialista em sono pela Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba. “A pessoa pode não chegar às fases mais profundas do sono, que são as responsáveis pela nossa recuperação física e mental. E, se chega, elas duram menos do que os 20% da noite necessários para restaurar o organismo”, explica Yonekura.
No dia seguinte, a sonolência é inevitável. E esse é só o começo do nó. A longo prazo aparecem o déficit de atenção, os problemas de memória e o risco de doenças cardiovasculares, diabete, obesidade e infecções. De quebra, o sistema imune fica bem prejudicado, porque determinadas substâncias de defesa são secretadas enquanto você dorme profundamente.
Na posição certa
Fique claro, porém: nenhum travesseiro, por mais próximo do ideal que seja, vai resolver o problema de quem deita com o corpo todo encolhido ou de bruços. “Repousar de barriga para cima, mesmo que com a cabeça bem apoiada, também não é muito indicado, especialmente para quem ronca ou sofre com apneia”, afirma Shigueo Yonekura. A posição leva a um estreitamento das vias aéreas superiores e dificulta ainda mais a passagem do ar. A saída? “É possível educar o corpo para dormir de outro jeito”, garante Silmara. “O ideal é deitar-se de lado, com os joelhos levemente flexionados”, ensina Kelly Ferrarezi.
Retarde o envelhecimento comendo uma castanha por dia
1 castanha por dia......não mais do que isso, garante as doses de selênio de que seu corpo precisa para preservar cada célula,botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais
Cabe na palma da sua mão, e ainda sobra um espaço e tanto, a arma que vai superproteger as unidades microscópicas do seu organismo. Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, você recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio. A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.
Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhas-do- brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro. Ora, nós somos sortudos. É que ascastanhas produzidas no Norte e no Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia, diz a nutricionista Bárbara Rita Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Minerais daUniversidade de São Paulo. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente, afirma Silvia Cozzolino, presidenta da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.
E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres, responde Christine Thomson, a pesquisadora neozelandesa que investigou as propriedades da castanha. O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes, descreve, completando, Bárbara Cardoso. Na ausência dele, as tais enzimas fi cam sem atividade e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.
O mineral da castanha também teria um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas seriam preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Justamente por isso, a pesquisadora Bárbara Rita Cardoso começa a estudar os possíveis benefícios do selênio em portadores do mal deAlzheimer. A gente desconfia que nesses pacientes os radicais façam maiores estragos, diz ela.
A tireóide também funciona melhor na presença do selênio, acrescenta Christine Thomson. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células.
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6 nozes para combater o colesterol
E bastam 6 nozes......para permitir que seus vasos sangüíneos fiquem mais relaxados e protegidos contra gorduras nocivas, mandando para longe a doença cardiovascular
Está muito bem guardado, dentro de uma casca dura e resistente, um aliado do sistema viário que leva o sangue para o corpo inteiro. Estamos falando da noz, a oleaginosa capaz de beneficiar suas veias e artérias. A constatação é de pesquisadores do Hospital Clínic e da Universidade Autônoma de Barcelona, ambos na Espanha. Trabalhando em conjunto, os cientistas dessas instituições notaram que era só incluí-la no cardápio de pessoas tanto com colesterol normal quanto com taxas elevadas dessa substância no sangue para verem os malefícios do excesso de gordura de alguns alimentos serem minimizados.
Os médicos espanhóis foram detalhistas: eles analisaram as condições do endotélio, a parede que reveste os vasos sangüíneos, de 24 voluntários quatro horas depois de terem se refestelado com refeições gordurosas. No fi nal desse banquete pesado, todos ainda comeram 40 gramas de nozes umas seis, no máximo sete unidades. Não recomendamos um cardápio cheio de pratos gordurosos a ninguém, mas, se você ingere esse tipo de comida, pode contra- atacar seus efeitos consumindo essas oleaginosas, disse a SAÚDE! o líder do trabalho, Emilio Ros. Rico em gordura ou não, seu menu só tem a ganhar recebendo essa porção de nozes diariamente.
Depois de qualquer refeição, nossas artérias tendem a se contrair, explica Raul Maranhão, diretor do Laboratório de Lípides do Instituto do Coração de São Paulo. A contração, é claro, é muito mais grave se por ali deverão passar um rio de partículas gordurosas vindas do almoço ou do jantar As nozes, porém, são capazes de estimular a dilatação dos vasos, minimizando riscos, diz Maranhão. O responsável pelo relaxamento é o aminoácido arginina, utilizado na produção do óxido nítrico, uma substância reconhecidamente vasodilatadora, usada inclusive em hospitais.
As nozes também apresentam um grande conjunto de antioxidantes, como o ômega-3 e os polifenóis, diz a bióloga Maria Gomes da Silva, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas, no interior paulista. Mas você já ouviu falar que elas são calóricas, certo? E são. No entanto, apesar do alto conteúdo energético, não há evidências de que levem ao ganho de peso se ingeridas na porçãorecomendada, ressalta Ros. Assim, está na hora de torná-las parceiras de uma rotina saudável.
Vegetais ajudam a prevenir câncer
Comida anticâncerPesquisa mostra que os vegetais afastam a ameaça de vários tumores. Sem contar que, ao incrementar as porções de frutas e hortaliças no prato, sobra menos espaço para a gordura e ela tem tudo a ver com o surgimento da doença

Não tire conclusões precipitadas: os alimentos destas páginas não são milagrosos. Mas a ciência da nutrição, que investiga sua ação anticancerígena, constata que eles de fato têm efeito preventivo. Vários levantamentos estatísticos apontam, e não é de hoje, que nas pessoas habituadas a devorar vegetais os casos de câncer são mais raros, garante o gastrenterologista Dan Linetzky Waitzberg, professor da Universidade de São Paulo. Mas, na hora do ver para crer, isso só era observado em tubos de ensaio, nos chamados testes in vitro. Só agora é que os pesquisadores passaram a enxergar o mecanismo antitumor de vários nutrientes dentro de organismos vivos no caso, cobaias. É um belo avanço.
Na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, por exemplo, concluiu-se que o sulforafane, presente na família dos crucíferos couves, brócolis, repolhos , é capaz de brecar o avanço do câncer colorretal em animais de laboratório. Já em Taiwan, cientistas da Universidade Nacional Chung Hsing testaram o licopeno em animais, nos quais provocaram de propósito um câncer de fígado igual ao que acomete os seres humanos. O resultado? O pigmento que dá o tom vermelho ao tomate e a frutas como a goiaba simplesmente barrou a temida metástase, ou seja, impediu que as células malignas se espalhassem pelo corpo.
A essa altura, você deve estar se perguntando: por que certos nutrientes funcionam contra um tipo específico de tumor mas são praticamente inertes contra outros? Nem os cientistas têm respostas prontas, embora arrisquem algumas hipóteses. Uma delas é a facilidade de alguns tecidos para acumular determinadas substâncias, criando verdadeiras reservas. É o caso do licopeno, o tal pigmento vermelho dos vegetais. Os pesquisadores notam que ele tem uma afinidade especial com os tecidos dapróstata e das mamas, ficando concentrado bem ali, enquanto passa depressa por outras partes do corpo talvez sem o tempo necessário para agir. O resveratrol da uva e do vinho, por sua vez, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, fariam escala no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos. No entanto, não movem uma palha contra tumores em outras regiões.
Conheça o rim e como evitar problemas
Cuide bem de seus rinsEles filtram as impurezas, controlam a pressão arterial, e ainda produzem hormônios e vitaminas. Mas andam sofrendo um bocado...
Que os rins têm a missão de filtrar o sangue, muita gente sabe. Missão importantíssima, aliás. Graças a eles, saem de circulação todas as impurezas que chegam ali pela artéria renal e que estão só de passagem, já que vão ser mesmo despejadas na urina, seu destino final. Só que essa dupla de órgãos faz muito mais do que isso. Os rins são responsáveis também pelo equilíbrio entre sal e água no corpo. Se esses dois elementos estiverem fora de proporção, surge o inchaço nas pernas e nos pés, sinal evidente de que algo não vai bem nesses filtros, dá a dica o nefrologista David Elias Neto, do setor de transplantes renais do Hospital das Clínicas de São Paulo e diretor da nefrologia do Hospital Sírio-Libanês, também na capital paulista.
Os rins ainda produzem a renina, enzima que estimula a secreção de um hormônio capaz de elevar a pressão arterial quando ela cai bruscamente. Mas, se não funcionam como deveriam, há uma sobra de renina, o que resulta na hipertensão doença que deve ser investigada também pelo nefrologista. É que esse mal silencioso danifica todos os vasos do corpo os renais não são exceção. E daí a situação se agrava cada vez mais.
Já ouviu falar na eritropoetina? Pois esse hormônio, responsável pela maturação dos glóbulos vermelhos do sangue na medula, também é fabricado nos rins. Se estiver em falta, surge a anemia. Sem contar que é ali, nesse órgão, que ficam estocados minerais importantes para os ossos, como o cálcio e o fósforo. Eles vão sendo liberados de acordo com as necessidades do esqueleto, conta o nefrologista João Egídio Romão Júnior, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Tem mais: não fossem os rins, a vitamina D, que o corpo absorve com a ajuda do sol, simplesmente não seria ativada. E todos sabemos a importância dessa substância para a saúde óssea.
Se a lista de funções renais é grande, o número de encrencas a que o órgão está sujeito não é menorcálculos, inflamações, infecções... (veja os complementos dessa matéria). Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 12 milhões de brasileiros sofrem de algum desses males, sendo que sete em cada dez vítimas nem sequer desconfiam. Uma ameaça e tanto, já que muitos deles, quando se repetem, podem levar à doença renal crônica (DRC).
Saiba como tratar a hérnia de disco
Sem hérnia e sem tanto traumaA dor na coluna pode curar-se sozinha. Mas a hérnia de disco é um problema maior. Conheça a nova técnica cirurgica de menor impacto que diminui o sofrimento dos pacientes

A maior parte das dores nas costas some com o tempo e com alguma ajuda terapêutica. A exceção costuma ser o sofrimento causado por uma hérnia, mal capaz de impedir as tarefas mais rotineiras. Ninguém sabe por que o disco que fica entre as vértebras sai do seu canto rumo ao canal da medula ou aos vãos de onde partem as raízes nervosas. Vários fatores, porém, contribuem para a dolorosa mudança de lugar entre eles, o sedentarismo, a genética, a obesidade e até o envelhecimento, já que, com o tempo,o disco se torna ressecado e menos resistente.
Deslocado, o disco comprime os nervos. Primeiro, os médicos tentam aliviar a dor com remédios e exercícios para a postura. Só que nem sempre isso funciona. Daí, até há pouco tempo, a saída era recorrer a cirurgias convencionais. Isso significava uma operação aberta, isto é, com um grande corte e uma recuperação lenta e bem dolorosa, explica o cirurgião ortopédico alemão Stefan Hellinger, que atende em Munique, na Alemanha, onde é considerado um expert em técnicas minimamente invasivas. As novas cirurgias são cada vez mais procuradas porque os pacientes têm medo das técnicas antigas, capazes de afastá-los de suas funções por um bom tempo, nota Wilson Dractu, coordenador doHospital Abreu Sodré, em São Paulo, que pertence à Associação de Assistência à Criança Deficiente, a AACD, e é referência no Brasil nesse tipo de intervenção menos agressiva
Outra grande vantagem das técnicas recentes é que elas interferem apenas na estrutura afetada, preservando toda a região no entorno. O segredo é encontrar a melhor solução para cada caso, relata o médico Stefan Hellinger. Existem pacientes em que a simples redução do volume do disco já resolve, porque aí ele pára de pressionar os nervos. Neles, a nucleoplastia com radiofreqüência, que acaba com o recheio gelatinoso da estrutura, pode funcionar muito bem, exemplifica. Para outros, basta fazer uma pequena parte do anel se contrair, justamente aquela que está sufocando um nervo.
Em todos esses procedimentos, porém, os instrumentos usados são finíssimos. O cirurgião faz pequenos furos nas costas do paciente em vez de cortes. Isso, por si só, já diminui o risco de infecções e torna o pós-operatório mais tranqüilo. As cirurgias modernas estão diminuindo o impacto negativo da hérnia de disco na vida das pessoas, já que o problema é resolvido com maior facilidade, opina o médico Carlos Maçaneira, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Coluna.
Exercícios físicos contra a endometriose
Bote a endometriose pra correrSe esse problema atormenta a sua vida, aposte na atividade física. Nós contamos de que forma a malhação alivia as cólicas e até faz regredir a endometriose

Durante dez longos anos, a professora universitária paulistana Luciana Zaterka, hoje com 37, sofreu horrores. Desde os 20, eu tinha cólicas terríveis no primeiro dia da menstruação, acompanhadas de enjôos e calafrios. Às vezes, chegava a desmaiar, lembra-se. Só depois de uma década de dores que se manifestavam assiduamente todos os meses veio o diagnóstico: endometriose (veja o complemento para entender exatamente o que é). Luciana se submeteu a uma cirurgia para retirar os focos da doença e, já no pós-operatório, ouviu a recomendação enfática de sua médica: muita atividade física para evitar que a encrenca desse as caras novamente.
No começo ela só caminhava, mas, animada, decidiu correr três vezes por semana, durante 40 minutos. Hoje faço acompanhamento médico semestral, continuo me exercitando regularmente e me sinto ótima, conta. Com a autoridade de quem conduziu o tratamento, a ginecologista Rosa Neme, do Centro de Endometriose São Paulo e do Hospital Samaritano, na capital paulista, reforça: A atividade física ajuda tanto a prevenir como a tratar o mal. A afirmação tem respaldo de dezenas de estudos que revelam o efeito preventivo da malhação. Um deles foi realizado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com 4 062 mulheres. As voluntárias que relataram ser ativas desde jovens apresentaram uma tendência menor de desenvolver a doença.
Para entender como o exercício combate a endometriose, é preciso conhecer primeiro as hipóteses sobre as suas causas. Uma delas leva a entender que esse é o mal da mulher moderna, decreta o ginecologista Maurício Abrão, presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose. Hoje em dia, ela demora para ter filhos, portanto menstrua mais vezes. Daí, aumenta a chance de ocorrer a menstruação retrógrada, em que o sangue reflui pelas trompas e é despejado, cheinho de células de endométrio, direto no abdômen. Porém, embora essas intrusas retornem pelas trompas, indo parar indevidamente em qualquer órgão da cavidade abdominal, isso não leva obrigatoriamente à endometriose. A menos que entre em cena outro grande vilão da atualidade: o estresse.
Muitos estudos mostram que a tensão em excesso prejudica o funcionamento do sistema imunológico. Aí, os soldados do organismo não dão conta de cumprir sua missão de eliminar as células uterinas invasoras, explica o ginecologista Sérgio Ribeiro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. Excesso de trabalho, ansiedade, alterações no sono, tendência genética e poluição também estão relacionados à doença, completa o ginecologista Alexandre Pupo. Nesse contexto desfavorável, o saldo é de cerca de 6 milhões de brasileiras sofrendo de endometriose, segundo Maurício Abrão.
É aí que a malhação faz sua entrada triunfal. A prática de atividade física aeróbica regular libera endorfinas, que têm efeito vasodilatador e analgésico, explica a ginecologista Vivian do Amaral, do Ambulatório de Endometriose e Infertilidade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, no Paraná. Esses neurotransmissores espantam o estresse e, o que é ainda melhor, reduzem os níveis de estrogênio, hormônio feminino envolvido na história, completa (veja a animação). Se você tem mais de 20 anos e é uma sedentária, deixe de lado a preguiça e comece a se mexer. Em alguns casos, a doença começa cedo, mas demora uns doze anos para ser diagnosticada, conta Abrão. Portanto, quanto mais jovem a mulher inicia uma rotina de atividade física, melhor.
Mantenha o carro limpo e a alergia longe
Cuide do SEU CARRO e dê carona À SAÚDEPó, papéis, restos de comida, pêlos de cachorro...Mais do que mero desleixo, a sujeira dentro do veículo pode ser um risco e tanto, sobretudo para os alérgicos
Se a descrição acima aplica-se direitinho ao seu automóvel, trate de mandá-lo ao lava-rápido mais próximo. Um estudo daUniversidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, mostrou que essa imundície toda é capaz de disparar uma baita crise alérgica nos passageiros mais suscetíveis. No levantamento, liderado pelo imunologista Ernesto Taketomi, 60 veículos particulares tiveram amostras coletadas e, pasme, mais da metade continha quantidades acima do admissível desubstâncias nocivas ao sistema respiratório. Entre os principais achados estavam os pêlos de cães ou gatos que sobram nos assentos e no carpete. Eles contêm uma espécie de proteína alergênica que dispara a pronta reação do sistema imunológico. Em pessoas sensíveis, essa resposta é exagerada. E aí, para combater os invasores, as defesas liberam a imunoglobina E, chamada de IgE, que desencadeia de rinite e conjuntivite até uma crise de asma.
E mesmo quem não convive com bichos está sujeito ao problema. Basta rodar com alguém que tenha animais em casa e os pêlos vão de carona. O efeito é exatamente o mesmo, explica Ernesto Taketomi. Mas não é só a pelagem de pets que provoca espirros durante o passeio. Os ácaros aracnídeos invisíveis a olho nu também são agentes alergênicos que, transportados pelas roupas e até pelos cabelos, se proliferam dentro do automóvel. Pior: eles se alimentam de escamas da pele humana que se acumulam por lá. Ou seja, além de moradia, seu carro é um belo restaurante para esses seres microscópicos. Pensa que a lista de malfeitores acabou? Pois tem mais. Os fungos, atraídos pela umidade provocada pelo ar-condicionado, também se sentem pra lá de confortáveis no interior do veículo. Além de causarem alergias por si sós, eles servem de alimento para os ácaros. Ou seja, onde há um deles muito provavelmente a gente encontra outro, completa Fábio Morato Castro, imunologista da Universidade de São Paulo.
A poluição de ruas, estradas e avenidas pode dar aquele empurrãozinho na direção de uma crise. E ela fica impregnada no automóvel inteiro, até mesmo na lataria. Por isso, os alérgicos não devem fazer a lavagem pessoalmente, já que o desprendimento dessa fuligem costuma ir sem escala para o nariz.
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Sucos para Emagrecer – Receita para Emagrecer com Sucos
03/01/2011 08:12Novidades
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22/02/2012 14:35
Emagrecer - Como Emagrecer Rápido e Perder Peso
Emagrecer pode ser bastante difícil, porem perder peso é possível. Com nossas dicas de como emagrecer, você poderá alcançar o peso ideal com nossas diversas dicas de saudesobre como emagrecer, não se esqueça que emagrecer rápido e ao mesmo tempo com saúde pode ser possível, porem é indispensável a presença de um médico para isso, aproveite nossas dicas para perder peso rápido e deixe de lado aquelas gordurinhas que tanto incomodam.
Perder Peso Rápido é PossívelTodas as informações sobre como emagrecer disponiveis no SaudeDicas.com.br são apenas dicas e mais uma vez digo que pe indispensavel um acompanhamento médico durante todo o processo da perda de peso
Perder Peso é possível aproveite nossas varias dicas sobre exercícios para emagrecer, dieta para emagrecer e remédios para emagrecer, seguindo nossas dicas você conseguira perder peso de forma eficiente e não só emagrecer, mais também conseguir mais saúde, jogando fora esses quilos a mais. logo abaixo você encontra alguns artigos para perder peso rápido e com saúde.
Se você está aqui é porque você quer saber como a perder os quilos extras.Como Emagrecer - Dicas sobre Como Perder Peso
Primeiro de tudo, devo dizer-lhe que nesta página você não encontrará truques para perder peso sem saúde. Eu dou conselhos de como emagrecer com saúde usando ou não remédio para emagrecer. Quero que as pessoas aprendam a comer para emagrecer, não para matar a fome e perder a sua saúde.
Para começar, você deve-se ser claro com uma coisa: a coisa mais importante é ter motivação para emagrecer. Você não vai conseguir nada menos que pretenda isso como um desafio para o médio e longo prazo, ou seja coloque em sua consciência eu quero emagrecer agora!
É inútil fazer uma dieta para perder peso se você não estiver com a mente fixa no seus objetivos. Você tem que pensar que o processo para perder quilos é possivel, mais leva tempo e sacrifício. Garanto-vos que o sacrifício vale a pena.
Quero Emagrecer - Dieta para Emagrecer
Quero emagrecer, primeiro escolha uma dieta para emagrecer. O mais lógico e que recomendo é que você vá a um profissional. É mais fácil e a mais segura maneira de emagreciment. Quero emagrecer agora, se você está cansado de ir a médicos e nutricionistas, você pode optar por escolher uma dieta de si mesmo, mas ficar atento para não fazer nenhuma idiotice. Você pode escolher uma dieta baixa em carboidratos ou uma dieta baixa em calorias. A questão é encontrar qual será melhor para você.
Depois de ter motivação suficiente para querer perder peso e conseguir fazer uma dieta para emagrecer que voce escolheu, você já completou metade do processo de emagrecimento. Ainda assim, ainda falta considerar uma série de coisas.
Dicas sobre Como Emagrecer
- Você deve beber pelo menos 2 litros de água por dia para emagrecer.
- Você tem que comer 5 vezes ao dia, de modo a acelerar o metabolismo.
- Você nunca deve passar fome, é um sinal de que as coisas estão ruins.
- Você pode acelerar o seu metabolismo com vários truques, tente usar um remedio para emagrecer.
- Se você não quiser ficar flácido pela perda de músculo em sua dieta, você deve pensar seriamente sobre a prática de exercicios para emagrecer e tonificar os musculos. É muito saudável também, uma vez que começou a fazer a dieta, tente pelo menos pratir exercicios 1 semana você vai gostar.
- Evite a compulsão alimentar, em vez de sua saúde física, tente trabalhar sua saúde mental.
Nós da SaudeDicas.com.br, possuimos muitos mais dicas sobre como emagrecer. Você pode lê-las devagar e sem pressa. Você pode ver que perder peso é fácil e divertido, porque você não tem nenhum mal.
Também dar uma olhada na seção de emagrecimento truques. Aqui você pode encontrar dicas para evitar a fome.
Finalmente, você tem que pensar que, se quiser, você pode. Se é uma daquelas pessoas que têm dificuldade para emagrecer, é porque você está fazendo algo errado. leia esse site com atenção e tente entender o que se você está fazendo as coisas corretamente.
E, acima de tudo, eu não me canso de repetir que a emagrecer mais eficaz é a consistência. Não seja bobo e não cometa nenhuma loucura para. Não hesite vá agora mesmo começar, quanto mais cedo começar, antes vai terminar.
Dietas para Emagrecer - Dica de Dietas para Perder Peso Rápido

Dietas para emagrecer estão cada vez mais em alta, pois a cada dia que passa pessoas obesas estão procurando uma alternativa paraemagrecer, aqui no Saúde Dicasoferecemos uma variedade dedietas para perder peso, além dos comentários de pessoas que realizam determinada dietas para emagrecer. Aproveite nosso conteúdo exclusivo de dietas grátis.
Lembre-se SaudeDicas.com.br somente oferece informações e dicas, para emagrecer de forma correta a presença de um médico é indispensavel, pois somente ele vai saber qual o melhor dieta para você baseado em exames que o mesmo deve pedir para ser feito. confira mais abaixo algumas dietar para perder peso de forma segura e com saúde.
Uma dieta para perder peso rápido deve ser executada com o acompanhamento de um médico, pois existem determinadas dietas que exigem muito do corpo humano, especialmente as dietas para emagrecer rápido, geralmente essas são muito rigorosas, e por esse motivo é necessário o acompanhamento de um especialista. Uma boa dieta deve ser acompanhada de exercícios para emagrecer.Dietas para Perder Peso Rápido
Remédio para Emagrecer - Dicas sobre Como Emagrecer

Podem ser chamados também de controladores de apetite ou pílulas emagrecedoras, o remédio para emagrecer, quase todos, diminuem a fome ou podem nos dar a sensação de estomago cheio através do alto nível dos elementos químicos que atingem o cerebro e afetam o apetite e o possivelmente o nosso dia-a-dia (serotonina, anfepramona, quitosana, sibutramina, garcinia, tesofensina).
A maior parte dos emagrecedores tem a certificaçao do Ministério da saúde para que possam ser usados por um periodo de tempo pequeno. Possuindo a mesma certificaçao, Alguns tipos de remédio para emagrecer pode tambem ser aplicado em um periodo de tempo maior apenas por pessoas que tem um nivel de obesidade significativa, os mesmos remédios não possuem garantias de funcionabilidade e segurança com o uso prolongado de mais de 12 meses (1 ano).
Apelar para o uso de dietas ou remédios prejudiciais a saúde é totalmente contra-indicado caso você esteja querendo obter um corpo bem definido e saudável, pois essas dietas para emagrecer são perigosas e tendem a não funcionar com um prazo longo. Através de algumas trocas de alimentos e um regime bem balanceado, como exemplo: mudar o leite integral pelo leite desnatado sendo assim diminuindo gorduras e acelerando o processo de perder peso,sem o uso de remédio para emagrecer essa é uma otima opção para pessoas que pretendem peder alguns quilos com precauçao e sem se preucupar com doenças como a subnutrição.
Remédios para Emagrecer e Perder Peso
Obter informações antes de consumir esses tipos de remédios para emagrecer, é altamente importante para o bem da sua saúde, tenha certeza que o inibidor de apetite consumido é confiavel. Mesmo os mais conhecidos produtos para reduzir o apetite e perder peso com eficiência é necessario conhecer antes de consumir para se ter consciência de sua eficácia e de sua forma de ação.
Para se emagrecer rápido, é precisso também de saúde e precaução. Não existem soluções rapidas para isso. Propagandas como "emagreça em 1 semana" apresentadas por certos tipos de remédios para emagrecer não podem ser consideradas pois esses inibidores de apetite devem apresentar um alto risco à sua saúde no processo de emagrecimento.
A mais pura verdade é que perder peso como tudo na vida, exige um alto nivel de dedicaçao e uma boa orientação e concerteza um bom exercicio para emagrecer e uma dieta correta para perder peso.
Saudedicas.com.br tem isso como objetivo, apresentar a nossos usuarios informações confiaveis de como emagrecer com segurança, não perdendo a saúde.
Exercícios Para Emagrecer e Perda de Peso

Exercícios para emagrecer poder ser a chave para o controle de peso bem equilibrado pois, nosso peso é dado pelo consumo de energia (alimentação) ea quantidade de energia que nosso corpo queima (atividades físicas). Para emagrecer, você tem que queimar mais calorias do que você consome.
O exercício físico é uma forma essencial para fazer isso. Quando você se exercita regularmente, fortalece os músculos. As células musculares queimam mais calorias do que as células de gordura ao longo do dia, mesmo enquanto está em repouso. Isso ajuda a aumentar o metabolismo.Exercício e perda de peso
Se você comer 100 calorias por dia a mais de suas necessidades do corpo,o aumento de cerca de 10 quilos em um ano é eminente. Você para perder peso deve ou manter fazer 30 minutos de exercício para emagrecermoderados diários. Junto com combinação de exercícios faça também uma dieta para emagrecer essa sem duvidas é a melhor maneira de controlar o peso.A quantidade de exercício necessário para fazer a diferença no seu peso, depende de quanto você come e qual é a atividade que está fazendo. A médias adulto teria que andar mais de 48 km (30 milhas) a queimar 3.500 calorias, o equivalente a um quilo de gordura, embora isso possa parecer muito, você não tem que andar a 48 milhas de uma vez. Ande uma milha por dia durante 30 dias vai obter os mesmos resultados desde que você não come mais do que o normal.
Exercício aeróbio
O exercício aeróbio é um exercício em que você está constantemente movendo um grande grupo muscular como pernas, braços e quadris por um período de tempo. Sua freqüência cardíaca torna-se mais rápido e sua respiração se torna mais profundo e mais rápida. Todos os adultos devem receber 2 horas e meia de propagação exercício aeróbio durante uma semana, mas deve ser pelo menos 10 minutos a uma hora. Se você não está fazendo isso, tente começar devagar e ir aumentando o ritimo por semanas ou até meses. Andar a pé pode ser um bom exercício para começar. A cada semana aumente o tempo que você gasta com a atividade, faça isso com mais freqüência ou adicione uma segunda atividade. Você pode aumentar a velocidade de seus exercicios ou a dificuldade dos mesmos, como escalar montanhas.
REFORÇO
Todos os adultos devem exercer para fortalecer os músculos pelo menos dois dias por semana. Essas atividades podem incluir push-ups, sit-ups, o uso de faixas de resistência ou de levantamento de peso. Certifique-se de fazer exercícios para emagrecer que trabalham todas as partes do corpo.
Se você estiver fazendo um programa regular de treinamento de força (musculação), os músculos podem ficar maior. Você pode aumentar o seu peso total, porque os músculos pesão mais que gordura. No entanto, suas roupas se adaptem melhor e corpo provavelmente será mais tonificado. Sua composição corporal é um melhor indicador de saúde global do que o número na escala.
Se você seguir adquirir uma técnica apropriada, a maioria das pessoas de qualquer idade podem levantar pesos sem nenhum problema. No entanto, é importante verificar com seu médico antes de iniciar o treinamento com pesos. Além disso, consultar um técnico experiente ou personal trainer antes de iniciar um programa de levantamento de peso. Isso pode ajudar a prevenir lesões e perda de força e resistência muscular que ocorre com repouso e inatividade.
O exercício físico regular, mesmo a pé, reduz o risco de:
- Ansiedade
- Depressão
- Hipertensão
- Obesidade
- Osteoporose
O exercício também melhora os níveis de HDL (colesterol bom).
Você deve sempre consultar o seu médico antes de iniciar qualquer nova forma de exercício para emagrecer.
Doenças - Informações Doenças e suas Causas

As doenças são um distúrbio desaúde. Elas podem ser infecciosa ou não infecciosa. As mesmas são causadas por vírus, bactérias, fungos ou outros patógenos. Estes últimos têm uma origem diversa que pode ser genética ou causada por outros agentes.
A doença causa um desequilíbrio físico, mental e social em desenvolvimento daqueles que sofrem. Cria um distúrbio na função ou estrutura de uma ou mais partes do corpo. Todas as doenças têm um processo evolutivo. Suas causas são conhecidas e geralmente se manifesta através de alguns sintomas característicos e sinais, cuja evolução pode ser mais ou menos previsíveis.
Infelizmente, nem todos os países têm os recursos para prevenção e tratamento de doenças, de modo que nos subdesenvolvidos, há recursos insuficientes e falta de ajuda internacional, então as doenças transmissíveiscontinuam a ser um grave problema para a saúde pública
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É uma reacção rara que ocorre quando a exposição ao estímulo frio. Acomete geralmente adultos jovens, especialmente
Entre os métodos utilizados para perda de peso, remédios caseiros para perder peso tendem a funcionar melhor. Uma coisa é clara: não há soluções instantâneas, milagres, o que beneficia o emagrecimento é sempre o
Ansiedade é uma
A dieta de alimentos que emagrecemé baseada no chamado alimentos de calorias negativas.


































